Cuiabá que não quero

Cuiabá é a pior Capital do país

Dados divulgados pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro apontam o município como a única Capital no Brasil que recebeu conceito ‘D’

Mato Grosso parece viver dois extremos no que diz respeito à administração pública. De um lado, o município de Lucas do Rio Verde é exemplo de gestão em diversos fatores, ocupando a 25ª colocação no desempenho nacional em 2010. Do outro, aparece Cuiabá como a pior Capital do país, no 4.420º lugar. A constatação é do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), com base em dados oficiais declarados pelos gestores no período de 2006 a 2010.

O Índice Firjan foi elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) para avaliar a qualidade de gestão fiscal dos municípios brasileiros. O estudo foi realizado em 5.266 cidades do país, onde vive 96% da população. Os 4% restantes (297 municípios) não foram relacionados por não ter apresentado os dados fiscais das prefeituras até setembro do ano passado ou porque não apresentaram informações consistentes. Em Mato Grosso, quatro municípios ficaram de fora. São eles: Santo Antônio de Leverger, Itiquira, General Carneiro e Canabrava do Norte.

Esta é a primeira edição do estudo no Estado, por isso ela traz dados referentes ao ano de 2010 e informações comparativas do período que compreende 2006 a 2009. Ou seja, dados equivalentes a um mandato de prefeito.

Para realização da análise, são levados em consideração cinco itens principais: receita própria (capacidade de arrecadação dos municípios), gastos com pessoas (montante destinado ao pagamento de servidores), investimento (que seria a capacidade em fazer investimentos em relação a receita líquida), custo da dívida (comprometimento do orçamento com o pagamento de juros e amortizações de empréstimos contraídos em exercícios anteriores) e liquidez (valor total do restos a pagar).

Desta forma, depois de avaliados, todos os municípios são classificados de acordo com seu desempenho. De ‘0’ a ‘0,4’ significa gestão crítica (conceito D); de ‘0,4001’ a ‘0,6’, gestão com dificuldades (conceito C); de ‘0,6001’ a ‘0,8’, boa gestão (conceito B); e de ‘0,8001’ a ‘1’, gestão de excelência (conceito A).

Cuiabá foi a única Capital no Brasil que recebeu conceito D na gestão fiscal referente ao ano de 2010, com valor de 0,3713, apresentando péssimo desempenho em todos os itens avaliados.

Em liquidez, levou nota zero, o que demonstra que a prefeitura possui mais débitos a serem pagos do que ativos financeiros para quitá-los. Em receita própria, apareceu com 0,6619. Em gasto com pessoal, com 0,5570. Investimentos, com 0,3015 e, em custo da dívida, com 0,296. Isso mostra que Cuiabá possui um quadro elevado de endividamento, 2,2 vezes maior que a média das Capitais. Além disso, apresenta um significativo comprometimento com restos a pagar, uma vez e meia ao dinheiro em caixa.

Segundo o gerente de estudos econômicos da Firjan, Guilherme Mercês, o principal problema é o ‘restos a pagar’, pois tanto em 2006 quanto em 2010 a prefeitura virou o ano com mais dívidas do que dinheiro em caixa.

Fonte: Diario de Cuiabá

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