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Copa de 2014 em Cuiabá – será mesmo?


 

Por Mauro Vallim

 

Desde que Cuiabá foi escolhida como sede dos jogos da copa de 2014 a população cuiabana vive em euforia, pois com previsão de novos investimentos em obras preveem a transformação de Cuiabá em uma cidade moderna e bem aparelhada,  pelo menos é isso que imagino acontecer, herança deixada pelo evento, um legado de grandes obras e projetos internacionais que transformarão nossa história.

Só não quero que todo este “sonho” possa acabar como um grande “pesadelo” para nós cuiabanos.

O Evento “Copa do Mundo” vai além dos investimentos nas estruturas de mobilidade urbana e arenas, muitos outros fatores importantes precisam ser resolvidos para que tudo aconteça.

Destaco alguns pequenos probleminhas;

– Falta uma segurança publica séria e eficiente

– Resolver o caos da saúde, falta de atendimento, fila de espera, numero insuficiente de profissionais e agora as greves dos médicos

– Reforma urgente do Aeroporto Marechal Rondon, por lá a situação esta precária, estrutura do telhado já esta desabando, que vergonha.

– Nossa educação sofrendo investigação do MP

– Projeto de mobilidade urbana continua travada

– As infraestruturas de transportes (BRs) não andam

– Dizem que a tal “Arena Multiuso” (Elefante Branco) esta em andamento, mas não é o que tenho visto, é só alguém dar uma volta por aquelas redondezas para comprovar.

– As tais licitações quando parece que vai sair retorna ao inicio

– Se discute ainda e nesta altura do campeonato, mudança na gestão da Agência Executora das Obras da Copa do Mundo (AGECOPA), até quando vai essa “briguinha política”?

– Teremos o BRT, VLT ou PQP? Será qual é mais viável para nossa gente? E qual fornece melhor comissão?

Já começo acreditar na Copa do Pantanal assim como acredito em Papai Noel ou Coelhinho da Páscoa.

 

Mixto Futebol Clube


Por Mauro Vallim

“O coração mixtense nasceu na rua 7 de setembro, quase em frente da Igreja Senhor dos Passos, no centro da Capital.Especificamente, na saudosa Livraria Pepe – um casarão construído em estilo colonial e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional”.

“O preto e branco da bandeira, do uniforme e dos inúmeros adereços foram determinados pela diretoria inicial. O Hino tem a letra e a melodia de Zulmira Canavarros e do acadêmico Ulisses Cuiabano”

O nome do clube está ligado ao fato do grupo de seus fundadores ser composto por homens e mulheres. Sendo assimm, Maria Malhado, Gastão de Matos, Naly Hugueney de Siqueira, Avelino Hugueney de Siqueira (maninho) dentre outros, fundaram o MIXTO ESPORTE CLUBE no dia 20 de maio de 1934.

Atualmente, a grafia causa certa estranheza, haja vista que se escreve esse vocábulo com “S”. Acontece que o uso da letra “X” no lugar do “S” se deve ao fato de que na época a palavra era grafada dessa forma.

Os tempos mudaram. Houve a reforma ortográfica na língua portuguesa alterando a grafia de diversas palavras, inclusive dessa, mas achou-se por bem conservar o nome do time como o de registro. Ao Contrário do que contam, não tem qualquer relação com os lanches “Mixto quente” e “Mixto Frio”.

A grandeza deste clube não tem parâmetros, pois desde a sua fundação consagrou-se campeão em 2 Campeonatos Estaduais, tanto no período amador, quanto no profissional como 1979/80/81/82/84/88/89/96/2008, antes e após a divisão do Estado. Um dos seus grandes feitos foi consagrar-se Campeão do Centro-Oeste em 1976. O Mixto Esporte Clube é alvi-negro(preto e branco), e em sua camisa destaca-se uma faixa diagonal descendo da esquerda para a direita, lembrando o uniforme do Vasco da Gama, e é chamado de “Tigre da Vargas” devido à garra dos seus jogadores e à fidelidade de sua torcida. Clube de maior tradição, maior e mais fanática torcida de Mato Grosso, o Mixto é destaque no cenário esportivo nacional, tendo participado do Campeonato Nacional hoje Brasileiro em 11 edições (1976 à 1986), ocupando, atualmente, o 49 lugar no ranking d CBF(2006).

Em sua história o Mixto revelou e projetou grandes valores para o futebol Brasileiro e Internacional. No cenário internacional, o primeiro deles foi Traçáia, jogador que atuou na Europa, mais precisamente na Áustria.. O segundo foi Bife, que defendeu as cores do Futebol Clube do Porto, em Portugal. Destacaram-se também Gonçalves, Miro, Luis Carlos Beleza, Ruíter, Tostão, Vanderlei, Humberto, Elias, Gaguinho, Pastoril, dentre outros.

(Fonte: Livro Egéria Cuiabana – de Benedito Pedro Dorileo – Ed.1976).

Liceu Cuiabano comemora 130 anos de criação


Criada para atender a elite, ganhou as diferentes camadas sociais e atende hoje cerca de 130 comunidades em Cuiabá

Cento e trinta anos depois de criado pela Lei Provincial nº 536 de 3 de dezembro de 1879, a Escola Estadual Liceu Cuiabano “Maria de Arruda Muller” comemora aniversário de criação nesta quinta-feira (3). Criada para atender a elite, ganhou as diferentes camadas sociais e atende hoje cerca de 130 comunidades em Cuiabá, um total de 1.500 alunos do Ensino Médio.

O coordenador pedagógico da Escola, Alceu Trentin, acredita que ainda hoje o Liceu Cuiabano tem seu diferencial. Segundo ele, uma escola privilegiada não apenas pela história, mas pela própria matriz curricular. “Temos mil horas/aula, 200 a mais que as outras escolas”, disse.

Com todas as mudanças ocorridas no sistema educacional nos últimos 130 anos, a escola carrega a proposta de “permitir ao aluno avanços no conhecimento, dando a ele a chance de aprender”, destacou o diretor Francisco de Assis Pereira dos Santos.

A escola foi instalada inicialmente no prédio, onde hoje está o “Ganha Tempo”, passando depois para o Palácio da Instrução, Correios, até que em 1944 ganhou sede própria, na Praça General Malett, no Quilombo. No quadro de docentes passaram pela escola Issac Póvoas, Nilo Póvoas, Dunga Rodrigues, Cesário Neto, entre tantos outros vultos da história mato-grossense.

Desde a fundação, o Liceu Cuiabano registra no quadro de ex-alunos nomes ilustres no país, entre eles Marechal Cândido Rondon, Presidente Eurico Gaspar Dutra, Professora Maria Dimpina Lobo Duarte – primeira mulher a estudar na escola -, Professor Aecim Tocantins, Deputado Carlos Bezerra, ex-senador Júlio Campos, ex-governador Dante Martins de Oliveira, ex-senador Antero Paes de Barros, dentre outros.

A criação do prédio em 1944 foi iniciativa do interventor do Estado Júlio Strübing Muller. Junto com outras obras significativas para o Estado, construídas pelo então engenheiro Cássio Veiga de Sá, foi erguida a sede própria do então Colégio Estadual de Mato Grosso. Mais tarde com o decreto 480, de 29 março de 1976, passou a denominar-se Escola Estadual de 1° e 2° Graus.

No Governo de Cássio Leite de Barros um outro decreto (n°. 1752 de 13 de março de 1979), voltou ao antigo nome de Liceu Cuiabano. Em 1998 o decreto Lei n° 2.812, de 11 de dezembro, homenageou a professora e esposa de Júlio Muller, denominando Escola Estadual de I e II Graus Liceu Cuiabano ” Maria de Arruda Muller”. O título ficou definitivo em 11 de outubro de 2000, pelo decreto nº 1826, passando a denominar Escola Estadual Liceu Cuiabano ” Maria de Arruda Muller”.
fonte: www.midianews.com.br

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito


A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito é uma igreja católica localizada em Cuiabá, capital do estado brasileiro de Mato Grosso.

A igreja é um dos marcos de fundação da cidade de Cuiabá, tendo sido construída em arquitetura de terra em torno de 1730, próximo às águas do córrego da Prainha, em cujas águas Miguel Sutil descobriu as minas de ouro que impulsionariam a colonização da região. Sua fachada, de grande simplicidade, é típica da arquitetura colonial brasileira e esconde a decoração barroca-rococó nos altares do interior, com rica talha dourada e prateada, única com esses detalhes no país. Construída inicialmente com a técnica da taipa de pilão, passou por várias reformas, incluindo uma que transformou sua fachada em neogótica, entre as décadas de 1920 e 1980, quando foi reformada e a arquitetura colonial resgatada. Tombada em 1975 pelo IPHAN, em 1987 pela Fundação Cultural de Mato Grosso e incluída no perímetro tombado do Centro Histórico de Cuiabá em 1993, é palco da Festa de São Benedito, mais longa festa religiosa do estado.

No pé da colina onde hoje está a igreja de Nossa Senhora do Rosário, à margem esquerda do córrego da Prainha, estava localizada a maior mina de ouro da região. Foi esta mina a origem da povoação de Cuiabá, que se deu à margem direita do córrego, em torno das jazidas.

Este local é mencionado em 1722 por José Barbosa de Sá, ao relatar a descoberta do ouro por índios que, a mando de Miguel Sutil, buscavam mel, no lugar chamado “tanque do Arnesto”, onde foi construída a capela de Nossa Senhora do Rosário. Ainda em 1722, Barbosa de Sá comenta sobre ” huma capellinha a San Benedito junto ao lugar chamado despois rua do cebo, que dahy a poucos annos cahio e não se levantou mais, erguida pelos negros. Não se sabe qual seria a localização da “rua do cebo”. Depois, a capela teria sido reerguida anexada à igreja de Nossa Senhora do Rosário, como aconteceu em várias regiões da América portuguesa.

Dia dos Bandeirantes resgata a história da fundação de Cuiabá


catedral 2

Dois dos maiores bandeirantes que vieram a Mato Grosso estão sepultados na cripta da Catedral de Cuiabá

Marcy Monteiro Neto, da redação TVCA

 

Nesta quarta-feira, dia 14 de novembro, é comemorado o Dia dos Bandeirantes. Foram esses homens que desbravaram o oeste brasileiro a partir do século XVII. Pascoal Moreira Cabral foi um deles e ficou marcado na história ao fundar, em 1719, a cidade de Cuiabá. Confira abaixo uma reportagem publicada originalmente em novembro do ano passado sobre a história da fundação de Cuiabá e sobre os bandeirantes.

Cripta abriga bandeirantes

Catedral Metropolitana de Cuiabá. Uma porta na entrada lateral esquerda da igreja dá acesso a um pequeno corredor. Lá, outra porta, fechada com cadeado, leva ao subsolo da catedral. São 13 passos em um piso íngrime, rumo à escuridão. Mais uma porta até a sala onde estão enterrados personagens históricos de Cuiabá. No pequeno recinto, a cripta da catedral, há um altar singelo e bancos de madeira. Em frente, as lápides informam os nomes das personalidades que fazem parte da história do Estado e que hoje descansam sob os pés dos fiéis que visitam a igreja matriz.

Pessoas influentes e respeitadas eram enterradas, tradicionalmente, nas igrejas. O fundador de Cuiabá, o bandeirante Pascoal Moreira Cabral, está enterrado na Catedral de Cuiabá. Miguel Sutil de Oliveira, que descobriu uma mina de ouro que mudou a história do oeste brasileiro, também está na Catedral. Os dois foram responsáveis pela povoação da região de Cuiabá mas raramente são lembrados no Dia do Bandeirante, comemorado nesta quarta-feira, 14 de novembro.

A data

Os bandeirantes desbravaram o oeste brasileiro a partir do século XVII. A princípio, estavam à procura de índios para trabalhar como escravos. O historiador Tadeu Silva ressalta que a atividade bandeirante foi essencial para povoar a região oeste do Brasil e fundamental para a criação do povoado que deu origem à cidade de Cuiabá. Ele ressalta que no início os bandeirantes apenas aprisionavam índios e retornavam para o sudeste. Eram feitas roças apenas para subsistência do grupo durante o pequeno período em que estavam em viagem. Depois, com a descoberta de ouro, até mesmo a Coroa Portuguesa incentivou a fixação de mais pessoas na região para participar da atividade mineradora.

O dia 14 de novembro foi escolhido para comemorar o Dia do Bandeirante porque foi nesta data que a vila de Santana do Paranaíba, no extremo do Piauí, foi fundada. O local foi alcançado pelo bandeirante Pascoal de Araújo, em 1672. Ele viajou, a cavalo, de São Paulo ao Piauí. Foi naquela época que outros bandeirantes vieram para o oeste do país. O primeiro registro que se tem é de Manoel de Campos Bicudo, que subiu o rio Cuiabá até chegar ao Morro da Canastra, atual Morro de São Jerônimo, situado em Chapada dos Guimarães. Foi Bicudo quem batizou de São Gonçalo a confluência do rio Cuiabá com o Coxipó.

Anos mais tarde, em 1717, o filho de Bicudo, Antônio Pires de Campos, acampou no mesmo local que seu pai chegara, rebatizando-o de São Gonçalo Velho. Lá combateu e aprisionou os índios coxiponés, para depois vendê-los como escravos em São Paulo. No ano seguinte, 1718, deixou o acampamento nas margens do Coxipó, desceu o rio Cuiabá levando centenas de índios escravizados e encontrou-se com a bandeira de Pascoal Moreira Cabral.

Fundação de Cuiabá

Pascoal enfrentou os índios bororos em uma batalha com muitos mortos, índios e brancos. Em 1719, o bandeirante encontrou pepitas de ouro na região e decidiu organizar o primeiro arraial e cobrar impostos em nome da Coroa Portuguesa. Outra jazida foi descoberta também no rio Coxipó, junto ao rio Mutuca. Foi ali que os bandeirantes fundaram o Arraial da Forquilha.

O governador da Capitania de São Paulo determinou que fosse confeccionada uma Ata de Fundação do descobrimento das novas minas. No dia 8 de abril de 1719, Pascoal Moreira Cabral e os bandeirantes ali reunidos lavraram a Ata de Fundação de Cuiabá, sendo Pascoal Moreira eleito Guarda-Mor das minas descobertas.

Bom Jesus de Cuiabá

Com a notícia do ouro encontrado em terras mato-grossenses, outras bandeiras vieram para essa região ainda não explorada. Em 1721, o sorocabano Miguel Sutil de Oliveira descobriu uma mina de ouro que mudaria a história do oeste brasileiro. A historiadora Elizabeth Madureira, no livro História de Mato Grosso, conta que Miguel Sutil mandou dois índios buscarem mel. “No retorno, ao invés do doce alimento, trouxeram pepitas de ouro. Estava descoberta a terceira jazida aurífera mato-grossense, desta vez situada no leito do córrego chamado Prainha, afluente do rio Cuiabá”, conta a historiadora.

Os exploradores que procuravam por ouro na Forquilha e também em São Gonçalo decidiram tentar a sorte na Prainha, no sopé do Morro da Prainha, hoje conhecido como Morro da Luz. Lá criaram um pequeno vilarejo sob a proteção do Senhor Bom Jesus. Em 1º de janeiro de 1727, Cuiabá foi elevada à categoria de vila e passou a ser chamada de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

No dia 17 de setembro de 1818, Cuiabá tornou-se cidade, de acordo com a Carta Régia de D. João VI. Cinco anos depois, por decisão do Imperador D. Pedro I, tornou-se a capital da Província, no lugar de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Mito bandeirante

O historiador Tadeu Silva esclarece que há um mito em torno dos bandeirantes que se aventuravam pelo interior do Brasil. Segundo o historiador, os bandeirantes não tinham o esteriótipo de super-heróis que se embrenhavam na mata para descobrir tesouros e conquistar civilizações. “Os bandeirantes foram muito pobres. A figura dos bandeirantes que as pessoas têm na cabeça é mito, virou alegoria”, diz o historiador. Ele afirma que mesmo os bandeirantes mais conhecidos, como Pascoal Moreira Cabral e Borba Gato, por exemplo, eram pessoas muito simples. “As pesquisas atuais e os escritos deixados por eles permitem refazer a história”, concluiu.

Pouco lembrados no Dia do Bandeirante, os desbravadores estão presentes no dia-a-dia dos cuiabanos. Bairro Bandeirantes, avenida Miguel Sutil, Praça Pascoal Moreira Cabral e Praça dos Bandeirantes são algumas das homenagens prestadas aos personagens históricos.

Além de Pascoal Moreira Cabral e Miguel Sutil, na Catedral Metropolitana também estão os túmulos com os restos mortais de outras personalidades como Dom Orlando Chaves e Dom Francisco de Aquino Corrêa.