Archive for outubro, 2011

Revolta “mixtense”


Muitas vezes é bem difícil entender porque determinado time faz uma sequencia de jogos tão bons ou tão mal. Tudo fica ainda mais confuso quando times com elencos fortes vão mal e com elencos fracos surpreendem e derrubam 3 ou 4 em sequencia, não é o caso do Mxto, este consegue montar um elenco que segue do inicio ao fim de um campeonato jogando ridiculamente.

Depois da palhaçada do Mixto ontem no “Dutrinha”, foi demais para mim. Conseguiram transformar o nosso time em um espetáculo circense e nós sofredores mixtenses, devemos ter um nariz de palhaço bem grande na cara para aceitar o que vimos (mais uma vez) na derrota de ontem contra o Luverdense por 1 x 0.

Será que eu preciso falar alguma coisa do jogo? Simplesmente foi ridículo ver em campo um time que se mostrava bem amador. “Foi vergonhoso ver a nossa camisa ser representada por aquelas caras” que se dizem profissionais mais que na verdade são simplesmente um “Zé ninguéns” do futebol.

Nosso elenco é uma verdadeira lambança. Não da para fazer milagre, por mais que o “Professor sem noção” invente é difícil arrancar leite com o material que temos a disposição, impossível.

Não sei como essa diretoria não percebe que não temos um time ainda formado pela base, mas também que base?

Não temos esquema tático, se jogamos na defesa, perdemos e se jogamos no ataque, temos dificuldades em marcar gols.

Já escrevi isto em outra oportunidade e volto a escrever porque tudo se repete, é todo ano a mesmice.

É revoltante torcer por um time que não tem o compromisso com a camisa com seus torcedores. Tentar explicar cada derrota, falar dos problemas da equipe, das falhas individuais, do desinteresse de alguns, se não todos, jogadores em continuar no clube, das pífias declarações do presidente do clube, da incompetência da diretoria, da culpa pela falta de planejamento, do amadorismo e do espírito vazeano dos dirigentes é ser repetitivo e cansativo demais.

Dou risada quando escuto ainda alguns dizerem que a culpa da incompetência do time é por causa da pressão da torcida. Infelizmente nossa torcida não tem nem mais força de comparecer ao estádio diante de tantos fracassos e hoje nos limitamos a esbravejar virtualmente em blogs e comunidades sociais. O torcedor corneta sim, mas não entra em campo e nem contrata jogador. Além disso, se o time fizesse sua parte, se fosse competente a sua diretoria,  não haveria pressão alguma.

 

O torcedor não tem sangue de barata. É muito sacrifício ter que incentivar e sofrer nas arquibancadas, com alguns jogadores que entram em campo sem o menor comprometimento com a nossa camisa e com nossos dirigentes que parecem indiferentes com a nossa situação.

Falta vergonha na cara, falta comando e profissionalismo no nosso clube, uma pena que assistimos a tudo isso ainda nos dias de hoje, aonde todos outro clubes vem crescendo e nosso Mixto dando passos para trás.

 

Mas como dizem que a esperança é a ultima que morre,então só nos resta esperar, mas vou esperar deitado…..

LEGADO QUE NADA


Faltando pouco mais que 2 (dois) ano para a realização da Copa em Cuiabá o que temos ja em obra?

Tirando a obra da Arena do Pantanal que consta já como atrasado nada mais saiu do papel, o governo parece que esta sem o controle do andamento do evento e ainda coloca em risco o legado de infraestrutura que poderia ser deixado para os cuiabanos.

Essa conversa que Cuiabá se transformaria em uma cidade moderníssima, com todos os instrumentos de uma metrópole, sem problemas físicos e sociais pelo visto não acontecerá.

Passado já algum tempo da escolha da nossa cidade como sede da copa de 2014 começamos não acreditar mais nessa tão esperada obras, como as obras do novo aeroporto, estradas, metrôs, mobilidade urbana, viadutos, duplicações das avenidas, os investimentos na infraestrutura para o turismo e atenção à área social, especialmente saúde e segurança.

Em contrapartida o governo já gastou milhões sem mesmo iniciar qualquer obra, incrível não é? Ainda mais que a FIFA só exige para a Copa um estádio de futebol dentro dos seus padrões e que se respeitem as suas leis, maiores que a Constituição dos países sede o resto não importa, ou seja, continuaremos pobres sem legado algum e que é pior, ficaremos com um grande elefante chamado Arena e com muita dividas.

Ao invés de darmos passo para frente estamos indo para trás.

E por falar em copa, mesmo o futebol de Mato Grosso desorganizado, times quase amadores hoje é dia de ir no “Dutrinha” assistir Mixto x Luverdense (semifinal da copinha), quem gosta vai, mesmo contrariado com o nível do nosso futebol,rs….

MIXTO X LUVERDENSE – QUINTA FEIRA


Copa Matogrosso 2011

Mixto x Luverdense – SEMI FINAL

Data: 27/10/2011 – 5 ºFeira
Local: Estadio Eurico Gaspar Dutra – Dutrinha
Horário: 20h10

VAMOS   LÁ

Globo sabota jogos Pan-Americanos


Por Altamiro BorgesNo momento em que setores da sociedade discutem a urgência de um novo marco regulatório da mídia, é emblemática a postura da prepotente TV Globo na cobertura dos jogos Pan Americanos, que ocorrem em Guadalajara, México. A emissora, que cochilou e perdeu o direito de exclusividade da transmissão para a TV Record, simplesmente decidiu invisibilizar o torneio. Ela está sabotando o Pan!O caso é tão cavernoso que gerou protestos de telespectadores. Nas redes sociais, a emissora foi bombardeada. Diante da reação, o Jornal Nacional só rompeu o silêncio no sábado e reservou “longos” 20 segundos para falar das medalhas já conquistadas pelos brasileiros. Renata Vasconcelos, âncora do programa, relatou friamente as conquistas das medalhas no taekwondo e no pentatlo.O crime será apurado?Foi a primeira vez que o JN tratou dos jogos de Guadalajara – em pauta há vários meses. Na sexta-feira (14), dia da cerimônia de abertura oficial do Pan, a emissora simplesmente se fingiu de morta. Os jogos viraram “não notícia”, penalizando milhões de brasileiros que ainda assistem esta concessionária pública. Um crime que mereceria apuração, caso houvesse um órgão regulador da mídia no Brasil!No artigo “O Pan olimpicamente ignorado”, publicado no Observatório da Imprensa, o jornalista Rogério Christofoletti já havia alertado para a gravidade do assunto. Reproduzo alguns trechos da sua crítica:*****O fato de a emissora de TV do Jardim Botânico não ter os direitos de transmissão da competição tem feito com que o evento seja simplesmente tratado como dispensável na pauta do seu noticiário. Pior que não ter comprado os direitos de transmissão é ter perdido a exclusividade para o grupo de comunicação que mais vem ‘incomodando’ com índices crescentes de audiência…Alguém aí pode achar natural que não se coloque azeitona na empada alheia, já que estamos tratando de competidores em audiência e de rivalidade de mercado. Mas informação é um bem diferente de azeitonas em conserva ou empadas. Informação é uma mercadoria de alto valor agregado, que não se degrada com a sua difusão ou compartilhamento e que, muitas vezes, auxilia o seu portador a tomar decisões, escolher caminhos, reorientar-se no mundo. Isto é, informação é um bem de finalidade pública, embora seja cada vez mais freqüente que empresas controladas por grupos privados a produzam e a façam circular. Independente disso, o produto carece de cuidados e atenções distintas.Então, cobrir o Pan de Guadalajara é mais do que rechear a empada alheia. É garantir que o público tenha acesso a informações que julga relevantes e interessantes. Afinal, convenhamos, não se pode ignorar os Jogos Pan-Americanos. É uma competição tradicional – existe desde 1951 –, é importante – pois funciona como uma prévia regionalizada dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 – e é abrangente por ser continental e reunir 29 modalidades esportivas. Esses argumentos bastariam para colocar o evento na pauta de qualquer veículo de comunicação que se preze.No caso das Organizações Globo, ignorar a efeméride é simplesmente deixar de lado seus recém-anunciados Princípios Editoriais. No documento, os veículos do grupo se comprometem a produzir um jornalismo calcado no que consideram ser os atributos da informação de qualidade: isenção, correção e agilidade. No item que trata de isenção, os princípios são bastante claros, e cito alguns trechos que colidem com o atual comportamento do grupo:… “(d) Não pode haver assuntos tabus. Tudo aquilo que for de interesse público, tudo aquilo que for notícia, deve ser publicado, analisado, discutido”…“(n) As Organizações Globo são entusiastas do Brasil, de sua diversidade, de sua cultura e de seu povo, tema principal de seus veículos”…“p) É inadmissível que jornalistas das Organizações Globo façam reportagens em benefício próprio ou que deixem de fazer aquelas que prejudiquem seus interesses”Este é um caso típico de descolamento entre o dito e o feito. Claro que as Organizações Globo podem estar preparando coberturas especiais sobre o evento ou correndo para apresentar um material diferenciado às suas audiências. Tomara. Mas se for assim, os veículos do conglomerado estarão atrasados, contrariando outra lei de ouro de seus Princípios Editoriais, a agilidade.*****O exemplo da ArgentinaSó para refrescar a memória e irritar os barões da mídia nativa: por motivos semelhantes, o governo da Argentina decidiu retirar do Grupo Clarín – tão arrogante e poderoso como a Rede Globo – o direito de exclusividade nas transmissões do campeonato de futebol. Uma concessão pública não pode realçar ou omitir o que lhe interessa. Daí a urgência da regulação da mídia no Brasil!

fonte: http://minutonoticias.com.br/globo-sabota-jogos-pan-americanos

SERÁ QUE O FIASCO DA SELEÇÃO MASCULINA DE FUTEBOL TEM “TUDO A VER” COM A GLOBO EM PARCERIA COM A CBF??? SERÁ??? SÓ LEVARAM JOGADORES FRACOS PORQUE A COBERTURA NÃO SERIA DA GLOBO , SERÁ????

Romário detona CBF e fala em vergonha: “Tomamos um pau”


“Babacas” – foi com esse termo o deputado, ex-craque do futebol e agora comentarista do Panamericano de Guadalajara na Rede Record, Romário, usou em seus comentários quando se referiu aos dirigentes brasileiros de futebol que optaram por levar ao Pan deste ano uma seleção formada por jovens garotos, sem experiência e sem a devida preparação. A expressão foi usada pelo “Baixinho” após a derrota para a Costa Rica neste domingo (23), que desclassificou o Brasil antes mesmo da fase final da competição.

O Jornal do Brasil trouxe nesta terça uma matéria onde o ex-atacante detona a CBF de Ricardo Teixeira. Confira:

O ex-atacante Romário detonou a CBF em seu Twitter pessoal nesta segunda-feira. O jogador, que viajou a Guadalajara para comentar o futebol nos Jogos Pan-Americanos por uma emissora de televisão, desabafou contra a Confederação, falou em “vergonha” e disse que “tomamos um pau” da Costa Rica – o Brasil perdeu por 3 a 1 na noite deste domingo, no Estádio Omnilife.

“É uma pena que ainda nos dias de hoje existam essas babaquices por parte de uma entidade como a CBF. Só pode ser sacanagem. E o pior, ninguém toma uma decisão para resolver essa vergonha”, declarou o ex-camisa 11 em seu microblog, que ainda respondeu a um internauta que lhe questionou a respeito do jogo: “Tomamos um pau de 3 a 1 da Costa Rica”.

“Galera, o rabo preso é f…”, continuou. “A CBF tem um problema com a Record e cheguei à conclusão que comigo também, por isso quem paga essa conta é o nosso futebol, nós brasileiros”, acrescentou o atleta, que não parou por aí: “A senhora CBF não está fazendo questão de medalhas”, respondeu a outro internauta.

“Muda até nome de jogador. É complicado. O time realmente não jogou, nem perto do que poderia jogar. Mas poderíamos ter vindo com um time de mais qualidade”, finalizou o ex-atleta.

O Brasil foi eliminado ainda na primeira fase no futebol masculino dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, ao ser derrotado por 3 a 1 contra o frágil time da Costa Rica. A Seleção ficou em terceiro lugar em uma chave que continha, além dos costarriquenhos, o inexpressivo time de Cuba. A Argentina completou o Grupo B e se classificou na primeira posição.

Fonte: http://elbagalindo.com/romario-detona-cbf-e-fala-em-vergonha-tomamos-um-pau/

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Obs:  Em ritmo muito lento seremos a vergonha mundial, nossa copa será um fiasco e que é pior, o povo irá pagar toda esta festa que não é nem nossa e nem para nós. Aguardem que os próximos anos teremos impostos absurdos, IPTU, IPVA dentre outros

Esporte e desenvolvimento


 

Por mais que muitos políticos e gestores achem o contrário, o esporte garante uma nação poderosa. Dizer que muitos políticos pensam dessa maneira não é exagero. Se perguntar para qualquer prefeito se acredita que atividades esportivas produzem uma sociedade melhor, a resposta será afirmativa. Mas, na prática, não é isso que acontece. No repasse orçamentário, a de Esporte não está entre as três ou quatro secretarias que mais recebem verbas.

Mencionar que ele garante uma nação poderosa não é força de expressão, é fato. Se lembrar as recentes conquistas no Pan-americano e na Olimpíada, notará os Estados Unidos e a China, por exemplo, como os líderes. Aliás, a China de hoje era a União Soviética de antes que, por décadas, travou uma guerra (fria) com os norte-americanos.

Nações poderosas investem na educação e no esporte por acreditarem que um país, para ser completo, deve focar nesses setores. A conta é simples: o hoje para um grande governo é algo passageiro, por isso investe no amanhã, em estudantes que serão futuros secretários, comerciantes, prefeitos, professores, etc. Investir (e não gastar) em esporte é garantir que a nação continuará próspera independentemente do presidente.

O esporte promove cidadania, saúde, disciplina, força, coragem, instiga a pessoa a superar os limites. Certa vez, um cientista político mexicano afirmou em uma entrevista que fazer fronteira com os Estados Unidos tem vantagem e desvantagem.

A vantagem, obviamente, é a proximidade. Pode garantir os produtos mexicanos ao país que mais consome no mundo com preços bem mais competitivos. A desvantagem também está nessa proximidade. “Por vivermos ao lado dos Estados Unidos perdemos nossos mais valiosos mexicanos. Aqueles que não têm medo de arriscar, os mais inteligentes, persistentes, estudiosos”, disse o pesquisador.

Ou seja, as melhores “cabeças” do México arriscam suas vidas para atravessar a fronteira em busca de um país que valoriza a educação e o esporte.

Assim, se o Brasil quer realmente se mostrar uma potência, um país de alto nível, deve, pelo menos, ser o segundo colocado nesse Pan-americano. Não é possível cobrar a liderança em medalhas de ouro porque os Estados Unidos ainda são a maior potência das Américas e têm um trabalho estrutural esportivo e educacional há mais tempo que o Brasil. Mas, para um país que conhece a estabilidade econômica há menos de 20 anos, ser vice não é tão ruim.

Fonte: Jornal Diario de Cuiabá http://www.diariodecuiaba.com.br/


HOJE TEM JOGO DO MIXTÃO ÀS 20:10


Mixto Esporte Clube X Operário Futebol Clube (6ª rodada/returno da Copa Mato Grosso)
– Local: Estádio Municipal Eurico Gaspar Dutra (Dutrinha)
– Horas: 20h10min. (Com preliminar de Mixto Sub-18 x Operário Sub-18, às 16h)
– Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia), à venda na bilheteria do estádio

 

Hoje – um pouco de reflexão


No tempo da minha infância
(Ismael Gaião)

No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal

Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria

A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade

Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração

Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido

Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir

Vi o meu pai dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Solto, igualzinho aos demais
Fazia a maior festança

No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado

Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria

Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira

Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Papai guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado

Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos

Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Em carros de rolimã
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras

Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cawboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão

Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé
Gata Pintada, Esta Rua
Pai Francisco e De Marré
Também cantei Tororó
Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé

Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar

Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão

Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia

O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço
Não existia ração
Nem brinquedo feito osso
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço

E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira
Ou numa água bem fria
Debaixo duma torneira
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira

Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar

Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade

Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança

A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez…

 

e tenha um bom dia…

QUINTA FEIRA TEM MIXTO E. C. NO DUTRINHA


 

Mixto joga contra o Operario e tenta garantir vaga na Copa Mato Grosso

Mixto vai com tudo para garantir vaga para próxima fase. O jogo será nesta quinta feira (20/10) às 20:10min  no Estadio Dutrinha – returno da Copa MT. A quinta promete um grande jogo, cuja partida deve atrair um bom publico: quem perder está fora da Copa Mato Grosso.

Vamos perder a copa de 2014


Mais uma sobre a Copa 2014, publicado na Revista Veja …………

 

O Brasil perdeu a Copa de 2014

O texto está sendo publicado no número 2 da revista mensal meiaum, de Brasília.

 

Flávio Costa, técnico da seleção quase campeã do mundo em 1950, avisava: “O futebol brasileiro só evoluiu do túnel para dentro do campo”.

Seis décadas depois, o alerta continua cada vez mais assustador. Faltando pouco mais de três anos para voltar a sediar um campeonato mundial, o Brasil é o favorito disparado para pagar o maior mico da história do futebol: perder a Copa do Mundo sem entrar em campo.

Fora do túnel, em volta dele, nos estádios e nos aeroportos, o país mostra o desempenho amador de quem não tem competência, organização ou seriedade para uma empreitada de tal magnitude.

O improviso, a pedalada, a ginga, o drible, a finta, o logro e a malandragem são virtudes de nossos jogadores ovacionadas dentro de campo. Mas, nas mãos ligeiras de nossos cartolas e governantes, tudo isso vira motivo para vaia, escárnio e preocupação. O tom amador que o Brasil dedica à Copa de 2014 antecipa a desorganização, o fiasco e a corrupção que podem levar o desespero à torcida brasileira, que não merece tanta decepção e não deveria pagar pelo prejuízo.

Prontos, mas para a Copa da Rússia, em 2018

O ceticismo nasce dentro do próprio governo: o respeitado Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, divulgou um trabalho sobre a situação “alarmante” de 10 dos 13 maiores aeroportos das 12 cidades-sedes da Copa de 2014.

Sete deles, incluído o de Brasília, não saíram ainda da fase de projetos – e um aeroporto exige, até a sua inauguração, passando por licença ambiental e licitação, um prazo de maturação de 92 meses, mais de 7 anos e meio. Na conta do Ipea, nossos aeroportos só estariam prontos para a Copa de 2018, que vai acontecer na Rússia. “

A Copa de 2014 é amanhã, e o brasileiro pensa que é depois de amanhã”, criticou o presidente da FIFA, Joseph Blatter.

Nossa maior cidade, São Paulo, que ainda não dispõe de estádio para receber nenhum jogo do Mundial, tem o maior aeroporto do país ainda em estado crítico: inaugurado em 1985 com projeto para 4 terminais e 3 pistas, Guarulhos hoje funciona com apenas 2 terminais e 2 pistas, que não operam ao mesmo tempo. É a obra mais cara do país: 5 bilhões de reais para um aeroporto que só vai acabar muito depois da Copa.

Amadorismo e malandragem

Os burocratas querem driblar o problema com o velho jeitinho brasileiro: vão fazer um ‘módulo provisório’ no aeroporto, tradução elegante para o ‘puxadinho’ que vai enganar a FIFA e os 3 milhões de turistas extras que devem arriscar uma viagem ao Brasil em 2014.

O governo vai gastar 115 milhões de reais em ‘puxadinhos’ por aí, nada estranho para este país que inventou um imposto provisório em 1996, a CPMF, que morreu só 11 anos depois. Em apenas dez anos, o ‘puxadinho’ tributário engordou o Tesouro em 186 bilhões de reais, o suficiente para pagar 37 aeroportos como Guarulhos.

Na pressa de cumprir um calendário cada vez mais impossível, o governo Lula editou uma medida provisória para ‘flexibilizar’ o controle sobre as obras de infraestrutura, um sinal verde para o jogo bruto dos vigaristas que sempre faturam mais nas obras aceleradas com controle de menos.

O Brasil já conhece este estilo desde os Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio: orçados em 400 milhões de reais, acabaram custando dez vezes mais. A esculhambação endêmica e a corrupção crônica não permitem sonhar com a Copa de 2014.

Se ela sair do papel, será tão cara que o país não terá motivos para festejar qualquer vitória.

Mesmo que ganhe dentro de campo, o Brasil involuído do lado de cá do túnel estará irremediavelmente derrotado por seu próprio amadorismo e sua genuína malandragem.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/o-brasil-perdeu-a-copa-de-2014/

 

 

 

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