Archive for maio, 2011

Esporte infantil é coisa séria!


“Enquanto a ideia de que qualquer lugar, qualquer quadra, campo ou piscina é suficiente para as crianças praticarem esportes e qualquer pessoa (mesmo sem qualificação profissional e pessoal) pode ser um treinador (professor, técnico ou qualquer outro termo relacionado ao esporte), estaremos batendo recordes em obesidade, diabetes, drogas e outros temas que assolam nosso país” No mundo esportivo há um reconhecido preconceito que devido à falta de recursos financeiros em vários ambientes de prática de esporte infantil, não se exige profissionais de bom gabarito, pois os salários são baixos.

Ademais, acredita-se que um baixo nível de formação escolar não é impedimento para se trabalhar com crianças e jovens. Por outro lado, profissionais de gabarito se consideram valorizados somente quando trabalham com equipes de rendimento.

Já escrevemos sobre a importância do treinador de jovens atletas. Entre várias capacidades o treinador precisa saber equilibrar os objetivos de vitória, prazer e desenvolvimento das capacidades psicofísicas como concentração, motivação, controle do estresse, força, resistência, agilidade, relaxamento e outras.

O Brasil está diante uma agenda esportiva extensa, em destaque a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. É óbvio que não faremos atletas de um dia para o outro e tampouco nos tornaremos uma potência olímpica na maioria dos esportes, muito embora sejamos reconhecidos em algumas modalidades como o judô, iatismo, vôlei e futebol.

O desenvolvimento do esporte é muito mais amplo e diz respeito às oportunidades de vivências em um vasto repertório de modalidades, desenvolvimento da saúde e da cultura para resumir tudo aquilo que caminha ao lado dos possíveis talentos esportivos de alto nível.

É bom lembrar que até os Jogos Olímpicos de 1976 no Canadá, a Austrália não figurava entre os países de destaque olímpico e hoje é uma grande potência. Esse desenvolvimento não se deu como fato isolado. O incentivo da prática esportiva entre as crianças, o aperfeiçoamento de recursos humanos, o investimento na infraestrutura, trouxeram naturalmente a revelação de talentos e competências intelectuais no esporte.

Em uma análise mais cuidadosa vamos notar que o grande fator do desenvolvimento esportivo está na alta qualidade profissional que é formada, pelas boas condições de trabalho, salários atraentes e naturalmente valorização da profissão, que é seguida por critérios de excelência na seleção dos profissionais, tanto no mercado privado quanto público.

No Brasil ainda há muita discussão primária e ideológica sobre a atuação do profissional do esporte. Em outras palavras, os profissionais ficam discutindo se é certo falar treinador ou professor; se se deve ter esporte competitivo ou não na escola; se a criança deve ou não aprender a técnica de algum esporte ou apenas se manifestar como parte integrante do meio social. Tudo isso e outros assuntos não levam os profissionais (ou acadêmicos) a lugar nenhum, a não ser ao embotamento, à falta de cultura esportiva e à preguiça que esconde a incapacidade de ensinar esporte.

É preciso providenciar meios para que nossas crianças tenham condições de aprender várias modalidades esportivas e um fluxo natural de mecanismos para aqueles que queiram também se aperfeiçoar e se especializar.

Em consequência, poderemos ter uma geração mais sadia, com hábitos desejáveis de comportamento (por exemplo, comportamento ativo e motivante) e naturalmente uma geração com um maior número de atletas em modalidades diversas.

Um dos legados que a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos podem nos oferecer é o despertar de uma consciência política de nossos líderes sobre a importância do esporte na vida das pessoas.

Enquanto a ideia de que qualquer lugar, qualquer quadra, campo ou piscina é suficiente para as crianças praticarem esportes e qualquer pessoa (mesmo sem qualificação profissional e pessoal) pode ser um treinador (professor, técnico ou qualquer outro termo relacionado ao esporte), estaremos batendo recordes em obesidade, diabetes, drogas e outros temas que assolam nosso país.

Fonte: Vya Estelar – http://www2.uol.com.br/vyaestelar/psicologiadoesporte.htm

Uirapuru supera rival Búfalo


O Mixto/Uirapuru levou a melhor no jogo diante do rival Operário/Búfalo pela última rodada da 12ª Copa Gazetinha de Futebol Mirim – Troféu Glauco Marcelo. A equipe alvinegra venceu o clássico pelo placar de 1 a 0, se manteve invicto, além de fechar sua participação na fase classificatória com 100% de aproveitamento -três jogos e três vitórias consecutivas.

O gol do Uirapuru foi marcado pelo meia Geovani, que aproveitou rebote da defesa tricolor.

As duas equipes voltam a se enfrentar agora pela decisão da Copa Gazetinha, marcada para o próximo dia 5 de junho, no estádio Dutrinha.

É a oportunidade do Operário/Búfalo se igualar em número de conquistas com o rival alvinegro, que computa quatro títulos contra três do representante de Várzea Grande. Além disso, o Búfalo tentará o inédito bicampeonato consecutivo na história do torneio.

Fonte: Esportes – http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/21/materia/277261

Ter ou não ter a posse de bola? Um dilema do futebol moderno


Uma análise de duas estratégias vencedoras e distintas entre si.

publicado em 11/09/2009

Quem joga futebol apenas para se divertir sabe que é muito melhor correr com a bola no pé do que correr atrás de um adversário. Mas o jogo profissional nem sempre é assim, e vem se transformando ao longo do tempo até o ponto em que muitas equipes preferem entregar a bola para o adversário e marcar.

É uma estratégia arriscada, mas se bem executada, eficiente. Veja o caso do líder do Brasileirão, o Palmeiras. O zagueiro Danilo, em participação no programa Arena Sportv, chegou a dizer que sua equipe prefere quando o adversário sai para o jogo e ataca com a posse da bola. A declaração bate com a filosofia de Muricy Ramalho, um mestre em montar equipes que controlam o jogo sem ter a bola em seu pé.

Fica fácil notar o motivo que faz com que este estilo de jogo tenha sucesso. A consagrada ideia de que destruir é mais fácil que construir se aplica perfeitamente ao futebol. Um time montado e organizado para bloquear as iniciativas do oponente tem muita chance de triunfar, especialmente em um cenário brasileiro que mostra a escassez de qualidade técnica.

Mas quando há qualidade, por que não jogar com a bola no pé? As equipes que ainda acreditam no jogo de troca de passes e na manutenção da posse de bola também conseguem vencer. É o caso do Internacional, principal perseguidor do Palmeiras na classificação do Campeonato Brasileiro.

A grande vantagem de ter a posse da bola é que, apesar das ações ofensivas serem mais difíceis de executar que as defensivas, uma jogada de ataque de extrema qualidade sempre triunfa contra uma defesa fechada. Quem tem a bola em seus pés sempre terá a chance de um lance genial de um craque, ou da movimentação inteligente e a troca de passes incisiva de toda a equipe, abrindo buracos nas mais organizadas retaguardas.

Se as equipes que preferem se fechar atrás correm este risco, quem tem a bola no pé sofre com a possibilidade de errar, dando ao adversário o contra-ataque. Por isso que o sucesso deste tipo de equipe está intimamente ligado com a capacidade de recomposição defensiva. Os melhores momentos do Internacional na temporada, para ficar com o mesmo exemplo, vieram quando a equipe conseguia voltar rapidamente para a defesa assim que ocorria o erro de passe. Com vários jogadores atrás da linha da bola, o Inter desarmava e retomava o controle do jogo.

Particularmente, acredito que se há qualidade no grupo de jogadores, a ideia de ter a bola no pé ainda se sobrepõe à estratégia da marcação e dos contra-ataques. Não há como negar, porém, que é possível dominar o jogo sem a posse da bola, confiando em um sistema defensivo consistente e aproveitando os erros das equipes que ainda se arriscam a adotar a manutenção da posse de bola como filosofia de jogo.

Fonte:  http://www.goal.com – ttp://www.goal.com/br/news/619/especiais/2009/09/11/1495426/ter-ou-não-ter-a-posse-de-bola-um-dilema-do-futebol-moderno

Equipe Digoreste Runners na Corrida da Infantaria


A Equipe Digoreste Runners participou da Corrida da Infantaria com percurso de 10km. A corrida teve participação de aproximadamente 1000 atletas entre militares e civis.Seus dois representantes, Mauro e George fizeram tempo de 48min e 52min respectivamente. A corrida estava marcada para iniciar as 8:00 horas porém com atraso so foi possível sua largada as 8:30h. Agora é aguardar os próximos eventos

Uirapuru se classifica para final com uma rodada de antecedência


A 12ª Copa Gazetinha de Futebol Mirim – Troféu Glauco Marcelo -ja tem seus finalistas, Mixto/Uirapuru e Operário/Búfalo. Times que mais chegaram e com mais conquistas do torneio, já são finalistas do torneio de base com uma rodada de antecedência do término da primeira fase, marcado para encerrar no próximo domingo, dia 29, no Dutrinha. Na última rodada, Uirapuru e Búfalo se enfrentam para cumprir tabela.

As duas equipes, ambas com seis pontos somados cada, conquistaram ontem mais uma vitória pela fase classificatória. A equipe alvinegra fez o seu papel ao passar pelo Palmeiras pelo placar de 3 a 1 na abertura da segunda rodada da competição.

A vitória do Uirapuru começou a ser construída ainda nos primeiros minutos de jogo. Aos sete minutos, o meia Leal em cobrança de falta tratou de abrir o marcador. Não demorou muito foi a vez do meia João Vítor ampliar o placar num belo chute de fora da área, 2 a 0. A bola foi no ângulo do goleiro Cleiton, que salvou seu time de tomar uma sonora goleada. O jogador fez belas defesas.

Na etapa final, o Palmeiras deu mostra de que poderia endurecer a partida. Aos quatro minutos, o zagueiro Talisson diminuiu o placar em cobrança de falta de longa distância. Porém, aos seis minutos, Leal novamente sacramentou a vitória de seu time em mais uma belo chute de fora da área, 3 a 1.

Mixto/Uirapuru “pune” jogadores sem notas


Copa Gazeta Mirim 2011 – Noticias

O projeto Bom de Bola, Bom de Escola foi extinto, mas seu lema e objetivo ainda é praticado dentro da 12ª Copa Gazetinha de Futebol Mirim – Troféu Glauco Marcelo. Líder do torneio ao lado do Operário/Búfalo com três pontos, o Mixto/Uirapuru ainda não poderá contar com dois jogadores titulares, a dupla de atacantes Mateus Gonçalves e Mateus Silva. Ambos estão fora do time pelo fato de estarem com notas baixas em suas escolas.

Na partida diante do Palmeiras, marcada para domingo, será a segunda vez consecutiva que a dupla não entrará em campo, pois ainda não conseguiram recuperar as notas nos estudos. O “gancho” têm respaldo dos pais dos garotos, que deram total autonomia à comissão técnica comandada pelo técnico Júlio César e pelo diretor Gil Gusmão para puní-los quando não reverterem o atual quadro escolar.

Se a dupla de Mateus não pode atuar no domingo, o meia Pedro já está livre da punição. O jogador não atuou contra o Dom Bosco/AABB na vitória de 2 a 0 pelo mesmo motivo: nota baixa na escola. Mas conseguiu melhorar não só na nota como também no comportamento dentro da saula de aula.

“O Pedro está liberado para jogar por que apresentou melhoras, tanto na questão da nota como também no seu comportamento. Aqui, no Uirapuru, o garoto tem que ser bom de bola e bom de escola. Não faz sentido mantermos um projeto social como este sem a preocupação de formarmos cidadãos de bem. Educação em primeiro lugar, bola vem depois”, ressalta o diretor Gil Gusmão.

Com a vitória na abertura da Copa Gazetinha, o Mixto/Uirapuru está a mais um resultado positivo de sua classificação à final do torneio. Igualmente o Operário/Búfalo, que pega Dom Bosco/AABB.

Fonte: http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/21/materia/275866

A Equipe do Uirapuru tem mais um resultado positivo em amistosos


Em amistoso realizado ontem (18/05) no Campo Alameda em Várzea Grande/MT o Uirapuru conseguiu com suas categorias sub14 e sub15 superar o time da casa. As equipes se preparam visando o campeonato que será realizado em Guaíra/SP no mês de julho/2011.

Copa Gazetinha

O Uirapuru também segue na liderança de sua chave na Copa Gazetinha que esta sendo realizado no Estádio Eurico Gaspar Dutra (Dutrinha) com a categoria 99. Próximo confronto acontece no próximo domingo contra o time do Palmeirinha (Porto) as 8:00 horas.

Müller: “UM ERRO QUE OS JOVENS NÃO PODEM COMETER”


Müller: “joguei fora o que construí em 20 anos de carreira”

Müller foi bicampeão com o São Paulo

O nome na história do futebol foi o que sobrou de valioso após 20 anos de uma bem-sucedida carreira. Hoje, Müller não tem nem mesmo plano de saúde ou automóvel. Mora na casa do ex-lateral Pavão, amigo desde os tempos de São Paulo. Bicampeão mundial pelo time tricolor, em 92 e 93, e campeão pela Seleção na Copa de 94, o ex-atacante gastou todo o dinheiro que ganhou, passa por dificuldades financeiras e vendeu até mesmo a igreja da qual era pastor.

O programa Esporte Fantástico, da TV Record, levantou a questão no sábado passado, e ontem, em entrevista por telefone ao Marca Brasil, um doce e constrangido Müller aceitou relatar o seu drama, como “um exemplo a não ser seguido”.

Até que ponto as dificuldades financeiras mudaram sua vida?

Müller: Sempre tive o futebol como meio de sobrevivência. E é assim até hoje. Mas não estou passando fome. Errei muito na vida. Tive bons momentos financeiros, mas errei. Fiz muita bobagem. Gastei tudo com besteira.

Com que besteira?

Müller: Com mulheres… Não sei se é bom dizer isso. Ah, mas é a verdade. Pode escrever aí que eu gastei com mulheres, com carros e etc. Gastei com vaidades pessoais. Gastei dinheiro com amigos, entre aspas. Amigos de ocasião. Por eu ser uma pessoa generosa, muita gente se aproveitou mesmo de mim.

Onde, aos 45 anos, encontra força?

Müller: Estou cheio de saúde e pronto para recomeçar. Acertei hoje com uma grande rádio para comentar o Brasileiro. Tenho vigor para recomeçar do nada. Estou muito feliz com o convite que recebi hoje para trabalhar. Era um objetivo voltar a ser comentarista.

E a família, vive bem?

Müller: Minha mãe e meus seis irmãos levam uma vida normal. Tenho três filhos: Luis Müller, 23 anos, Mateus Müller, 18, e Gabriel Müller, 14. Meus filhos moram num apartamento próprio, o que é um alívio pra mim. Pelo menos isso, né?

Você não tem nenhum imóvel?

Müller: Comprei vários imóveis ao longo da minha vida. Só fui perdendo, perdendo, perdendo… Hoje, não tenho nenhum.

Você tem algum bem material?

Müller: Não, eu não tenho nada.

Tem plano de saúde?

Müller: Também não tenho.

Acha importante falar sobre esse assunto?

Müller: Não é fácil. Tenho dificuldades financeiras, sim. Espero que os jovens que estão começando não repitam o meu erro. O que eu quero agora é que Deus me dê força para recomeçar do zero. E ele está dando.

Você tem noção de quanto dinheiro ganhou?

Müller: Não, mas foi muito. Nem sei calcular quanto perdi. Não sei se deveria dizer, mas eu perdi milhões. Perdi tudo que consegui no futebol. Joguei fora o que construí ao longo de 20 anos. Tenho caráter e isso não tem preço. É por isso que admito estar passando por isso.

Você era pastor. Que fim levou a igreja?

Müller: Vendi o terreno e repassei a igreja. Mas pretendo no futuro abrir outra.

Não tem carro?

Müller: Não tenho carro.

Teve quantos?

Müller: (Risos) Tive um monte de carros… Nossa! Muitos!

Mais de 20?

Müller: Com certeza, tive bem mais do que 20 carros.

Faltou orientação?

Müller: Pode até ser, mas isso não justifica o meu erro.

Telê Santana não puxava a sua orelha?

Müller: (Risos) Puxava direto. Ele era um paizão. Mas… Olha, eu tomei decisões erradas. Fiz as piores escolhas. Foi isso.

Gastou com drogas?

Müller: Ah, isso não. Graças a Deus, nunca usei. Eu nunca fumei nem mesmo um cigarro.

Você mora na casa do Pavão e está construindo um “puxadinho” na parte de cima. A ideia é ter um pouco mais de privacidade?

Müller: É, sim. Somos amigos, eu morava de aluguel e estava sempre na casa dele. Então, o Pavão me chamou pra morar lá. Faz uns seis meses que estou na casa. É boa. São quatro quartos e fica no Morumbi.

De todas as perdas, sente mais falta de quê?

Müller: Futuramente, quero comprar um carro. Quem não tem carro em São Paulo está morto. Fora isso, nada me faz falta.

Anda de ônibus?

Müller: Não ando de ônibus porque tenho vários colegas que têm carro. O próprio Pavão tem um. Então, a gente está sempre saindo junto.

Sente saudade do tempo em que tinha dinheiro?

Müller: Deus me dá o privilégio de ter as coisas básicas de que preciso. Tenho casa, roupa e comida. Tenho o que uma pessoa precisa para viver.

Alguma mágoa com o futebol?

Müller: Posso dizer que eu não sou exemplo pra ninguém. O futebol me proporcionou tantas coisas boas que não posso me queixar de nada. Tenho um nome e fiz uma história.

Quando começou a dificuldade financeira?

Müller: Foi depois que eu saí da TV, em 2009 (era comentarista do SporTV).

Depois de trabalhar na TV, você foi treinador do Imbituba, de Santa Catarina. Quanto ganhava lá?

Müller: Não preciso falar. Trabalhei lá de novembro do ano passado até abril. De 18 jogos, o time ganhou apenas três. E caiu para a Segunda Divisão. Sabe quando você vai apartar uma briga e acaba apanhando? Foi mais ou menos o que aconteceu comigo.

Tem saudade dos tempos de jogador?

Müller: Não tenho saudade do futebol, nem da vida de rico que levei. Só tenho boas lembranças e isso é suficiente. Curti o que tinha que curtir. Agora, acabou.

Fez amigos?

Müller: Tenho dois. O Pavão e o André Luís, que também jogou comigo. Você sabe… Não se faz muita amizade nesse meio.

Fonte: Terra – http://esportes.terra.com.br/futebol/noticias/0,,OI5135964-EI1832,00-Muller+joguei+fora+o+que+construi+em+anos+de+carreira.html

O endividamento dos clubes brasileiros – Ano fiscal de 2010


A Divisão Esporte Negócio da Parker Randall Auditores Independentes preparou um relatório sobre o endividamento dos clubes brasileiros no ano de 2010, cujos principais números veremos na sequência. Esse texto foi feito com base nessas informações, trazendo algumas avaliações da empresa e outras minhas.

Para esse trabalho foram consideradas as demonstrações contábeis de 24 clubes, a maioria dos quais disputando a Série A do Campeonato Brasileiro.

Foram computadas aqui somente as dívidas (que eu chamo de propriamente ditas) acumuladas no decorrer do tempo e formadas por empréstimos bancários, dívidas com o fisco (Receita, INSS, FGTS e outros órgãos públicos) e as dívidas cíveis e trabalhistas, tanto as já ratificadas, em fase de pagamento, como as que estão em discussão judicial, denominadas contabilmente como provisões para contingências. Isso significa que despesas correntes, a maioria lançadas no Passivo Circulante (pagamentos a serem feitos nos próximos 12 meses a contar da data de fechamento do balanço), não são consideradas como dívidas. São lançamentos como direitos de imagem de jogadores, fornecedores, compromissos do cotidiano de um clube. Em muitos casos, talvez até a maioria, são despesas que podem ou não realizar-se. Um jogador que seja transferido, por exemplo, deixará de receber os direitos de imagem lançados como pagamentos a realizar, por exemplo. Essa sempre foi a posição defendida por esse OCE para o entendimento das dívidas e o trabalho dos especialistas da Parker Randall permite uma visão mais precisa desse ponto que tanto assusta a muitas torcidas. Infelizmente.

A primeira tabela mostra somente o ano de 2010, com a dívida total na primeira coluna, seguida por sua discriminação em Dívidas Financeiras (nomeadas como “Empréstimo”), Fiscal e Cível/Trabalhista:

A tabela mostra-nos que o conjunto das dívidas desses 24 clubes superou os três bilhões de reais em 2010. As dívidas fiscais respondem, sozinhas, por (quase) metade do valor devido: 49,7%; as dívidas cíveis e trabalhistas correspondem a 25,7% e as dívidas financeiras por 24,6% do total.

A visualização da próxima tabela é um pouco difícil, pois ela pega um período de cinco anos – 2006 a 2010 – com todas essas informações, mas é extremamente útil ao mostrar-nos o comportamento de cada clube com suas dívidas nesse período bastante razoável. É bom frisar que é também nesse período que tivemos a consolidação do campeonato por pontos corridos e vinte clubes (cujo primeiro ano foi 2005).

Se olharmos para o total de 2006 e compararmos com o de 2010, veremos um pulo da ordem de 132,5% na dívida dos 24 clubes. Nem a China cresce tanto assim!

Uma parte desse pulo deve ser creditada à inexistência de dados de alguns clubes para os primeiros anos, o que, entretanto, não muda o caráter geral do comportamento das dívidas.

O próximo gráfico mostra a composição das dívidas, ano a ano:

As dívidas fiscais continuaram sendo as mais representativas, mantendo um patamar médio de cerca da metade do total das dívidas.

As dívidas financeiras apresentaram ligeira queda. Boa parte dessas dívidas, quase a totalidade delas, corresponde a adiantamentos de cotas de direitos de transmissão de TV. Como esse OCE vem explicando há um bom tempo, o adiantamento se dá por meio de uma operação triangular: um banco, o clube tomador do adiantamento e o Clube dos 13 e Rede Globo. A partir da existência de um contrato de cessão de direitos e dos valores que o clube terá a receber em determinado período, o banco concede um empréstimo, cuja garantia é o valor a receber pelo clube por conta desses direitos, entrando o Clube dos 13 como avalista da operação. O banco, naturalmente, cobra seus juros e taxas, diminuindo hoje o dinheiro de amanhã, geralmente usado para pagar dívidas de ontem. Enfim, essa pequena redução não deixa de ser alvissareira.

O terceiro componente das dívidas é o que apresentou a melhor evolução nesse período, caindo de 36% em 2006 para 26% em 2010. Um olhar mais cuidadoso à tabela, mostra que a maior e mais significativa evolução individual foi a do Flamengo, que conseguiu reduzir sua dívida de 37,7 milhões para 11,5 milhões de reais, mesmo tendo um pulo brutal em 2007, quando o valor para essa rubrica pulou para 60,8 milhões. Esse foi, provavelmente, o ponto mais positivo da gestão do clube nesse período considerado. Sintomaticamente, o Vasco da Gama não apresentava dívidas cíveis e trabalhistas em 2006 e 2007 e, subitamente, em 2008, aparece um total de 103,8 milhões, reduzido para 85,1 milhões de reais em 2010. O torcedor vascaíno, certamente, entendeu o significado do início desse tópico.

Essas duas reduções, principalmente a ocorrida com as dívidas cíveis e trabalhistas, denotam que, mesmo em um período de dificuldades, os clubes estão tomando medidas na busca de uma reversão desse quadro. Eu, particularmente, considero isso como uma demonstração cabal do que venho dizendo há alguns anos: a mudança no futebol brasileiro, puxada sobretudo pela consolidação do formato de disputa por pontos corridos, está forçando os gestores a evoluírem. Evolução lenta, mais aqui, menos ali, mais num ano, menos em outro, mas evolução, que é o que importa. Afinal, considerando a pobre e errada tradição brasileira no que diz respeito aos impostos, a existência de dívidas trabalhistas de grande monta é demonstrativo perfeito de má administração.

Essa, na minha opinião, é uma melhora muito agradável de ser vista.

Fonte: Olhar Cronico Esportivo – http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2011/05/17/o-endividamento-dos-clubes-brasileiros-%E2%80%93-ano-fiscal-de-2010/

Praticar esporte rende bolsa de estudo nos EUA


Talento e muito treino proporcionam a atletas brasileiros oportunidade de cursar uma graduação em universidades norte-americanas

Estudar e praticar – a sério – um esporte nem sempre são tarefas simples de conciliar. Nos Estados Unidos, no entanto, é uma rotina comum e incentivada por faculdades, que dão bolsas para atletas com boas notas frequentarem suas instituições e competirem por elas nas ligas esportivas acadêmicas daquele país. A boa notícia é que elas podem ser distribuídas para alunos estrangeiros, e atletas amadores brasileiros estão aproveitando seus talentos e anos de treino para conseguir uma vaga em curso superior nos EUA.

A jovem de 19 anos Paula Maraschin Furtado Martins, de Niterói, no Rio de Janeiro, joga vôlei pela Northern State University, no estado de Dacota do Sul, desde julho do ano passado. Por integrar o time da instituição, recebe uma bolsa de 100% para cursar relações internacionais.

A estudante e atleta se interessou pela possibilidade de estudar no exterior e pagar pela faculdade praticando o esporte que gosta porque algumas jogadoras do mesmo clube onde Paula atuava até embarcar para os EUA, o Niterói Volei Clube, tinham feito o mesmo em anos anteriores e contavam que era uma experiência vantajosa. Os técnicos também incentivavam a prática.

“Vale muito a pena. O que eu mais gosto é o fato de estar em um lugar com uma cultura totalmente diferente, pessoas novas, aprendendo uma outra língua e, além de tudo, jogando vôlei”, conta.

Para se candidatar ao benefício é preciso praticar um esporte em nível competitivo, mas não profissional. O atleta não pode ter recebido para jogar, pela regra das universidades americanas. “Eles consideram que dar uma bolsa a um profissional é uma covardia com o atleta amador”, explica Gilberto Junior, que passou por duas faculdades jogando futebol entre 2005 e 2008.

Antes de embarcar, o carioca agora com 30 anos e funcionário da área de suprimentos de uma empresa que desenvolve projetos de engenharia para a Petrobras, era integrante das categorias de base do clube América, do Rio. “Tive sorte de não ter chegado a ser profissional por aqui. Assim, o futebol me deu a melhor coisa que fiz na minha vida”, avalia o agora ex-jogador.

Além das práticas esportivas, há exigências acadêmicas para obter bolsas de graduação nos EUA. A principal delas é ter terminado o ensino médio com boas notas. Thaïs Burmeister Pires, gerente do Centro de Orientação EducationUSA-Alumni, explica que as universidades convidam alunos que sejam bons na quadra e na sala de aula. “Quanto melhor aluno e atleta o jovem for, mais chances terá de conseguir bolsas maiores em instituições melhores”, explica a representante no Brasil da rede global afiliada à seção de Educação e Cultura do Departamento de Estado dos EUA.

Os técnicos esportivos de faculdades norte-americanas têm um orçamento para bolsas à disposição e podem distribuí-las da maneira que considerarem pertinente. “Eles podem escolher entre dar quatro bolsas de 100%, que cobrem todos os custos universitários, de alimentação, o material escolar e esportivo, além da moradia em um dormitório estudantil, ou distribuir o benefício parcialmente para mais alunos”, diz Felipe Fonseca, diretor da empresa Daquiprafora, especializada em consultoria a atletas que querem fazer graduação nos Estados Unidos. “A maioria consegue bolsas de 40% a 80% do custo total”, completa.

Fluência na língua não é obrigatória
A fluência na língua inglesa é outro aspecto importante na disputa por vagas, mas a falta dela não chega a ser um impeditivo para que um bom atleta possa defender um time de instituição de ensino. Em muitas universidades, é exigido do aluno o teste de proficiência em inglês Toefl e um exame de matemática e inglês cobrado para ingressar em curso superior, o SAT. Mas algumas faculdades menores e menos rígidas aceitam que alunos com pouca habilidade com a língua cursem cadeiras de inglês e de disciplinas em que a conversação não é tão importante para o aprendizado nos primeiros semestres. “Eu não falava nada”, conta Gilberto, que ficou um ano estudando só inglês, educação física e espanhol até conseguir passar no Toefl e começar o curso de graduação para valer.

Experiência não é para tornar atleta profissional
“Se o objetivo do atleta é se tornar profissional, pode desistir de estudar nos EUA”, aconselha Thiago Caffaro, de 25 anos, que frequentou por três anos e meio a New Jersey Institute of Technology, em Nova Jersey, e concluiu o curso de administração em Madri, também com ajuda proporcionada pela performance no futebol. “Só decidi tentar a bolsa quando percebi que não seria profissional”, conta o jovem que treinava no clube São Paulo durante a infância e adolescência.

A grande maioria dos estudantes que cursam uma graduação com bolsa de atleta colhe frutos da experiência na área de estudo, não no esporte. A rotina de treinos durante a faculdade é intensa, mas também é preciso estudar muito, superar a barreira da língua, se adaptar a uma cultura diferente. O foco é na formação completa dos alunos e não prepará-los para serem atletas profissionais. É o que aconteceu com Thiago, que retornou ao Brasil em 2007 e hoje trabalha em uma consultoria. Depois de formado, ele participou de 13 seleções de empresas para trainee e foi aprovado em todas. “A graduação nos EUA com certeza é um diferencial para o mercado de trabalho”, diz.

Fonte: Ultimo Segundo –  http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/praticar+esporte+rende+bolsa+de+estudo+nos+eua/n1238138001248.html

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