Archive for fevereiro, 2011

Jogadores do desemprego


Que o futebol brasileiro vem atravessando uma péssima fase na sua administração, refletida dentro de campo, ninguém duvida. A crise é pública e notória. Equipes de grande importância no cenário nacional operam no mercado do rebaixamento e dos desastres financeiros, e se alimentam do atraso dos pagamentos de seus atletas e funcionários. Muito se fala na falta de profissionalismo dos dirigentes dos clubes, expondo jogadores ao apetite das grandes corporações que manobram o mercado da Europa, sem se preocupar com a saúde financeira da instituição, mas com o seu saldo bancário.

Imensos são os motivos para tamanha degradação dos clubes brasileiros, mas a principal são as conexões do lucro máximo. E não são apenas os atletas profissionais que estão sendo negociados para o exterior. A ação desenfreada dos chamados empresários nas divisões de base dos clubes vem aumentando descontroladamente nos últimos anos.

Agentes sempre existiram, os conhecidos “olheiros”. Mas o sistema de compra-venda-revenda não ia tão longe, de forma que eles deviam se preocupar realmente em descobrir novos talentos para seus clubes. O volume de dinheiro apurado nas antigas negociações era ainda modesto, e a exploração de jogadores não tão cruel quanto hoje, de forma a trazer a impressão de que aquele era um tempo romântico do futebol. Hoje, pouco se vê a emoção no esporte — a não ser nas acomodações em que se concentra a massa proletária, de humor inconfundível, de uma paixão incorruptível.

O dinheiro, atualmente, exerce um papel decisivo em tudo no esporte. Em função disso, os clubes estão fechando os olhos para a presença, nos treinos dos juniores, desses medíocres exploradores de gente que, por não fazer outra coisa na vida mas disporem de algum capital, denominam-se empresários. Muitos não passam de prestadores de serviço, sem vínculo empregatício, para as grandes corporações que exploram o ramo.

Aproveitando-se de fatos como a falta de assistência profissional do clube e da origem humilde da grande maioria dos atletas, esses agentes fisgam os inocentes e os transformam em verdadeiros escravos para o resto da vida. Ao jogador e à sua família são feitas promessas fantásticas. Contratos vergonhosos que dão o direito ao empresário a até 60 por cento do que o atleta venha a faturar enquanto durar sua curta carreira.

Em outros tempos, muito se falava em amor à camisa e ao clube pelo qual se jogava, mas até isso os tais empresários acabaram tirando dos jovens talentos, quase sempre humildes e sem muita instrução. São usados como marionetes e, com o tempo, cristalizada a consciência da submissão, passam a tratar com desrespeito até mesmo tudo que o tenha projetado.

  Negócio livre

No Rio de Janeiro, o Clube de Regatas Flamengo vem sendo usado como trampolim por vários empresários gananciosos. Como eles mesmo (cinicamente) dizem, o “bom da vida” está lá fora. Ano a ano a mesma novela: jovens revelações nos campeonatos, acumulando fama, valorizados, ganhando dinheiro de forma rápida e se transferindo para o exterior na temporada seguinte. Tornou-se muito comum o jogador se deixar seduzir pela máquina de publicidade e se considerar maior que o próprio clube, seguindo conselhos de seus maliciosos agentes.

O jornalista José Neves Cabral, do Jornal do Commercio, tem uma tese muito interessante sobre o assunto:

— Nessa hora, entra a responsabilidade dos nossos clubes, que deveriam fazer um trabalho de conscientização com as suas divisões de base. Para começar, ensinando aos seus jovens aonde eles estão pisando, mostrando as tradições do time, seus títulos, sua história Airton Santiago, um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol, também tem sua opinião formada sobre os agentes:

— Hoje há muita gente, como urubus, sobrevoando os clubes para retirar deles as suas revelações Para Santiago a reclamação maior é a falta de entendimento entre os clubes na questão das transferências de jogadores:

— Parece que muito dirigente prefere negociar com empresários, em vez de ter um contato direto com o clube. Eu sei que onde há dinheiro a situação fica complicada. É lamentável termos que admitir a existência de informantes para empresários a respeito dos novos jogadores dentro dos clubes. Negociando com os empresários diretamente ou com o clube, a especulação desenfreada que toma conta do país traz sempre maiores e nocivas consequências para o futebol. O caminho reivindicado, para não mudar o essencial, é a renovação de elenco, com as chamadas pratas da casa, o que já vem acontecendo. Mas se não for interrompida a ação dos empresários vampiros, num prazo médio de três anos haverá a completa extinção de jogadores de categoria para suprir a necessidade dos clubes. Há quem advogue que deva ser estimulada a proteção dos clubes que revelam atletas promissores e suas divisões de base. Há muito o que ser feito para proteger o esporte e os clubes. Todas as modalidades esportivas, como natação, atletismo, basquete, vôlei, nasceram e cresceram nos clubes.

Pois bem, mas que clubes? Porque, para tanto é preciso reformulá-los ou criar outros — assim como os seus negócios. No futebol há rendas fabulosas, mas os clubes se declaram falidos. Alguns percorrem todo um campeonato conquistando taças e bilheterias na promoção desse esporte de alto rendimento. Súbito, todo o plantel foi vendido e o campeonato seguinte é decepcionante. Afinal, quem pergunta se há consciência de que a prática do esporte é ou não necessária é a população.

Claro que a prática esportiva deve ser apoiada. E isto é uma obrigação do Estado. Como ativar o esporte no ensino primário, médio e universitário, escolhendo um outro caminho vantajoso para fortalecer a prática esportiva?

E de que tipo de clube o povo precisa?

Poucos sonhos, grandes pesadelos.

No Brasil, onde os meninos são incentivados pelos próprios pais a se tornarem futuros candidatos a integrante da seleção brasileira de futebol, esse projeto tão sonhado quase sempre se transforma em pesadelo. Para se tornarem jogadores de futebol, os meninos devem passar por um processo seletivo denominado peneira. Em todo território nacional acontecem, a cada dia, milhares de peneiras, com o objetivo de revelar novos craques, mas, uma vez aprovados, nem todos chegam a atuar por um clube profissional. Quem chega lá é por que se dedicou ao máximo e contou com o indispensável fator sorte, ou tem um “padrinho” bem forte.

Exagero? O capitão da seleção brasileira, Cafu, foi reprovado na peneira de vários clubes, diversas vezes, até no próprio São Paulo — que mais tarde o revelou para o Brasil e para o mundo. Outro exemplo é o atacante Deivid, artilheiro da Copa do Brasil em 2002, que começou sua vida esportiva nos gramados da Nova Iguaçu e hoje, em seu currículo, já tem passagem pelo futebol europeu. Existem também aqueles que por influência de “padrinhos”, que indicam seus nomes, mostram o seu valor e enriquecem o bolso de seus agentes. Todo ano são mais de 10 mil jovens que passam pela peneira em cada clube. No geral, nem 1 por cento é aproveitado.

Essa maioria esmagadora de excedente ainda busca sua última alternativa de se profissionalizar, muitas vezes com o custo de deixar sua família para se aventurar num mar de incertezas em terras distantes. Foi o que aconteceu com o jovem carioca Carlos Eduardo de Lima, de 20 anos. Durante toda a sua adolescência, Carlos Eduardo viveu em função do futebol, passou por várias peneiras em clubes grandes e pequenos. Elogios ao seu desempenho não faltaram, mas a preferência na escolha nunca era a sua. Sempre o menino que estava acompanhado do “pai-empresário” leva a melhor.

— Cheguei a me apresentar em vários testes no América (RJ). Eu e outros garotos sempre jogávamos bem, mas nunca éramos os escolhidos. Começamos a perceber que nos faltava Q.I. (quem indica), pois tínhamos um futebol melhor entre os que eram escolhidos. No fim dos testes, era sempre a mesma coisa: agradeciam e pediam para voltarmos nos próximos que, com certeza, seríamos aproveitados. Cansado e irritado com tantas promessas, Carlos Eduardo e um amigo resolveram aceitar uma proposta que parecia irrecusável. Apenas era preciso pagar uma taxa relativa a “papéis”, burocracias com contratos, passagens e passaportes.

Ultimamente, muitos empresários estão conseguindo arranjar testes em equipes do exterior, especialmente na Europa. Não é novidade e até a imprensa já noticiou fatos de passaportes e documentos de identidade falsos, tendo como alvo, inclusive, grandes estrelas do nosso futebol, como o goleiro Dida. Inegavelmente, um crime de “falsidade ideológica”.

Com passagem de ida e garantia de estadia, enquanto durarem os testes, muitos jovens acabam caindo numa verdadeira cilada. Os não aprovados acabam abandonados pelos especuladores e traficantes de gente, impiedosamente. Sem dinheiro para voltar ou para se manter em um país estranho, muitos jovens se veem na obrigação de pedir esmolas para sobreviver. Com Carlos Eduardo e seu amigo aconteceu uma história parecida.

Ambos receberam uma proposta de um suposto empresário, que disse haver pessoas em Miami que precisavam de talentosos jogadores para atuar em uma equipe de futebol da cidade. Os dois jovens conseguiram com familiares o dinheiro das passagens e da “simbólica” taxa cobrada pelo empresário, e partiram em busca do sonho. Lá, permaneceram horas no aeroporto esperando algum representante do clube para recebê-los. Ninguém apareceu. Ao ligar para o seu suposto empresário, que ficou no Brasil, Carlos Eduardo ouviu o cordial conselho:

— Se virem!

Por seis meses os dois aspirantes a jogadores profissionais passaram por diversos empregos e funções: manobristas, entregadores de pizzas, garçons — nenhum deles relacionados ao esporte tão amado. Seis meses, foi o quanto durou a vida no inferno de Miami, para que os dois juntassem o dinheiro das passagens e pudessem retornar ao Brasil.

Rotina desagradável

O objetivo principal das divisões de base nos clubes é formar atletas profissionais e não campeões juniores, segundo o coordenador de divisões de base do Fluminense, André Medeiros.

— O trabalho é feito no sentido de render atletas para o profissional do clube. A gente compete, tem as vitórias, mas o objetivo principal não é ser campeão nas divisões de base, e sim, formar atletas, dispor de vários deles jogando no profissional do Fluminense.

Devido a sempre “desfavorável situação econômica” em que se encontra a maioria dos times, o jogador recém-formado dura pouco tempo no time titular; chega logo o ponto em que o clube se vê obrigado a negociar o atleta.

Por mês, o Fluminense recebe, em média, 400 a 500 meninos interessados em uma vaga nas cinco categorias de base do clube. Deste total, apenas 2% são aproveitados nas diversas equipes tricolores, produto da grande concorrência que fazem entre si, além de um grande número de exigências. Chegam meninos de todos os lados, fazendo ou não uso de transportes, muitos sozinhos, outros acompanhados dos pais. O objetivo maior é se tornar uma estrela do esporte.

Sentados no gramado, a garotada recebe as instruções. Tem início a famosa peneira; o garimpo. Meninos de 12 e 13 anos estão sendo observados, revela André Medeiros. O potencial elevado dos meninos facilita na seleção:

— Hoje, a gente é muito procurado, muitos atletas nos procuram para jogar no Fluminense. Quando você tem um bom material humano para início de processo, o resto fica mais fácil.

 Mas e os 98% de meninos dispensados? Como lidar com essa situação. Para o ex-zagueiro tricolor e atual treinador da equipe mirim, Edgard, a pior parte é ter que dispensar 50 meninos e o discurso é sempre o mesmo.

— Infelizmente as notícias não são boas. O Fluminense agradece por terem vindo, mas vocês estão liberados para tentarem a sorte em outro clube, e o que eu posso dizer para vocês é: não desanimem. Depois, difícil é segurar os especuladores de abordar os meninos aprovados.

No São Paulo, o conhecido tricolor paulista, as divisões de base têm como coordenador o ex-goleiro Júlio Moraes que confessa não poder controlar totalmente a ação dos agentes. Proibir a entrada de empresários no clube é impossível, apesar da sua ação ser controlada. Esporadicamente são chamados para participar de reuniões..

— Aqui nós não podemos proibir os empresários, como em qualquer outro lugar. Mas estamos sempre atentos e limitando a ação deles.

Segundo Júlio, outro método utilizado pelo clube é a continuidade do trabalho desenvolvido. Trocam-se as diretorias, mas o trabalho permanece nas administrações seguintes.

— Nosso trabalho é planificado, tem continuidade, pois muda o presidente, muda a diretoria, mas a estrutura permanece a mesma.

Fica aqui a dúvida de quais os meios realmente válidos que podem ser usados a favor dos garotos. Lutar contra a ação dos especuladores é lutar também contra o esvaziamento do futebol brasileiro, que a cada dia exporta mais e mais jogadores. Hoje são clubes falidos, sem capital para buscar novos craques e não conseguindo segurar os seus novos talentos, que poderiam ser a solução. O futebol nacional precisa se proteger contra esses urubus que andam sobrevoando os treinamentos de juvenis e juniores.

 Fonte http://www.anovademocracia.com.br/no-3/1349-fabrica-de-craques-leva-o-futebol-ao-fundo-do-poco

Alimentos Diet e Light: Qual a Diferença?


Desde o início da comercialização dos alimentos diet, a maioria dos consumidores associaram esses produtos como sendo de baixo valor calórico e, conseqüentemente, permitidos para as pessoas que precisam ou desejam perder os quilos extras. Depois, vieram os light e a confusão se formou.

Diabéticos, hipertensos, pessoas com nível de colesterol alto ou com excesso de peso podem consumir o mesmo alimento diet ou light? Pão e refrigerante light ou diet, sal light, margarina light, chocolate diet. Diet e light viraram “sobrenome” de diversos alimentos, mas o que os diferenciam?

Alimento Diet

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o termo diet pode ser usado em dois tipos de alimentos:

1. Nos alimentos para dietas com restrição de nutrientes (carboidratos, gorduras, proteínas, sódio);

2. Nos alimentos para dietas com ingestão controlada de alimentos (para controle de peso ou de açúcares).

Mas, o que quer dizer ingestão controlada ou restrição de nutrientes?

Os alimentos para dietas controladas não podem ter a adição de nutriente. Assim, para ingestão controlada de açúcar, não pode haver inclusão de nutrientes que possuam o açúcar natural do alimento como, por exemplo, a geléia diet que tem como açúcar natural a frutose.

É importante que fique claro que nem todos os alimentos diet apresentam diminuição significativa na quantidade de calorias e, portanto, devem ser evitados pelas pessoas que querem emagrecer.

Alimento Light

A definição de alimento light deve ser empregada nos produtos que apresentem redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias comparado com o alimento convencional.

Dessa maneira, a primeira diferença entre o alimento diet e light está na quantidade permitida de nutriente. Enquanto que o diet precisa ser isento, o light deve apresentar uma diminuição mínima de 25% de nutrientes ou calorias em relação ao alimento convencional.

A segunda diferença é conseqüência da primeira: o alimento light não é, necessariamente, indicado para pessoas que apresentem algum tipo de doença como diabetes, colesterol elevado, celíacos ou fenilcetonúricos. Se, o alimento light apresentar eliminação do nutriente, por exemplo, açúcar (refrigerante light), poderá ser consumido pelos diabéticos.

Confusão é fácil de acontecer; por isso, leia os rótulos com muita atenção. Compare os produtos light e diet com os alimentos convencionais. É muito importante verificar se eles atendem às suas necessidades.

Fonte: http://cyberdiet.terra.com.br

E o nosso futebol?


Por Mauro Vallim

Inicio de mais uma temporada do campeonato mato-grossense de futebol e pelo visto não mudou nada, pelo contrário, as coisas ficaram piores do que já estavam, times com muitos jogadores ao nível amador. É triste ter que suportar os jogos dos times da capital sendo enviado ao velho estádio Dutrinha, não pela idade avançada que o estádio possui, mas pelas péssimas instalações, gramados, desconforto e sem falar na péssima qualidade da arbitragem oferecida pela Federação de Futebol. Estive semana passada no estádio Dutrinha assistindo a um jogo do campeonato mato-grossense e pude comprovar à péssima qualidade do nosso futebol, tanto em relação ao futebol como a organização.

Bom, não adianta mais ficar reclamando da demolição do “Verdão”, temos mesmo que acomodarmos no Dutra e cobrar comprometimento e seriedade por parte da Agecopa, da FMF e do Governo do Estado em relação ao futuro do nosso futebol, precisamos evoluir muito.

Existem ainda muitos incompetentes no futebol mato-grossense e os clubes ainda necessitam da ajuda do governo para sobreviver, sem falar em uma arbitragem que erra muito, tambem nas péssimas condições de muitos estádios,  é uma vergonha.

Estamos longe de termos um campeonato completamente profissional, tanto por parte da organização como dos clubes.

Algumas diferenças entre o amadorismo e o profissional esta na sua forma de fazer gestão, enquanto, por exemplo, a gestão amadora tem a prevalência da emoção em detrimento a razão, o foco nos resultados em curto prazo, o foco no fortalecimento do grupo interno, e influencia nas mãos dos conselheiros a gestão quando profissional esta focada no planejamento, seja curto, médio e longo prazo, tem prevalência na razão e na tomada de decisão, foca na busca de parcerias, e a influencia esta nas mãos dos profissionais especializados, enfim, pode-se perceber diante disto que os grandes clubes que hoje estão a frente no futebol brasileiro mudaram seu destino através de atitudes profissionais, eles não cresceram da noite para o dia. Eles apostaram no planejamento estratégico, geralmente, no longo prazo e hoje colhem os frutos. Se nós não começarmos a mudar esta mentalidade continuaremos na mediocridade de promover um futebol de baixo nível.

Enquanto nosso futebol não brilhe continuaremos assistindo os campeonatos de outras regiões.

Jovens vão ao Exterior para praticar esporte e estudar


  Em toda esquina ou quadra, nas praias e nas ruas é possível ver alguém, no Brasil, praticando esporte. Seja um futebol descontraído, uma partida de vôlei de praia ou até mesmo corrida num parque. Que o Brasil é o País do futebol todo mundo sabe, mas também é a Nação de esportistas que praticam atividades por prazer e que, muitas vezes, para buscar conectividade no esporte e, sobretudo, nos estudos, precisam ir atrás de chances em outros países.

É o caso do tenista de São Bernardo Hugo Moriya, que chegou aos Estados Unidos em 2008 para continuar jogando tênis e ao mesmo tempo cursar uma universidade.

“Comecei a treinar mais frequentemente a partir dos 16 anos, mas nunca pensei em me tornar profissional. Nessa época, alguns amigos foram estudar nos EUA com bolsa por meio do tênis. E como eu queria continuar jogando e estudar, surgiu essa oportunidade de conciliar tudo. Além disto, propicia uma boa bolsa”, diz o tenista.

Moriya é representante de uma classe de atletas pouco divulgada do Brasil. São jovens que veem na oportunidade de representar o esporte universitário norte-americano uma chance de praticar o esporte, sem que isso atrapalhe os estudos.

Segundo o proprietário da 2SvSports, Ricardo Silveira, ano passado cerca de 60 jovens foram enviados para outro país, por intermédio da empresa. “A procura pelo serviço aumentou, em comparação com 2007; com a diminuição do dólar e o alto custo para se manter um estudante em uma faculdade particular no Brasil, mesmo que o estudante não consiga uma bolsa integral, sai um custo mais barato para a família”, comenta o empresário, que espera mandar de 30 a 50 alunos neste ano.

A dúvida se parava de jogar tênis ou de estudar foi o que motivou também outro tenista a tentar vaga no esporte universitário norte-americano. Guilherme Cervezão, de São Caetano, passou seis meses estudando e treinando para os testes até que recebeu uma proposta da Tennesse Wesleyan College, para jogar e estudar com bolsa integral.

Após quatro anos longe do Brasil, o atleta concilia os estudos com as competições e responsabilidades esportivas. “Quando estamos na temporada de tênis, nós treinamos todos os dias duas horas de quadra. As competições normalmente são em dias de semana no período da tarde e muitas vezes temos que viajar para outros Estados para jogar contra as outras faculdades”, relata ele.

Segundo Felipe Fonseca, fundador da Daqui para Fora, os esportes mais procurados são tênis, futebol, natação, golfe e vôlei. O empresário diz que, a cada ano, o brasileiro tem melhor receptividade em outro país. “Atletas brasileiros, principalmente os nadadores, jogadores de vôlei e tenistas, são vistos com muito bons olhos lá fora.

Um atleta que sai de casa aos 18 anos para encarar uma oportunidade desta demonstra muita maturidade e comprometimento, além de disposição para se empenhar no esporte e nos estudos para manter sua bolsa”, exalta Fonseca. Só em 2009, a Daqui para Fora conseguiu bolsas para mais de 190 brasileiros.

O ex-jogador de vôlei da Seleção Brasileira Antonio Carlos Moreno teve dois dos seus seis filhos jogando o mesmo esporte do pai, em terras estrangeiras. Anna Laura Moreno que chegou aos Estados Unidos em 1999 para estudar e jogar na Oral Roberts Univeristy e atualmente é técnica de vôlei no mesmo país. E Carlos Henrique Moreno que atuou pela Brigham Young University e hoje joga, profissionalmente, num time de Portugal.

Para Antônio Carlos Moreno, as condições para atletas que as universidades norte-americanas oferecem são inigualáveis. “Elas permitem que os atletas estudem e treinem no mesmo local, possuem instalações modernas e funcionais, equilibram o ensino e os esportes, seja individual ou coletivo”, pontua Moreno.


Aporte financeiro faz a diferença

A força da economia dos Estados Unidos comparada com o Brasil pode fazer toda a diferença, inclusive no esporte. E faz. Além de ter aporte financeiro maior, as universidades norte-americanas têm a tradição de implementar padrões de competição e incentivar de forma permanente o esporte.

No Brasil, algumas instituições apoiam seus atletas de formas diferenciadas. A bolsa é uma delas. Universidades como a USCS, de São Caetano, e o Mackenzie, de São Paulo, que atualmente têm 800 atletas bolsistas são exemplos isolados.

Diferentemente dos Estados Unidos, o esporte universitário do Brasil não tem a mesma divulgação, incentivo governamental e campeonatos estruturados. Portanto, as diferenças são muitas.

“Normalmente o que se vê nas faculdades brasileiras são os alunos se reunindo de vez em quando para jogar contra outras universidades, em um clima mais descontraído. Já nos EUA, eles veem os atletas como se fossem filhos da faculdade, querendo que eles representem bem e com orgulho o nome da universidade. Sem contar o aspecto dos treinos, viagens, e dedicação que são muito valorizados aqui”, afirma o tenista Guilherme Cervezão.

Para o presidente da Associação Brasileira do Desporto Educacional, Georgios Hatzidakis, para o Brasil ter um padrão internacional de esporte universitário, precisa não só de investimentos, mas também como uma mudança cultural. “A falta de recursos das instituições se torna uma barreira para o desenvolvimento da prática no país e que para agravar é uma questão cultural, já que ex-aluno de universidades lá tem orgulho do time e da universidade que fez e isso acaba trazendo torcida, verba e ainda mais incentivo para os times universitários e as ligas norte-americanas”, explicou Hatzidakis.

Nos Estados Unidos, o esporte universitário é uma vitrine para o profissionalismo, ao contrário do que acontece no Brasil. “As universidades daqui investem muito nos esportes em geral. Um exemplo de que os norte-americanos valorizam muito o esporte é o canal ESPN, que transmite jogos universitários para o mundo todo. E muitos tenistas que hoje são profissionais, como James Blake, John Isner, Benjamin Beker, Sam Querrey, saíram das universidades”, contou Hulo Moriya. TP

Fonte: Diário do Grande ABC http://www.dgabc.com.br

História de meninos que sonham em serem descoberto no futebol


Conheça a história do olheiro Betinho que revelou Neymar e de meninos que sonham em serem descobertos.

Click no endereço abaixo para ver a reportagem sobre Betinho e sobre a 2º Copa Turistica de Rancharia SP, feita por Tino Marcos da Rede Globo, que foi ao ar no dia 30/01/2011 no Esporte Espetacular.

http://globoesporte.globo.com/videos/esporte-espetacular/v/conheca-a-historia-do-olheiro-betinho-e-de-meninos-que-sonham-em-serem-descobertos/1423002/#/edições/20110130/page/1

Fonte: Fonte: http://www.wmshowdebola.com/

A carreira do jogador de futebol no Brasil: de marginal a herói


Larga isso, menino! Não dá futuro nenhum! É coisa de marginal”. Foi-se o tempo em que os pais diziam aos filhos com toda firmeza que o futebol deveria ser encarado apenas como uma forma de lazer simples. Em épocas não muito distantes, o esporte era praticado por comunidades carentes em sua maioria, por não necessitar de tantos recursos especiais além de uma bola e duas traves, que poderiam ser facilmente substituídas por pedaços de pano enrolados e galhos cortados.

No Brasil, depois dos anos áureos de Pelé, Garrincha e companhia, a classificação pejorativa dada à esta modalidade foi tomando uma nova proporção, tornando-se mais degustável aos olhos dos níveis mais abastados da sociedade, graças ao acesso da mídia radiotelevisiva, que cresceu consideravelmente no país, principalmente depois da segunda metade do século XX.

Para Caio Ribeiro, ex-jogador profissional e atual comentarista na TV Globo, deu uma entrevista exclusiva ao nosso site, falando sobre o assunto. Confira abaixo:

Para se tornar um jogador profissional, o que se deve fazer?
Para se tornar profissional, ou você passa por todas as categorias de base até chegar ao time de cima (infantil, juvenil, juniores e profissional ), ou você se destaca em alguma Liga menor, que normalmente ficam espalhadas pelo interior. Aí é só esperar que algum “olheiro” (os clubes têm vários espalhados pelo Brasil) o identifique e o convide para um teste. Outra maneira (e essa é a mais comum) é começar mais cedo, por volta de 14 ou 15 anos, a jogar futebol nas escolinhas filiadas aos clubes. Existem também as chamadas “peneiras”, testes abertos ao público que têm o intuito de buscar novos talentos. Esses são só um pouquinho mais complicados, já que você competiria entre uns cem meninos, em um seleção de cinco escolhidos, no máximo.

Qual seria a melhor fórmula para o jogador encarar a fama repentina e não se deslumbrar com o sucesso?

Normalmente, o deslumbramento tem a ver com a formação familiar de cada um. Muitos, 90% dos que tentam, talvez, sonham em ser jogadores para sustentar suas famílias e conseguir independência financeira. Param de estudar e apostam tudo no futebol. De repente, as coisas dão certo, e o garoto é automaticamente catapultado do anonimato para a fama. Imagine um menino que mora na favela, acordar com o patrocínio de roupa, tênis, chuteira, estar todo o dia na TV, ver todas as mulheres querendo “ficar” com ele e seu nome sendo gritado nas ruas e estádios… Tem que ter muita estrutura, e normalmente eles não têm! Até porque a própria família é a primeira a sonhar com uma transferência do seu rebento para a Europa. Por causa de cifras milionárias, podem acabar colocando muito peso nas costas desses garotos, ao invés de ajudar. Aí entra a responsabilidade dos clubes e dirigentes, que é a de ocupar esse papel de formadores e estipular limites. Acho que esse assunto tem muito a ver com a educação. O jogador tem de entender que a fama traz popularidade, e não imunidade!

Você já passou por algum momento difícil enquanto jogador? Chegou a ser discriminado dentro de casa por causa de sua escolha, como era nos velhos tempos?
Comigo foi mais tranquilo! A única exigência dos meus pais foi que eu terminasse o colegial. Sempre me apoiaram muito e incentivaram para que eu alcançasse meus sonhos. Como vim de uma família de classe média, sempre tive a desconfiança por parte dos dirigentes e treinadores, pois eles achavam que na primeira dificuldade que eu enfrentasse, largaria o futebol e iria estudar, já que não precisava sustentar minha família. Isso sempre foi um estímulo pra mim, pois independentemente da situação financeira de meus pais, sempre sonhei em ser jogador profissional e ter a minha independência. Outra coisa, a maior  riqueza que o futebol me trouxe, foi dar valor às coisas. Convivia diariamente com meninos que ficavam um ano longe de casa, sem ver a família, ou que não tinham dinheiro nem para a condução para voltar para casa. Uma realidade diferente da minha, mas que foi fundamental para a construção do meu caráter e valores.

Quando você identifica que é a hora certa para parar?
Não é fácil saber a hora de parar. Muito pelo fato de os jogadores não se prepararem para o seu período pós-carreira. Vi e continuo vendo alguns dos meus ídolos de infância continuando e insistindo muito no futebol e colocando em risco a brilhante carreira que tiveram. Sempre tive um pensamento: prefiro parar e as pessoas perguntarem o por que, do que continuar e as pessoas decidirem que passou da hora de parar. Ter essa percepção não é fácil. Muitos, quase todos, vivem exclusivamente do futebol, e não estão preparados para exercer outra atividade fora dos gramados. A ideia de perder o alto salário mensal assusta bastante, até porque muitos dependem dele.

Fonte: http://malhacao.globo.com

Professor da Escolinha do Uirapuru faz aniversário


 O professor Heverton da Escolinha de Futebol do Uirapuru completa mais um ano de vida hoje.
A sua comemoração coincide com a semana em que os garotos retornam aos  treinos.

Parabens Prof. Heverton

A.A.UIRAPURU retorna aos treinos


 Escolinha do Uirapuru retorna aos treinos esta semana. Após um período de descanso os atletas começam a trabalhar para ganhar novamente ritmo para próximos campeonatos.

Cuidando da sua imagem


Ele é jovem, atleta e sua marca é sucesso de venda!

Dando sequência a nossa série de matérias sobre os famosos que “viraram marcas” e são sucesso na venda de produtos, vamos falar do jovem jogador de futebol, que tem apenas 19 anos de idade e já é considerado um dos maiores craques de futebol que o país teve, estamos falando de Neymar Jr.

Faz dois anos em média que ele apareceu de verdade na mídia através de seus dribles fantásticos, seu carisma, corte de cabelo diferente, dancinhas coreografadas com seus companheiros de clube a cada gol marcado.

E junto com tudo isso (como não poderia ser diferente com toda pessoa famosa), vem às polêmicas envolvendo o seu nome.

Assim que Neymar passou a ficar conhecido, as empresas logo passaram a ter interesses em associar os seus produtos e serviços ao jovem garoto e os grandes clubes de futebol Europeu ficaram interessados em levá-lo.

O clube inglês Chelsea ofereceu 67,6 milhões de reais (ou 30 milhões de euros) ao Santos e para ele e um salário de 9 milhões de reais por ano, fora a venda de produtosUfa…É muita grana! e eles não aceitaram essa proposta por estratégia pessoal e profissional.

Neymar com todo esse sucesso foi logo contratado pela “toda poderosa NIKE” para fazer comerciais dos seus produtos;

Fez também o comercial da “Seara” que foi o maior sucesso de visualizações também no youtube, em que estão ele, Robinho e Ganso dançando a música “single ladies” da cantora Beyonce.

http://www.youtube.com/watch?v=pOD3M9BcQAY

Em seguida, teve o comercial da empresa “Telefônica” e os produtos que são sucesso de venda como a camisa do Santos que foi confeccionada especialmente com o nome dele e o bonequinho com a sua cara.

Quando aconteceu o episódio em que o técnico Dorival Junior foi demitido do Santos supostamente por causa do jogador, muita gente falava que a imagem de Neymar iria ficar “arranhada” e certamente as empresas ficaram temerosas porque fizeram investimentos altos no atleta, e depois de toda essa confusão, poderiam deixar de vender os produtos e os serviços que levam seu nome.

Ao associar grandes marcas a pessoas famosas, as empresas correm um  risco muito alto. Pois, quando se investe em um produto “não humano” é mais fácil controlá-lo do que quando é com “produto humano”. As pessoas podem a qualquer momento fazer coisas que não sejam interessantes para as marcas e com isso, a imagem da marca poderá ficar associada a coisas não agradáveis.

Um exemplo disso foi o que aconteceu com o goleiro Bruno do Flamengo. Todos os produtos que tinham o seu nome foram retirados do mercado e as empresas tiveram um enorme prejuízo.

Mas como existem empresas e profissionais especializados em cuidar da imagem dos atletas e se, além disso, Neymar dentro de campo continuar sendo um craque, a sua imagem ao invés de desvalorizar, só será cada vez mais valorizada.

Esse ano foi eleito pela revista Vip, “Homem do ano”

O sucesso do garoto é tão grande que a empresa que cuida de sua imagem e carreira, criou um portal na internet para as empresas e fãs se relacionarem com a Marca Neymar. Hoje, existem varias familias que dependem do jovem atleta.

http://www.neymaroficial.com/

Neymar foi “criado” para ser isso tudo que é nos dias atuais. O clube Santos vem trabalhando com ele desde muito cedo.

Esse case do Neymar, está mostrando que ainda é um bom negócio para as empresas investirem em FAMOSOS para vender seus produtos.

Se até agora Neymar já tem tudo isso…Imaginemos como eles estará daqui há alguns anos!!

Fonte; Famosos e Empreendedores http://fe.epaentretenimento.com

A.A.Uirapuru próximo de comemorar seu 37º aniversário


No próximo mês a Associação Atlética Uirapuru completa 37 anos de existência. A associação foi criada no dia 28 de março de 1974 na Universidade Federal de Mato Grosso, escolinha tradicional de Cuiabá/MT que mesmo com todas suas dificuldades continua revelando talentos no futebol.

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