Archive for abril, 2011

Descubra o exercício ideal para o seu objetivo


Sempre dizemos que um programa completo de atividade física deve apresentar os exercícios aeróbios, os anaeróbios e os alongamentos.

Pois é. Se você deseja melhorar como um todo, o ideal é que faça estes três tipos de atividade. Desta forma conseguirá os seguintes benefícios:

  • Melhora do seu condicionamento cardio respiratório;
  • Aumento da resistência, força e massa muscular;
  • Aumento da flexibilidade;
  • Maior mobilidade articular;
  • Mudança da sua composição corporal, aumento da massa muscular e diminuição da porcentagem de gordura.
  • Perda, manutenção ou ganho do peso corporal
  • Prevenção de doenças ou ajuda no controle de algumas doenças;
  • Melhora da coordenação, do ritmo e da memória;
  • Bem-estar e diminuição do estresse do dia-a-dia.
Apesar disso, algumas pessoas além de ter pouca disponibilidade de tempo também se focam em um determinado objetivo. Nós sabemos que a regularidade na dieta e nos exercícios trará os resultados esperados e que fazer exercícios 5 a 6 vezes por semana é melhor do que fazer 3 vezes por semana.

Mas como nem sempre dispomos de 6 dias na semana para praticar exercícios, o ideal é que seu corpo permaneça o mais ativo possível. Por isso, tente fazer alguma atividade pelo menos 3 vezes durante a semana.

Para as pessoas que possuem um objetivo específico e desejam saber qual a atividade mais indicada para alcançá-lo, relacionamos abaixo algumas atividades para melhorar o seu desempenho.

Melhora do condicionamento cardio respiratório: exercícios aeróbios.
Os exercícios anaeróbios também melhoram o condicionamento cardio respiratório, mas em menor proporção aos aeróbios. Além disso, se você deseja correr uma maratona, o foco são os treinos de corrida embora você deva fazer os anaeróbios e também os alongamentos.

Aumento da resistência muscular: musculação ou exercícios resistidos (com pesos). Geralmente treinos com pouca carga e muitas repetições (em média de 30 a 40 repetições).

Aumento da força e da massa muscular: musculação, com treinos com mais carga e poucas repetições. Existem muitos tipos de treinos de musculação. O ideal é mudar os treinos a cada 2 a 3 meses para dar novos estímulos ao músculo.

Enrijecimento ou endurance: você poderá alternar treinos com pouca carga e muitas repetições e treinos com muita carga e poucas repetições.

Amenizar a gordura localizada: você deverá fazer tanto os aeróbios de 5 a 6 vezes por semana quanto os anaeróbios com muita carga e poucas repetições. Mas lembramos que dependendo do caso e do seu objetivo, apenas a cirurgia resolve.

Celulite e flacidez: você deverá fazer tanto os aeróbios de 5 a 6 vezes por semana quanto os anaeróbios com muita carga e poucas repetições. Uma drenagem linfática 2 vezes na semana também ajuda as pessoas que retém muito líquido.

Melhora da coordenação, do ritmo e da memória: aulas de dança, step, jump, body attack entre outras, embora você possa melhorar nestes quesitos também com alguns exercícios anaeróbios e outras atividades.

Perda de peso ou mudança da sua composição corporal: você deve fazer exercícios aeróbios de 5 a 6 vezes por semana, exercícios anaeróbios de 3 a 5 vezes por semana e alongamentos.

Melhorar a flexibilidade e mobilidade articular: alongamentos, ioga, pilates, embora você também desenvolva outros benefícios com estas aulas.

Meu filho possui talento para brilhar no esporte?


“Dizer para um garoto (a) de dez anos, por exemplo, que será um (a) craque é gerar ansiedade e uma falsa expectativa. Mesmo para jovens atletas que despertam fascínio nos adultos por suas habilidades, o divertimento deve ser o principal objetivo. Portanto, calma com as pretensões” Com o aumento das oportunidades de prática esportiva, a despeito do Brasil ainda estar muito distante dos países do primeiro mundo, é notório como o talento esportivo é revelado cada vez mais cedo.

Hoje em dia é comum, por exemplo, atletas de futebol por volta dos 18 anos já terem feito contratos com equipes profissionais e outros ainda mais novos com pré-contratos com equipes europeias.

Esse cenário não é específico apenas no futebol, em outros esportes se dá o mesmo. Nunca o dito popular “quanto mais cedo melhor”, foi levado tão a sério. Não é muito raro conhecer casos de jovens por volta dos 14 anos (das mais variadas classes socioeconômicas) abandonarem os estudos para se dedicarem exclusivamente ao esporte.

Independentemente de qualquer outra discussão, o grande dilema de muitos pais e de jovens atletas é a definição concreta do que venha ser talento esportivo.

Em resumo, saber quem será o atleta de alto nível em um futuro breve.

Especialistas em esportes aperfeiçoaram a área de conhecimento específico para tratar a revelação de talento a fim de favorecer e auxiliar pais, professores e pedagogos do esporte.

No entanto, somente quem vive no ambiente do esporte infantil (pais, professores, etc.) sabe como essa dita revelação é recheada de interrogações e angústias. E muitas vezes essas mesmas pessoas querem respostas ou orientações mais práticas na tentativa de ajudarem os pequenos desportistas.

Quando me perguntam sobre isso eu limito minhas diretrizes (dicas) ao aspecto mental. Ou seja, na concentração para lidar com situações práticas, como se pode verificar na seguinte pergunta: “Será que meu filho realmente tem talento?”

Vamos às dicas:

Clareza da realidade esportiva

Ter em mente de maneira clara que o esporte de alto rendimento é muito exigente e para se chegar nesse nível é necessário uma combinação de vários fatores tais como: oportunidade, compleição física, saúde intacta (basta uma lesão grave para tudo se acabar), paciência, tranquilidade para enfrentar constantes desafios, tensões e frustrações, etc.

Autoavaliação

Esporte infantil bem praticado e ensinado oportuniza, naturalmente com o tempo, a pessoa a perceber qual é ou será seu nível. Independentemente do que é capaz de fazer o (a) jovem atleta pode usufruir do esporte para uma vida melhor. Além disso, ser capaz de suportar rotinas de treino, cansaço, dores e tudo o mais que pertence à vida do atleta. Com o tempo, tudo isso precisa ser bem avaliado por aqueles que querem se tornar atletas. E nisso não há nenhum drama, em qualquer atividade humana de alto nível é bom saber que sacrifício é matéria-prima.

Viver o presente

Essa é uma dica que é fácil de entender, mas difícil de colocá-la em prática. Dizer para um garoto (a) de dez anos, por exemplo, que será um (a) craque é gerar ansiedade e uma falsa expectativa. Mesmo para jovens atletas que despertam fascínio nos adultos por suas habilidades, o divertimento deve ser o principal objetivo. Portanto, calma com as pretensões.

Comparar desempenho

Nos esportes individuais com controle de marcas (tempo, distância e outros) a comparação com outros atletas é mais favorecida e o destaque esportivo tem o controle de comparação mais facilitado. Nos esportes coletivos a subjetividade de quem avalia se mistura com as dúvidas e polêmicas entre profissionais e pais. No entanto, quando se fala de esporte de alto rendimento, é necessário constantemente comparar desempenhos para que pais e jovens não se iludam com avaliações localizadas e tímidas. Por exemplo, um atleta de futebol de uma cidade do interior em tenra idade com ótimo desempenho, se comportará em mesmo nível ao enfrentar jogadores de outras cidades e/ou estados?

Finalmente é bom que a motivação e a alegria do jovem praticante sejam observadas pelos pais e profissionais do esporte. Se essas estiverem presentes na experiência esportiva: ótimo. Se, além disso, há um desempenho que “salta aos olhos”: nada de pressa! Vamos ajudar os jovens cumprirem seus destinos.

Fonte: Vya Estelar – http://www2.uol.com.br/vyaestelar/psicologiadoesporte.htm

Mais benefícios para o leite


Pesquisa comprova eficácia da bebida para controlar a pressão alta

Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition e conduzida pela Universidade de Wageningen, na Holanda, mostrou que o consumo diário do leite pode controlar a hipertensão arterial. O estudo realizado reuniu 17 trabalhos que comprovaram que o consumo diário de leite diminui a pressão alta e, consequentemente, contribui para reduzir as doenças do coração.

A hipertensão é uma doença de risco, que pode aumentar de três a quatro vezes as chances de uma pessoa desenvolver problemas no coração. Doenças cardiovasculares que afetam o sistema circulatório, o coração e os vasos sanguíneos são a maior causa de mortes no Brasil e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são responsáveis por 30% do total de mortes no mundo.

A presença de minerais no leite, o potássio, fósforo e principalmente o cálcio, podem exercer um efeito anti-hipertensivo. “O cálcio tem relação com a eliminação de sódio no organismo. Essa substância atrapalha o movimento de dilatação e contração dos vasos, dificultando a circulação sanguínea. Logo, o consumo de cálcio auxilia nesse processo, tornando-se capaz de diminuir a pressão arterial”, afirma a nutricionista Ana Beatriz Barella, da consultoria RG Nutri Identidade em Nutrição.

Leite e atividade física – O cálcio é o principal mineral que atua na formação da massa óssea, e é também essencial para o processo de contração muscular, que representa um nutriente essencial na prática esportiva. “Além disso, a perda de massa magra está associada à osteoporose, que por sua vez, pode ser desencadeada pela baixa ingestão de cálcio”, explica Ana Beatriz Barella. O leite é ainda mais recomendado para as mulheres, que possuem maior chance de desenvolver uma perda da massa óssea e risco maior de osteoporose precoce.

“Beba o leite depois dos treinos, seguidos de uma reposição de carboidratos presentes em algum tipo de alimento como pão, por exemplo”, recomenda Fátima Tavares, formada em nutrição pelo Instituto Israelita Albert Einstein, que complementa: “Opte pelo leite desnatado, que não contém quantidades excessivas de gordura”.

“Mulheres de 19 a 50 anos devem consumir cerca de 1.000 mg de leite e/ou derivados por dia. A partir dos 50 anos, o ideal é 1.200 mg”, pontua Ana Beatriz. O leite também pode ser ingerido antes dos treinos, desde que seja duas horas antes da corrida, por ser uma bebida de digestão lenta. Mas o ideal é fazer uma refeição mais concreta nesse período pré-treino. “Para ter energia suficiente para praticar exercícios, devemos dar preferência para alimentos com uma boa quantidade de carboidratos. Opte pela ingestão de pães, sucos e frutas antes da corrida, usando o leite como um possível complemento, finaliza a nutricionista Fátima.

Fonte: http://wrun.terra.com.br/integra.php?id=171

O conto do empresário – BASTIDORES DO FUTEBOL


De um lado: atletas em início de carreira, muitos de origem humilde e sem estudos. Do outro: empresários atuando sem qualquer fiscalização. O cenário é o mercado milionário do futebol profissional. A obscura relação entre jogadores e seus procuradores no Brasil esconde práticas que vão de encontro à Lei Trabalhista e às recomendações da Fifa. Em Pernambuco, o assunto ganhou destaque após denúncia à CPI da CBF-Nike contra o empresário José Luís Galante, que teria assinado contratos draconianos com 14 jovens atletas do Santa Cruz. Regulamentar a atividade é um dos maiores desafios para a modernização do futebol brasileiro.

Atravessador. Segundo o Aurélio, “aquele que compra mercadorias por preço baixo para revendê-las com grande lucro”. No futebol brasileiro, essa figura adquire a forma de agente, procurador ou empresário. Três nomes para uma mesma atividade – não regulamentada –, dedicada a intermediar contratos e gerenciar carreiras de atletas.

Trabalhando nos bastidores, com suas astronômicas e sigilosas comissões, os agentes evitam ficar em evidência, não revelam quais atletas representam e muito menos detalhes das transações. “Nessa profissão, cada vez que você cita um nome, as pessoas acham que você quer comprometê-las em alguma coisa”, diz o empresário José Luís Galante.

Os jogadores, arredios, assumem a mesma postura. Não gostam de dizer quem são seus procuradores. “Os atletas não falam por ignorância. Os empresários, porque o dinheiro que ganham é caixa dois. O que muitos fazem é ilegal e dá cadeia”, diz o jurista esportivo Marcílio Krieger.

Regulamentar a profissão é um dos desafios para a modernização do futebol brasileiro. O assunto tem merecido pouca, ou nenhuma, atenção. Os agentes credenciados pela Fifa, no Brasil, não passam de pouco mais de uma dúzia. Por outro lado, a extinção do passe, em março deste ano, fortaleceu os laços entre atletas e seus procuradores.

Em Pernambuco, a atuação dos empresários do futebol ganhou destaque a partir de denúncia do presidente do Santa Cruz, e deputado federal, José Mendonça, em abril último, à CPI da CBF-Nike. O alvo das acusações foi o agente José Luís Galante, que, entre os anos de 99 e 2000, trabalhou no Santa Cruz como gerente de futebol remunerado.

Após deixar o clube, Galante assinou contratos de representação com 14 atletas das categorias de base, alguns menores de 18 anos. Esses contratos incluíam cláusulas flagrantemente lesivas e ilegais, como prazo de vigência de até 10 anos e multas rescisórias de US$ 2 milhões.

ASSÉDIO – O caso do meia Laércio é emblemático. “Primeiro ele disse que ia me ajudar na renovação do contrato profissional no Santa Cruz. Aí apareceu com um contrato de representação entre eu e ele. Na época eu estava ganhando muito pouco, não podia ajudar a família.” Filho de um pescador do Bairro de Brasília Teimosa, Laércio entusiasmou-se com a possibilidade de um bom aumento de salário ou de assinar com um clube do exterior ou do Sudeste do País.

“Cheguei a ir ao apartamento de Galante uma vez. Lá conversei com ele e outros dois empresários, Álvaro (Castro) e Mariano (Groba)”, lembra Laércio. Na época, ele tinha apenas 18 anos e precisava da assinatura do pai para consolidar o negócio.

“Ele me telefonou umas três vezes, prometeu levar Laércio para o Sul do País e que ele iria ganhar muito mais dinheiro do que aqui. Disse que me daria o que eu precisasse.” É essa a lembrança que o pescador Luciano da Silva, pai de Laércio, tem de Galante. “Galante? Nunca vi a cara dele. Sei nem quem é”, diz. Segundo Luciano, depois das ligações, Galante enviou seu motorista para entregar-lhe o contrato.

João Caixero, diretor executivo do Santa Cruz, observou os freqüentes contatos que Galante mantinha com Laércio dentro do clube e decidiu chamar o atleta para uma conversa. “Laércio me confirmou que estava negociando um contrato. Mandei chamar o pai dele, que contou que Galante havia lhe prometido um barco de pesca para que ele assinasse. Foi aí que eu tive a certeza de que os jogadores do Santa Cruz estavam sendo aliciados.”

Após esse episódio, Caixero reuniu todos os atletas de base do clube para fazer recomendações. Respaldado por esse e outros conselhos, Laércio desistiu do contrato com Galante. Renovou com o Santa Cruz sem intermediários. Ganhou um aumento de mais de 1000% e um barco para dar ao pai. Por fim, cabe a pergunta: sem o assédio de Galante, a generosidade do clube seria tamanha?

“Fiquem atento com os tais empresários do futebol”

Fonte: JC Online   http://www2.uol.com.br/JC/_2001/1811/es1811_8.htm

Leve a musculação a sério


Para obter melhores resultados na corrida, a musculação é o complemento ideal e deve ser incluída na rotina de treinos

Se a sua corrida não sai da mesmice e você não consegue evoluir, saiba que pode estar faltando treinamento de força muscular na sua rotina. A musculação é uma ferramenta importantíssima para a corredora, que ajuda a minimizar problemas decorrentes da prática da atividade física.

Essa atividade ajuda a fortalecer a massa muscular, gerando maior qualidade de contração e proteção para o corpo. “O trabalho muscular é responsável por atuar nas articulações, tendões e ligamentos do corpo. Todo esse conjunto se desenvolve de modo que não ocorra prejuízo para o organismo”, explica Ricardo Arap, treinador principal da Race Consultoria Esportiva.

Com os exercícios de fortalecimento é possível aumentar a força de grupos musculares que servem como “acessórios” na corrida. “Estes músculos vão equilibrar ou driblar algumas dificuldades ou mudanças de terrenos exigidas na corrida, como subidas, descidas ou condições climáticas. Assim, você terá maiores condições de lidar com os imprevistos, devido à resistência adquirida com a musculação”, afirma o técnico de atletismo e fisiologista do exercício Paulo Correia.

“Quando aumentamos a massa muscular (também conhecida como a massa magra) melhoramos a capacidade do músculo em armazenar energia e, consequentemente, há melhora na captação de oxigênio que, por sua vez, gera mecânica do movimento e melhor performance na corrida”, completa Arap.

Sem exageros

O ideal é fazer a musculação de 2 a 3 vezes por semana em sessões de aproximadamente 45 minutos. “Recomendo também as séries de resistência, onde as repetições sejam priorizadas para não sobrecarregar o atleta com cargas, gerando maior trabalho da resistência anaeróbica do músculo”, sugere Arap. O resultado final será uma musculatura tonificada, resistente e forte.

Mas fique atenta e não pegue muito pesado, pois isso deixará você mais vulnerável a lesões. “A força protege seu corpo, mas o exagero é prejudicial”, finaliza Correia.

Para todo corpo

Não é só porque você corre e utiliza muito as pernas, que basta fazer fortalecimento muscular apenas dos membros inferiores.

Tão importante quanto as pernas, treinar os membros superiores irá garantir uma melhor estabilidade articular, protegendo todos os músculos que sofrem com o impacto da corrida, além de ajudar a postura do seu corpo e aumentando sua resistência muscular.

“Um abdome fortalecido melhora a postura e equilíbrio da corredora”, diz Correia, ressaltando que a musculatura peitoral e as costas também estão envolvidos na performance da corredora. “Atuam diretamente na técnica do movimento, economizando energia”, finaliza.

Fonte: http://wrun.terra.com.br/integra.php?id=110

A busca do sucesso


Ainda bem que ninguém diz mais (nem os locutores esportivos): “É preciso correr atrás do prejuízo”. Que bobagem essa! Quem quer prejuízo? O que queremos é a vitória, o sucesso. Devemos atrás, sim, mas do sucesso. O médico psicanalista Flávio Gikovate costuma dizer que não se deve ter medo do sucesso, e muito menos do fracasso. Seria a mesma coisa que ter medo de ser feliz. E exemplifica, dizendo que a seleção brasileira perdeu a copa do mundo no jogo contra a França porque os jogadores tiveram medo de ganhar – e de decepcionar. Parece um paradoxo, não é?

Vemos que muitas pessoas recuam ante projetos de lutar pelo sucesso, parece que é até por preguiça, mas não é – é por medo de fracassar. E, ainda, outras fogem da vitória por receio mesmo de se habilitar, e daí, não terem mais motivos para o ócio. Quem faz essa afirmação é o médico psicanalista Jorge Forbes, presidente do Instituto de Psicanálise Lacaniana e diretor de Psicanálise do Genoma Humano da USP. Em verdade, muito aprendemos nas derrotas, mais do que nas vitórias. As vitórias, é certo, abrem caminhos, mas não acrescentam, não enriquecem, ao passo que as derrotas têm o poder de se tirar delas experiências e motivos de reflexão.

Aplausos e medalhas o tempo apaga porque não se materializam. Muitas coisas boas acontecem por causa dos insucessos. Na busca do sucesso o medo de acertar é muitas vezes tão intenso quanto o de errar. A vitória pode ser até um anjo mau que mostra o caminho a ser percorrido sozinho após a conquista, mas cheio de responsabilidades, regras e obrigações. A casa paterna e os cuidados dos pais um dia acabam. As mesadas, lanches, cuidados e conselhos. Os pais morrem. Adoecem. Sempre chega a hora de pular do banco de trás e tomar o volante da vida.

Ainda não inventaram a receita do sucesso que não seja trabalho e estudo. Ambição, oportunidade e competência são alavancas que decidem o que o indivíduo vai ser na vida. Uma coisa é certa: quando mais se trabalha mais “sorte” se tem. A muitos jovens incomoda a busca do sucesso; é difícil mesmo; não possui fórmula pronta. Cada um tem a sua. E é perda de tempo ficar esperando que um plano B, imaginário ou não, se realize, ou que a “sorte grande” resolva suas vidas. Sucesso, assim, de graça, não vem, e se vier, é pior, porque o individuo continuará a ser ninguém. As derrotas chegam e são necessárias. É preciso correr riscos, ouvir vaias, errar, perder para crescer e aprender.

Esse medo de que fala Gikovate, de concorrer, de participar, de tentar, e de perder, é trágico. E não basta uma carteira assinada e esquecer que para manter o que foi conquistado exige luta constante. Patrões ou chefes não são inimigos. E quem não gosta deles, que deem um jeito então de serem chefes e patrões. É irritante esse medo. Em verdade é comodismo (eufemismo para não dizer preguiça) de cuidar da própria vida. Viver é sofrer mesmo. Quando mais o tempo passa mais a beleza arruína, mais problemas e responsabilidades aparecem. Chega o dia de os pais serem passageiros e os filhos condutores.

Lutar pelo sucesso não deve causar ansiedade nem deve ser buscado de maneira estabanada, – que mais prejudica do que ajuda. Mas ficar parado faz um mal danado – porque acostuma. O sucesso no amor, nos estudos, no prato bem feito, escrever um livro, uma tela, uma horta ou uma ponte, é o que vale. Mas tudo isto só vai acontecer para quem se movimenta, saindo do marasmo que é amigo da preguiça e do medo. Nem tanto aos céus nem tanto à terra. A obrigação do sucesso estressa? E o medo de fracasso e o de não fazer nada?

Publicado em 17/02/2011
Por Plínio Montagner é professor aposentado.
Fonte: http://www.tribunatp.com.br/modules/publisher/item.php?itemid=2107


Futebol Profissional de Mato Grosso precisa ser “Profissionalizado”


O futebol em nosso estado sofre um atraso de décadas. Se tivéssemos acompanho o que aconteceu com nosso vizinho Goiás, talvez a história hoje fosse outra, mas os anos passaram e nós continuamos capengando no mundo da bola, deixou de ser atrativos os nossos campeonatos, já não revelamos craques, técnicos desqualificado, maus preparadores físicos, clubes e federação amadores.

O grande desafio do nosso futebol é a profissionalização, um problema muito sério e que precisa ser resolvido com urgência, infelizmente é a realidade. Temos vários exemplos de clubes falidos tanto em nível nacional como aqui mesmo em nosso estado, administrados amadoristicamente e principalmente, com dirigentes que possuem pouca ou nenhuma noção de administração e visão de mercado, tanto interno como externo, ou seja, não enxerga o grande potencial de tornar a marca do clube uma grande fonte de receita.

Percebe-se claramente que não temos dirigentes com formação suficiente especializada para gerir um clube de futebol como verdadeiros executivos, cumprindo suas reais tarefas de gerar receita, fazer relacionamentos etc. Nossos “diretores de futebol” atuam praticamente como funcionários especializados em fazer reservas em hotéis, ver passagens aéreas para viagem das delegações, algumas contrataçõezinhas e coisinhas deste tipo, quando na verdade deveria ser a parte mais importante de um clube de futebol, sua importância é muito além do que esses detalhes os quais são trabalhados hoje nos nossos clubes. Os diretores, ou gerentes de futebol deveriam ser comandados por profissionais de verdade, que saiba relacionar melhor com o mercado, organizando a administração de todo o departamento do futebol, com metodologias modernas, com tecnologia e, principalmente tornando-se o grande defensor dos interesses comerciais dos clubes, atuando como verdadeiros managers de seus clubes.

Enquanto continuarmos com a mentalidade conservadora, de um futebol atrasado, que utilizam o futebol como uma plataforma para outros negócios, como a política, por exemplo, ou mesmo para “saquear” os cofres das instituições esportivas e outras modalidades “anti desportiva” na organização do futebol, continuaremos patinando no cenário futebolístico nacional, não iremos a lugar algum e continuaremos oferecendo um espetáculo de baixa qualidade aos nossos torcedores.

Por isso é reconhecida a necessidade de melhorar a administração do futebol de Mato Grosso, vamos atuar de forma profissional, com comprometimento de verdade e obediência as suas normas, leis, estatutos, enfim, precisamos trabalhar em conjunto,  federação e clubes e todas as entidades ligadas ao nosso futebol, só assim conseguiríamos sair desta estagnação que vive o nosso futebol.

Precisamos “Profissionalizar” nosso futebol

Copa Brasil de Sprint Triathlon


 

Organizada pela Federação Mato-grossense de Triathlon (FMTTri) com apoio do 44° Batalhão de Infantaria Motorizado de Cuiabá do Exército Brasileiro, a prova terá 750m de natação, 20 km de ciclismo e 5 km de corrida. A largada será dada às 8 horas para os atletas de elite e às 8h15 para os atletas das categorias divididas por faixas etárias. A abertura da área de transição será às 6h45 com fechamento previsto às 7h45.

A premiação será de R$ 5.600,00 divididos até a 5ª colocação (masculino e feminino). Além da premiação em dinheiro serão oferecidos troféus para a categoria de elite da primeira à quinta colocação e medalhas para os três primeiros colocados de cada categoria, conforme divisão oficial da CBTri.

As inscrições estão abertas pela internet, no site da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri). A taxa de inscrição (que inclui o translado da bike/atleta até o local da prova) é de R$ 100,00 a elite e R$ 80,00 as demais categorias. Mais informações pelos telefones (65) 9981-8851 / (66) 9991-1579 / (65) 9982-7830.

 

Futebol: Vida de gado


Carta Capital, 11 de novembro de 2008.

Como em quase todas as suas relações econômicas, o Brasil, no disputado mercado do futebol, é um fornecedor de commodities. Produzimos craques ou bons jogadores aos borbotões. Eles brotam País afora como cana e soja. E até o caminho do estrelato – ou da desilusão – são tratados assim, feito commodities, como frangos desossados ou partes de uns belos cortes bovinos prontos a serem exportados.

Seduzidos pelo sonho da fama e fortuna, crianças e adolescentes, em pleno século XXI, e a despeito de imensos lucros de clubes e empresários que têm a sorte de revelar um novo Ronaldinho ou Kaká, continuam a ser submetidos a uma vida em condições precárias em times médios e pequenos. Os craques do futuro são instalados em alojamentos mambembes e sem higiene, com alimentação de péssima qualidade.

São afastados da família – às vezes até sem a autorização oficial – e da escola. Sobram denúncias de abuso sexual. Nos grandes clubes existe a preocupação de matricular o jovem jogador em uma escola. Mas nem sempre há um acompanhamento adequado. Com o vai-e-vem de time e de cidade, são raros os que concluem os estudos.

Nos clubes com menor estrutura, a situação é pior. Os jovens são submetidos a cargas excessivas de treinamento e a uma enorme pressão psicológica. A ausência do convívio familiar, a falta de estudo, a pressão e o risco de abuso sexual levaram o Ministério Público do Trabalho a fiscalizar a situação dos jovens atletas.

Em São Paulo foram realizadas vistorias em vários clubes. Há um ano, um grupo de trabalho foi formado por procuradores de vários estados para analisar o problema em todo o País. A intenção é regulamentar a atividade para as crianças e adolescentes. “Estamos preocupados principalmente com a situação dos menores de 14 anos. Muitos clubes não têm a infraestrutura mínima para receber esses jovens e, muitas vezes, nem a autorização oficial dos pais”, explica a procuradora Claudia Lovato Franco, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo.

Jovens jogadores fazem graves acusações. “Sempre ouvi falar de casos de pedofilia nas categorias de base de grandes times”, afirma R.M., 20 anos, ex-Corinthians e Portuguesa e hoje sem clube. “Alojamento sem higiene é coisa normal”. Se a Vigilância Sanitária aparecer, ela fecha dezenas de clubes.

Na “Portuguesa Londrinense (PR), um amigo meu estava dormindo e um rato caiu em cima dele”, conta R. A.P., 19 anos, ex-Santos e também sem clube no momento, relata ter passado duas semanas na mesma Portuguesa Londrinense à base de arroz e pé de galinha, todos os dias. “À noite, a gente dormia no chão. E tinha de ficar com a bolsa e as roupas entre as pernas para não ser roubado”, afirma.

Segundo ele, atletas menores de idade da cidade saíam diariamente com homossexuais e recebiam 200 reais por programa. Carta Capital visitou o alojamento da Portuguesa Londrinense, rebaixada neste ano para a Segunda Divisão do Campeonato Paranaense. Lá, os jogadores dormem em camas e beliches capengas com colchões velhos e sujos.

Os quartos não estavam limpos e havia um forte cheiro de mofo e suor. “Aqui não tem nenhuma mordomia, nem quartos bonitos. Mas é limpo, sim. Uma vez por semana tem um cara meio ignorante aqui que bota a molecada para cuidar dos quartos e do corredor”, diz Amarildo Martins, 45 anos, dono de uma autopeça, presidente da Portuguesa e também do Cambé, da cidade vizinha de mesmo nome. Ex-atleta do Operário de Campo Grande, Martins se define como um jogador razoável. “E a vida é difícil para quem é razoável”, sentencia. Ele nega que seus jogadores só comam pé de frango. “Isso é uma coisa inventada por um jornalista da tevê de Londrina”. Aí, passaram a falar.

A base da alimentação é peixe e macarrão, que tem carboidrato para os atletas. Nem eu tenho macarrão na minha casa todo dia. Podem ter sobrado uns dois pezinhos de frango de vez em quando. Mas quem falou “isso é o maior mentiroso da face da terra”, rebate. O presidente admitiu que homossexuais costumam rondar o alojamento do clube. “Os gays sabem que aqui está cheio de garotos e ficam rondando. Mas o que eu posso fazer? Eu falo com os meninos, procuro conversar. Como sou evangélico (da Igreja do Evangelho Quadrangular), levo a palavra de Deus para eles. Sempre trago alguém aqui, de várias igrejas, para fazer a pregação”, afirma.

É mantido, no momento, no alojamento da Portuguesinha, como o time é chamado, 35 jovens das categorias júnior e juvenil. Os do infantil moram na região e não ficam alojados, garante Martins. Os atletas treinam pela manhã e à tarde. Já passaram pelo time craques como o goleiro Gomes (ex-Cruzeiro e hoje no Tottenham da Inglaterra) e os zagueiros Anderson e Miranda (São Paulo). Martins é um dos principais fornecedores de jogador do time paranaense do Irati, um dos preferidos pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras, para garimpar contratações.

O sonho dos jovens jogadores da Portuguesa, como os de outros clubes do País, é jogar na Europa. Depois, a seleção brasileira. Martins diz que os orienta a não interromper os estudos. Mas a maioria parece não seguir o conselho. “Estou aqui há sete meses. Parei de estudar no terceiro ano do ensino médio”, admite Willians Fernandes Vieira, goleiro de 17 anos, da cidade paranaense de Assai. “Mas vou voltar no próximo ano”, promete.

O centroavante Hélio, 19 anos, de Ourinhos (SP), joga desde os 10 anos e também interrompeu os estudos no último ano do ensino médio. “É muito cansativo treinar e estudar”, reclama. O meio Henrique Leão, 20 anos, de Três Corações (MG), parou aos 17, no segundo ano do ensino fundamental. “Sempre comecei e parei. Se não houver estabilidade num time, é complicado”, garante.

Leão lamenta ter sido obrigado a deixar o juvenil dos Santos, onde passou quatro meses e foi dispensado. “O meu empresário na época quis muito, não entrou em acordo com o clube e eu fiquei sem a vaga. Prefiro nem comentar. Às vezes é melhor nem ter empresário. Tem uns que só te roubam”, reclama. O paulistano Caio de Melo Pereira, 15 anos, um dos mais jovens do alojamento, tem conseguido estudar. Está no primeiro ano do ensino médio. “Dá muita saudade da família. Mas a gente tem que se adaptar a essa vida”, afirma. Em outras regiões, a situação dos jovens atletas não é diferente.

No Recife, os atletas das categorias de base do Santa Cruz – tradicional clube pernambucano que se prepara para disputar a Série D do Campeonato Brasileiro, depois de vários rebaixamentos – treinam num campo conhecido como “pantanal”, que passa a maior parte do ano encharcado. Onde deveriam ser os vestiários e refeitórios, tem apenas uma estrutura de alvenaria inacabada, sem armários, vasos sanitários ou água encanada. Ladrões costumavam invadir o local para roubar fios, material de construção e até assaltar jogadores. F.J., 16 anos, conta que o clube só fornece o campo, a bola e o treinador. “A gente tem de levar lanche de casa. Depois do treino, não tem lugar nem para tomar banho. Voltamos todos suados. Não tem lugar nem para fazer xixi e fazemos no pé do muro.”

Muitas vezes, jogadores do juvenil treinam com os menores, de até 8 ou 9 anos. “Eles acabam se machucando”, lamenta. Pais de atletas denunciaram o Santa Cruz ao MP por causa das irregularidades. Há 15 dias, a procuradora do Trabalho Débora Tito e a promotora da Infância e Juventude Jecqueline Aymar convocaram os três principais clubes do estado – Náutico, Santa Cruz e Sport – para uma reunião. “Os jogadores têm os seus direitos ameaçados, principalmente quanto à educação e à convivência familiar”, alertou a promotora.

As instalações das categorias de base são um exemplo de desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e às leis trabalhistas. Além da inexistência de comida no refeitório, faltam roupa de cama, higiene, armários e privacidade no alojamento improvisado sob as arquibancadas do estádio do clube. Os banheiros só foram reformados no final de 2006, graças a uma coleta de dinheiro realizada por alguns jogadores, indignados com os vasos sanitários quebrados e os poucos chuveiros, entupidos. Até setembro, a energia elétrica estava cortada por falta de pagamento e o gerador era desligado à noite para economizar óleo diesel.

Os atletas não conseguiam dormir por causa do calor e da invasão de mosquitos. O estádio do time fica ao lado do Canal do Arruda, que recebe boa parte dos esgotos da zona norte da capital pernambucana. A nova diretoria do Santa Cruz, que tomou posse em outubro, admite as irregularidades e promete corrigi-las. O diretor das categorias de base, Carlos Frederico Galvão, diz que vai criar uma coordenação de saúde e de assistência para dar acompanhamento pedagógico, social e psicológico aos jovens atletas. “Precisamos apenas de tempo, pois as ações não podem ser implementadas de uma vez”, afirma. Galvão informou que o clube deve adquirir um terreno para construir um novo CT, próximo de duas escolas. Prometeu ainda se inspirar em experiências bem-sucedidas de parceria para solucionar os problemas. Mas o Santa Cruz não terá muitos exemplos para copiar.

São poucas as experiências de clubes de futebol que tentaram assegurar formação e cidadania aos meninos que arriscam a carreira de jogador. Uma das poucas aconteceu no Vitória da Bahia, nos anos 2002 e 2003. Naquele ano, o clube baiano criou o projeto Bom de Bola, Bom de Cabeça, em parceria com a ONG Centro de Educação e Cultura Popular (Cecup), o Unicef e a Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. Segundo o ex-coordenador do projeto, Normando Batista, a proposta era oferecer uma formação educacional para os adolescentes de 15 a 17 anos. “A parcela daqueles que conseguem se profissionalizar é muito pequena, por isso havia esse investimento para que todos fossem capazes de identificar oportunidades além do futebol”, lembra Batista.

Eram oferecidos cursos e oficinas sobre prevenção contra drogas, sexualidade, HIV, relações humanas, mídia training, informática e acompanhamento pedagógico. Mas a iniciativa não foi adiante. O confinamento de atletas em espaços inadequados também é prejudicial. Até o mês passado, 32 jovens jogadores do Esporte Clube Laranja Mecânica, da cidade paranaense de Arapongas , viviam numa espécie de república num casarão. À noite, tinha a companhia apenas do técnico, Luiz Balbino, ex-jogador do Cruzeiro e do Tupi de Juiz de Fora, que deixou o time recentemente. “Dá saudade demais. Mas, se a gente tem um plano na vida, tem que lutar por ele”, diz Wellington Marino, 16 anos, que saiu há um ano da cidade de Sapezal, em Mato Grosso, para treinar no Laranja Mecânica. Jonathan dos Santos, também de 16 anos, de Campo Grande (MS), é filho de um porteiro e uma empregada doméstica e só pensa em ajudar os pais. “Meu sonho é dar alguma coisa boa para minha família.”

A distância dos parentes pode trazer prejuízos aos garotos, avaliam especialistas. “A criança e o adolescente estão numa condição peculiar de desenvolvimento. Além das questões materiais, precisam de referências familiares, culturais e comunitárias”, observa a psicóloga Lucia Helena Alencar, especializada em violência doméstica contra a criança. “Numa situação como essa, eles ficam sem o referencial de pertencimento, o que compromete o desenvolvimento saudável e adequado.” Os jovens que treinam muitas vezes em período integral perdem o direito à infância. Essa situação contraria o ECA. O artigo 19 da lei federal diz que toda criança “tem de ser educada no seio da família”. Já o artigo 53 assegura o direito à educação, “visando o pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”.

A carga excessiva de treinamentos é outro problema. “Há um perigo no exagero de exercícios físicos. Faltam profissionais preparados. Dar treino para uma criança é uma questão delicada e é preciso uma formação muito boa para isso”, alerta Turíbio Leite de Barros Neto, fisiologista do Centro de Medicina Esportiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do São Paulo Futebol Clube. “Em muitos casos, quem costuma dar o treinamento é um ex-jogador. Não tenho nada contra ex-jogador. Mas é uma competência que ele não tem.” O MP paulista recebeu no ano passado denúncias de que crianças e adolescentes estariam sendo submetidos “a jornadas excessivas de trabalho” nos grandes clubes.

Na época, um adolescente denunciou ainda ter sido vítima de assédio sexual no Corinthians. Um ex-gerente de futebol amador foi acusado. Em visita aos alojamentos do Corinthians para examinar as condições de trabalho e recrutamento das crianças e adolescentes das categorias de base, as procuradoras Mariza Mazotti, Débora Lopes e Maria José do Vale constataram problemas como sujeira, mau cheiro e chuveiros precários. Alojamentos do clube foram interditados.

O supervisor das categorias de base do Corinthians, Wagner Rodrigues, o Vaguininho, afirma não ter conhecimento de casos de assédio e diz que o clube resolveu os problemas apontados pelo MP. “Os jogadores dos juniores, mais velhos, foram desalojados. Cada um agora passa a ter uma casa. Agora, sós garotos da mesma faixa etária ficam juntos”, afirma. “Quanto ao estudo, a Federação Paulista de Futebol exige que o garoto mostre seu boletim de dois em dois meses.” Em Minas Gerais, o Cruzeiro está prestes a assinar um termo de ajustamento de conduta, com conteúdo elaborado pelo Ministério Público do Trabalho. Em núcleos que o clube mantém em municípios do interior também foram encontrados meninos sem frequentar escola e instalados em alojamentos em péssimas condições, segundo Miriam dos Santos, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). A procuradora Claudia Franco vê a pressão psicológica como um dos problemas mais sérios para os garotos. “Tinha meninos em situação de tristeza profunda, porque eram obrigados a apresentar resultados e não conseguiam”, constata. Essa frustração pode ter consequências, observa Barros Neto. “A criança tem de satisfazer a expectativa do pai e da mãe. É uma cobrança injusta. Se não correspondem, há uma enorme ameaça à sua saúde mental”, afirma.

Para o fisiologista, o Ministério da Saúde deve intervir nessa questão. “É necessário no sentido de estabelecer condições mínimas para a salubridade física e mental da criança”, defende. Enquanto isso, famílias ficam à espera do sucesso precoce dos filhos. Renan, de 10 anos, por exemplo, já é um craque versátil: joga no time de futebol de salão do Corinthians e no futebol de campo do Juventus, na categoria sub-11. Começou a jogar aos 5, nas categorias “chupeta” e “mamadeira”. No momento, é pretendido pelo Santos e pelo Palmeiras, segundo o pai, José Eronides Filho, 38 anos. “Mas meu desejo é que ele vá um dia para a Roma”, sonha Eronides, ex-atleta e motorista desempregado.

Fonte:  http://www.mtdf.com.br/vida-de-gado/

PARABENS CUIABÁ


Minha Cuiabá

O melhor de Cuiabá são os CUIABANOS! Gente alegre, faceira e que recebe muito bem os “pau rodado” (gente que vem de fora).

Os costumes e o modo de viver em Cuiabá é uma coisa mágica, e que aqueles que não nasceram aqui, jamais vão entender, o porquê das pessoas que nascem aqui estar sempre bem humoradas.

O cuiabano pode ser definido como uma pessoa alegre e que encontra prazer nas pequenas coisas que este lado de mundo lhe ofereceu. Viver mais de dois séculos segregados e isolados do resto do país foi sofrido, por um lado foi ruim, mas por outro lado foi muito bom porque se preservou: a cultura, a culinária, o sotaque e o modo de viver.

O cuiabano do jogo de bozó, da pescaria de bagres, do pacu e piraputangas, das rodas de bate-papo para comer uma cabeça de boi assada, ou um pacu fritam como tira-gosto, fazer a “moagem” e colocar apelido em todo mundo com a maior naturalidade, e com isso facilitando a fazer amizades, e em poucos minutos de convivência já convida o “fulano” para tomar uma cerveja na sua casa.

Cuiabá dos antigos casarões e calçamento de pedras, dos banhos no rio Coxipó com suas águas límpidas, dos mangueirais, do pixé e o bolo de arroz e de todas outras maravilhas que esta terra maravilhosa nos proporciona.

Como é gratificante falar de você Cuiabá. É emocionante narrar esses momentos que só você soube nos proporcionar. É feliz quem como eu, tive o prazer de passar infância e juventude abrigada por você.

 

PARABENS CUIABÁ  –  292 ANOS

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