A musculação só deve ser iniciada aos 8 anos


Pediatra alerta que exercícios sem supervisão profissional podem atrapalhar o crescimento

 

RIO – Quando se fala de fortalecimento muscular na infância, pais e professores têm muitas dúvidas. Quando se deve iniciar esse tipo de atividade? Quais são as indicações e contraindicações? O pediatra Ricardo Rego Barros diz que a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria concordam que a musculação só pode ser iniciada a partir de 8 anos, e sob supervisão rigorosa de um profissional de educação física.

Segundo o pediatra, para não causar danos, o programa de musculação em crianças deve ser restrito a uma ou duas séries de oito a 15 repetições dos grandes grupos musculares, usando somente pesos livres; nada de máquinas. E não mais do que 20 minutos por dia, três vezes por semana.

— Um certo grau de desconforto é evidência da carga máxima. É importante frisar o aprendizado correto dos movimentos musculares em cada exercício, fato que possibilita o ganho de massa muscular — diz Barros, especialista em medicina desportiva.

A musculação pode atrapalhar o crescimento porque os exercícios hipertrofiam os músculos, alertam médicos. Mas esta restrição só vale para crianças que não estão crescendo dentro da curva prevista pelo pediatra. Cargas muito pesadas reduzem a elasticidade dos músculos e afetam as articulações.

Essa atividade é indicada para crianças que estão se desenvolvendo normalmente, e mesmo assim depois dos 8 anos.

— Se não forem supervisionados, os exercícios interferem no crescimento — diz o médico.

O processo de crescimento costuma estar finalizado por volta dos 14 anos, para as meninas, e 15, para os meninos, afirma Isabel Rey Madeira, uma das autoras do livro “Filhos, de 2 a 10 anos de idade”:

— Um problema da musculação é que começa aquela pressão da imagem: o rapaz musculoso e a menina sarada. Não é legal estimular isso.

Outro tema que costuma levantar dúvidas é a natação para crianças com asma.

— A asma costuma estar associada à rinite alérgica. Esta, sim, pode piorar com a atividade, devido ao choque da água com as narinas e à grande quantidade de cloro. Se a asma estiver controlada, não há problemas em cair na piscina. Ajuda, inclusive, a melhorar a capacidade respiratória. Um cuidado a se tomar é buscar piscinas em ambientes abertos, para evitar lesões nos brônquios — diz o pediatra Jayme Murahovschi.

 

Fonte: Confef – Conselho Federal de Educação Fisica

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