Archive for setembro, 2010

Cadê o publico do nosso futebol?


Mauro Vallim

O que tem afastado os torcedores dos estádios de Mato Grosso?

O Problema é evidente e aumenta a cada ano, mas ninguém sabe ou não fazem questão mesmo explicar os motivos que esta fazendo os mato-grossenses se recusar a comparecer em grande número nos estádios.

Ir para o estádio, em alguns jogos esta virando sinônimo de solidão, tão fraco é o público nos jogos. De certa forma a situação local esta ficando desesperadora, afirmação esta baseada nas arrecadações irrisórias nas partidas de futebol.

Devido ao fraco publico nos estádio se torna cada vez mais difícil arranjar patrocinador, ainda dependem muito do dinheiro que arrecadam e mesmo dinheiro público.

Nosso campeonato já vem capengando desde muitos anos atrás, lembro-me de poucas vezes tivemos públicos bom, na maioria delas em finais de campeonatos.

Sempre ouvi dizer, desde os meus tempos de criança, que domingo era dia de futebol, fosse por que campeonato fosse. Direto na arquibancada, dentro do estádio e de preferência com o velho radinho de pilha, grudado no ouvido para não perder nenhum lance. Infelizmente, esse tempo não mais existe ou esta deixando de existir rapidamente. Depois do advento da televisão, os jogos passaram a ser realizados e transmitidos quase à semana toda, seja pelo campeonato brasileiro, Libertadores, Sul-americanas e por aí vai, os eventos esportivos, especialmente o futebol passou a ser transmitido através do sistema pague para ver. Como a televisão comprou tudo e hoje manda no futebol brasileiro, o torcedor tem apenas duas opções: ou vai ao estádio bem mais tarde e consequentemente sai bem tarde também ou fica em casa, ouvindo no radio ou ainda quem possui o sistema TV a cabo ou outra com pacote pago assiste pela televisão, no conforto de sua casa. Essa nova mentalidade criada pelas tevês que detém o monopólio das transmissões esta criando o torcedor virtual aquele que acompanha o jogo pela televisão ou até pela internet, e simplesmente não perde mais tempo nos estádios, diminuindo e muito a frequência de publico, o que deve ser constante daqui para frente e aumentar ainda mais nos próximos anos.

Tudo isto acaba refletindo também no futebol de Mato Grosso, é claro que existem outros fatores que contribuem para o esvaziamento do publico, cito, por exemplo, má qualidade na gestão da Federação de Futebol,  falta de profissionalismo por parte dos dirigentes dos clubes, preço dos ingressos, falta de divulgação por parte da imprensa e baixo nível dos jogadores.

Há anos eu digo que o nosso estadual é uma chatice, sem atrativo. Estão matando aos poucos a presença de torcedores aos estádios, em um futuro não tão distante talvez os estádios não mais seja necessário ter arquibancadas, pois não haverá publico, será esta a intenção das poderosas redes de tevês?

Portanto, não basta ficar procurando culpados, temos que agir procurar a saída e parar de ficar fazendo política com a situação, ou será que o nosso campeonato não é mesmo tão importante assim?

E você, o que acha que esta contribuindo para a baixa frequência dos torcedores no campeonato?

Equipamentos nada ‘sarados’ na academia


Pesquisa detectou contaminação em 44,4% das amostras de aparelhos usados para malhar

Rio – Você vai à academia para ficar sarado? Pois pode sair dela doente, se não tomar cuidados com a limpeza dos equipamentos. Pesquisa desenvolvida no Centro Integrado de Diagnóstico da Universidade Gama Filho (UGF) em estabelecimentos das zonas Norte e Oeste alerta para a presença de micróbios nos aparelhos destinados aos exercícios físicos. Após coleta de 27 amostras em colchonetes, selins de bicicletas e outros equipamentos, o estudo coordenado pelos pesquisadores João Carlos Tórtora e Adriana Pereira detectou a existência de indicadores de contaminação em 44,4% das análises. Fungos, vírus e bactérias — como coliformes fecais — foram encontrados em grandes concentrações em alguns equipamentos. “Chegamos a diagnosticar mais de 1.600 micro-organismos por cm² em alguns selins”, revela João Carlos, lembrando que a concentração de 100 bactérias ou fungos por cm² já é considerada carga microbiana excessivamente alta.

O ambiente normalmente fechado das academias e o suor proveniente da atividade física colaboram para a proliferação dos micro-organismos. “O ideal é que cada um tenha um colchonete, uma capa de selim e ainda tome banho antes e depois das atividades. Os equipamentos também precisam ser limpos com hipoclorito de sódio (água sanitária) ou álcool a cada utilização”, frisa o estudioso.

Conjuntivite, infecções intestinais, faringite, micoses e piodermites (furúnculos) são algumas das infecções que podem ser contraídas pelo contato. Nas academias da cidade, não é raro encontrar quem já tenha passado pela experiência desagradável. “Sempre fui adepta de esportes. Antes de me formar professora de Educação Física, passei por vários lugares e, em muitos, a limpeza não era a ideal. Cheguei a contrair micose nas costas e na barriga após aulas de abdominais sobre colchonetes”, revela uma das sócias da Academia Flex Gym, na Tijuca, Débora Ribas, 28.

Atualmente, uma das principais preocupações de Débora é justamente a limpeza de sua academia. Ela e a sócia, Ana Maria Dalbello, compram produtos especiais, utilizados em limpeza hospitalar, para a higiene do local. “Gastamos R$ 300 por cada galão de 5 litros. O produto não tem cheiro e é feito à base de hipoclorito de sódio”, conta.

A limpeza da Academia Delfim, também na Tijuca, foi um dos fatores que levaram o empresário Paulo Peixoto, 49, a escolher o local para fazer suas atividades físicas. “Malho há mais de 20 anos, passei por oito academias. Já vi muita falta de higiene. E sempre tive a preocupação de limpar os equipamentos antes de utilizá-los”, explica.

Segundo João Carlos Tórtora, a vida útil dos panos utilizados na descontaminação dos aparelhos e colchonetes é de aproximadamente seis horas. “O ideal é que as academias oferecessem papéis-toalha descartáveis com álcool. Como isso não ocorre, a troca dos panos deveria ser feita duas vezes por dia ou a cada três utilizações”, afirma.

Falta de regulamentação específica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que determine limites toleráveis de contaminação ainda é o principal desafio a ser superado. Segundo a Anvisa, a orientação é para que as academias tenham instalados borrifadores com álcool perto dos aparelhos. “Fazemos apenas fiscalizações e investigações sobre as condições de higiene”, informou, em nota, a assessoria de imprensa da Anvisa.

A pesquisa da Universidade Gama Filho não foi autorizada em diversas academias da cidade sob a alegação de que elevada contaminação poderia ser encontrada, dada a impossibilidade de manter equipamentos e aparelhos limpos na existência de um grande fluxo de usuários.

Homens resistem ao hábito da limpeza

A limpeza dos aparelhos e colchonetes antes e depois da utilização ainda é vista com certo preconceito por muitos homens que frequentam academias. Alguns afirmam não ter qualquer preocupação com a higiene dos equipamentos, mesmo conhecendo os riscos de contrair doenças de pele. “Não tenho o costume de limpar nada. Acho tudo isso uma grande frescura”, opina André Caetano, 25, professor de Educação Física.

Entre as mulheres, a realidade é diferente, principalmente para as que realizam atividades aeróbicas. “Saio da aula de ginástica localizada para o salão de musculação. Imagina se eu não limpasse os aparelhos antes e depois de usar! Estaria me expondo a um elevado risco de contaminação”, sabe a estudante Daniela Gomes, 23.

Para a esteticista Estela Rosa, da Clínica Nova Estética, no Largo do Machado, a realidade verificada nas academias retrata a pouca ou nenhuma preocupação dos homens com a saúde da pele. “Estamos diante de uma questão cultural. Na clínica, por exemplo, a cada 10 clientes, apenas um é do sexo masculino, e a procura ocorre sempre em casos extremos”, relata. Nas clínicas de estética, o tratamento mais procurado por homens é o de face, seja para terminar com manchas, cicatrizes ou acne.
Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/

Campanha: sócio-torcedor


Mauro Vallim

Sou totalmente favorável a criação do programa sócio-torcedor. Até porque hoje em dia não basta, para um time de futebol, apenas correr atrás de patrocínios. A maior riqueza de um clube é sua torcida!

De modo geral, o torcedor sempre foi um consumidor de seu clube. Já passou da hora da diretoria do nosso glorioso Mixto ser mais consciente e parceira do torcedor, gerando mais facilidades e conseqüentemente mais benefícios ao Mixtenses de coração.

Há verdade é que dizer que sou “torcedor” do Mixto, não representa um ativo valioso para o clube. Nossa torcida de certa forma é ainda pequena. Mas no caso do programa sócio-torcedor, não é a quantidade que interessa e sim a qualidade da nossa torcida. Somos consumistas e isto é fato!

É errado tratar o sócio-torcedor como um facilitador dos clubes naquilo que hoje é o maior problema do futebol: o acesso do torcedor ao jogo. Não será com o sócio-torcedor que veremos o nosso estadio cheio. Para isso é preciso fazer boas campanhas e conquistar títulos.

Mas o programa pode contribuir diretamente como uma forma de renda que pode auxiliar nosso Mixto, na contratação de jogadores e na formação de melhores elencos, visando boas campanhas e quem sabe algumas conquistas. O maior argumento pró-programa é a antecipação de receitas que ele traz.

Muito mais do que uma forma de tirar o problema de venda de ingressos da frente. É preciso criar todo um programa de relacionamento com a torcida e um planejamento de marketing profissional e consistente focado no resgate do torcedor Mixtense e na conquista de outros, a fim de fazê-lo perceber que é possível ajudar o clube pagando uma contribuição mensal e tendo, em troca, alguns benefícios para a aquisição de produtos oficiais, entre eles o ingresso para o jogo.

A meu ver é interessante e importante a criação do programa sócio-torcedor.

O que o Mixto tem a perder? Qual o prejuízo que o clube terá conosco? Nenhum! Porque sempre iremos contribuir, seja comprando ingressos, camisas ou sendo um sócio-torcedor.

Nosso Tigre de Vargas precisa pensar a frente e achar uma forma de usufruir do nosso potencial.

O marketing do nosso Mixto deveria ser mais ousado, mais forte e usado para atrair torcedores e simpatizantes de todas as classes. É necessário buscar a fidelização daqueles que ainda freqüentam nossas arquibancadas, resgatar os que nos desacreditam e conquistar aqueles que nos visitam e que poderiam fazer parte da nossa “grande família”.

Não se trata apenas de implantar uma campanha, mas a verdade é que o programa sócio-torcedor pode fazer bem para nosso Mixto. Pois para fidelizar um torcedor é preciso transformar uma gestão, trazendo transparência, profissionalismo, ética, zelo com o clube, com nossa tradição e principalmente respeito com o torcedor!

Muitos clubes de pequeno porte aos grande ja estão investindo neste programa como uma boa visão estratégica

Nosso Mixto precisa acreditar no nosso torcedor e nossa torcida precisa mostrar que pode fazer a diferença. Por isso, vamos criar uma campanha em prol do incentivo a criação do programa sócio-torcedor pelo Mixto, é importante não só para os torcedores bem como muito mais para o clube.

VAMOS FAZER NOSSO CLUBE MAIS FORTE

Pais esportistas tendem a ter filhos esportistas


por Renato Miranda

Esporte desde a infância ou um país de obesos

“Pais esportivamente ativos tendem a influenciarem significativamente o comportamento dos filhos em relação à prática de esporte. Além disso, geram espontaneamente uma rotina de lazer ativa e dinâmica e facilmente afastam os filhos do estilo sedentário de viver
Não podemos mais perder tempo e tampouco negligenciar tudo aquilo que diz respeito à educação esportiva das crianças.

Se hoje 50% dos brasileiros (homens e mulheres) são considerados obesos nós poderemos projetar em um futuro não muito longínquo, um país solidamente de obesos e, por conseguinte doente.

Não há outra saída, aliada à educação alimentar saudável, o exercício físico é o instrumento que permite formar uma sociedade do futuro mais saudável. Não há melhor forma de criar consciência sobre a importância de exercitar-se do que a prática de esporte desde a tenra idade.

O esporte é por natureza, motivante, agregador e desafiador, elementos fundamentais para que a pessoa persista em prática permanente. Para tanto, há de se ter um esforço coletivo para que forjemos uma futura sociedade saudável. Embora pareça clichê ou redundância o termo saudável tem muitos desdobramentos.

Para citar alguns uma pessoa ativa esportivamente trabalha ou estuda com maior motivação e concentração. Cansa menos em suas tarefas, é mais facilmente induzida ao relaxamento, se adapta melhor às fontes estressoras diárias (tensões, exigências físicas, emocionais e outras), adoece menos e, portanto produz com eficácia, recupera rápido suas energias, dorme em sono profundo, além de gerar economia significativa no setor de saúde/médico tanto no orçamento familiar quanto nas esferas governamentais.

Esse pretenso esforço coletivo começa através do exemplo dos pais. Pais esportivamente ativos tendem a influenciarem significativamente o comportamento dos filhos em relação à prática de esporte. Além disso, geram espontaneamente uma rotina de lazer ativa e dinâmica e facilmente afastam os filhos do estilo sedentário de viver.

Por outro lado, as escolas precisam radicalmente, reorganizarem seus currículos e valorizarem a educação física como disciplina essencial para a formação de jovens e com isso, incrementar a experiência esportiva com qualidade e investir em equipamentos esportivos. A experiência esportiva significativa e que de fato ensina sobre esporte e tradição de cultura ativa e dinâmica, permite experiências inesquecíveis para crianças e jovens.

Clubes esportivos espalhados pelo Brasil, precisam reconhecer que com uma grande população juvenil ativa esportivamente, os atletas de vários esportes surgirão com maior facilidade. Assim sendo, expandir o investimento político-financeiro para além do futebol e facilitar o acesso aos mais variados esportes olímpicos é uma iniciativa inovadora e que vale a pena.

Governo federal, estadual e municipal, precisam urgentemente acreditar que sem orçamento, financiamento e aplicação de recursos realmente contundentes no esporte, o resultado será desastroso em termos sociais e de saúde.
Ou seja, sem investimento maciço em recursos humanos, construções de equipamentos esportivos de qualidade, promoção e valorização do esporte infanto-juvenil o Brasil se tornará alvo fácil dos traficantes de drogas, da violência, da hipertensão arterial e por fim do desânimo coletivo.

Associar esporte somente à competição é um erro

Quando se fala em esporte, brasileiros tendem a pensar apenas em competição e atleta de alto nível. Não é bem assim, o esporte é uma tradição a ser conquistada individualmente a fim de se criar uma personalidade dinâmica e saudável integralmente, física, social e psiquicamente. Gerar atletas de alto nível é uma parcela que não deixa de ser importante a ser preenchida, mas não é a única.

Portanto, mãos à obra, encare o conceito de esporte como tudo aquilo que se associe ao movimento, pois antes de ser uma discussão léxica é apenas uma questão de motivação: correr, saltar, lançar, dançar, pedalar, chutar, arremessar, escalar, caminhar.

Enfim pratique tudo aquilo que faça nosso corpo suar e nossa mente descobrir que há momentos que não conseguimos pensar em mais nada somente em uma das cosias mais belas da natureza humana, recheada de ritmo, harmonia e emoção: esporte.

fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/psicologiadoesporte.htm