Archive for agosto, 2010

Por que parte dos pais não quer que seus filhos se profissionalizem no futebol


por Renato Miranda

“Os pais chamaram minha atenção para a seguinte situação: Hoje muitos atletas de futebol profissional, considerados ídolos (os de menor expressão também) viraram um péssimo exemplo de comportamento dentro e fora de campo e, por conseguinte, são copiados por aqueles que estão no início de suas formações esportivas. Motivados pela repercussão da mídia de suas conquistas esportivas, se comportam como se estivessem acima da lei e de qualquer outra coisa”
O esporte, como atividade que pode trazer benefícios aos jovens, é inúmeras vezes citado como meio de facilitar o desenvolvimento da autoconfiança, da disciplina, das relações sociais, do preparo físico e outros.

No Brasil, o futebol como esporte mais praticado, via de regra é procurado por muitos garotos para vivenciar práticas que vão do lazer ao treinamento especializado.

Como o número de praticantes é alto, naturalmente muitos jovens começam desde cedo a se dedicar aos treinamentos para se tornarem atletas de fato. Especialmente os meninos passam um bom tempo de suas vidas desejando um dia se profissionalizarem. Outros nem tanto, mas mesmo assim se dedicam ao esporte como uma parte importante em suas vidas.

Além de proporcionar benefícios físicos, psicológicos e sociais, o futebol se tornou uma possibilidade de ascensão social e somado ao reconhecimento que a mídia dá ao futebol nada mais natural o desejo que os jovens têm de se tornarem profissionais.

No entanto, um fato me despertou curiosidade para fazer conjeturas e avaliações. Alguns pais de “garotos bom de bola” não querem que seus filhos continuem a jogar seriamente. Segundo eles, o futebol brasileiro não é um bom modelo para os jovens.

Os pais chamaram minha atenção para a seguinte situação: Hoje muitos atletas de futebol profissional, considerados ídolos (os de menor expressão também) viraram um péssimo exemplo de comportamento dentro e fora de campo e, por conseguinte, são copiados por aqueles que estão no início de suas formações esportivas. Motivados pela repercussão da mídia de suas conquistas esportivas, se comportam como se estivessem acima da lei e de qualquer outra coisa.

Dentro de campo se comportam como verdadeiras “estrelas”, que em cada gesto demonstram desrespeito com companheiros, adversários, árbitros, jornalistas e torcidas, através de atitudes grosseiras que vão desde o tratamento impróprio com as pessoas, a comemorações excessivamente debochadas e infantilizadas.

Fora de campo, se consideram onipotentes, “lançadores de moda”, esbanjadores e com direito a fazerem o que bem entendem. Ou seja, tudo ou quase tudo, que uma boa educação recrimina.

O que esses pais dizem é que essa situação é uma tendência e não um comportamento definitivo, mas arriscam dizer que são poucos os jogadores que se “salvam”. Não sei exatamente se é bem assim, todavia pelo que repercute a mídia parece-me que esses pais têm razão.

Muitos garotos, principalmente os das cidades do interior (por que precisam mudar para a capital e, portanto perdem o convívio familiar), quando por volta dos 15 anos se revelam verdadeiros craques de futebol e possuem uma boa formação intelectual e social, e por isso poderiam se dedicar ao futebol em algum grande clube desanimam rapidamente ao constatar o que os reserva.

Isso por que sabem que nos grandes clubes nas ditas divisões de base, os jovens que já estão por lá “replicam”, naquilo que sua condição de vida (econômica e de status principalmente) permite o comportamento dos profissionais. Ou seja, em uma única palavra: hostilidade.

Aqueles que se aventuram e saem de suas cidades para morar em algum clube encontram constrangimento, precariedade de relacionamento e desilusão. Assim sendo, cada vez mais atletas de cidades do interior com certa condição social e econômica que poderiam contribuir para o futuro do futebol brasileiro, sequer tentam ser atletas.
Resultado: observem que em quase na totalidade apenas garotos das classes mais desfavorecidas se submetem ao ambiente futebolístico, já que não têm outra opção para progredir na vida.

Não sei se as considerações desses pais são muito dramáticas ou exageradas, mas uma coisa é certa, em quase todos os casos, jogadores de futebol dificilmente são de origem das classes socialmente mais ascendentes. Em consequência o Brasil perde um grande potencial de revelação de novos atletas e com isso, alimenta um preconceito às avessas ao reproduzir a ideia de que só os pobres é que se profissionalizam, pois não têm outra coisa para fazer.

Aumentar o nível profissional das chamadas concentrações para jovens atletas com formação cultural e humanizada. Abrir possibilidades para que qualquer garoto seja bem recebido por um clube independentemente de sua origem social, dar formação escolar com devida atenção e com qualidade, amparo psicológico e social para que cresçam longe da família com segurança e afeto.

Talvez, para um “boleiro” essa conversa seja uma grande bobagem. Possivelmente seja, no entanto não vejo outra saída para melhorarmos o nível de nossos futuros jogadores de futebol. Crescer e achar que fama e dinheiro já bastam para o homem é assistir o que vemos hoje, dentro e fora de campo.

Em poucas palavras, nossos jogadores profissionais (não todos) são incapazes de reconhecer as fronteiras daquilo que é certo ou errado, estético ou ridículo e lentamente vão escorregando para o fundo da esquisitice.

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fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/psicologiadoesporte.htm

Futebol é Política


Por Mauro Vallim

Quando jovem, aqui em Cuiabá, cidade qual nasci e nela espero morrer, comecei a ficar apaixonado por futebol. Era um tempo em que à gente acreditava nos clubes de futebol e nos craques que defendia o time da cidade realmente com coração e a alma na ponta da chuteira. Naquela época ainda não freqüentava estádios, mas vibrava e sofria quando meu time jogava. Muitas vezes o futebol influenciava até no meu rendimento escolar.

Em razão do meu envolvimento com o futebol, neste tempo como atleta de futsal, cheguei a caminhar de uma região a outra, dentro da capital, para poder participar dos campeonatos de futsal, defendia meu time assim como os craques da época.

Comecei a partir daí, ficar cada vez mais interessado não somente em jogar como entender o que acontecia por de trás dos bastidores do futebol, o que estaria por trás de um time, dos resultados e as vantagens à custa dos coitados que choram nas arquibancadas

Conheci o mundo real e cai na desilusão. Perdi de certa forma aquele entusiasmo. Ainda torço pelo meu Mixto aqui em Cuiabá e o Flamengo, mas sofrer jamais, não como antes. Os próprios interesses que envolvem a seleção brasileira, onde muitas convocações na maioria das vezes são feitas atendendo interesses financeiros, técnicos que recebem comissão para indicação de jogadores, empresários de jogadores que interferem na convocação desde ou daquele e tantos outros interesses.

De fato, quem quiser vibrar, ser feliz ou sofrer com o futebol é aconselhável ficar longe da cúpula do poder.

Na política ocorre o mesmo. O eleitor apaixona, briga com os amigos, com os familiares na santa inocência sem ter a menor idéia dos interesses milionários que estão por trás do jogo do poder, por isso a frase “Futebol e Política andam juntas”.

O que menos se pensa é no bem-estar do povo. Povo que refiro é aqueles que sofrem na mão dos “Deuses do Poder”.

Fortaleço minha tese que tudo que vem do adversário é comum, normal. O que me aborrece, me chateia e me desilude é a falta de patriotismo, de civismo e responsabilidade com a população e a pátria, além de tudo ainda continuamos achando que somos patriotas, pura balela.

Os interesses Individuais estão acima de tudo e de todos, infelizmente

Valorização da Educação Física


Atualmente, é unanimidade que a Educação Física Escolar vai muito além da recreação e do esporte. Porém, as mudanças não ocorrem da noite para o dia e, na prática, esta área ainda encontra muitos entraves. Antes de mais nada, todas as partes – Profissionais de Educação Física, gestores, diretores, pais e alunos – devem ter consciência da função educacional desse componente curricular. “A Educação Física ensina algo que nenhum outro componente curricular da escola nem outro lugar ensina que é o corpo humano em movimento”.

Para que isso aconteça, é essencial que a disciplina seja orientada por um profissional de Educação Física, pois ele é o único com conhecimento e conceitos pedagógicos específicos. Além disso, todos os agentes educacionais devem ter clareza sobre o objeto de estudo da Educação Física e seus objetivos (o desenvolvimento das habilidades motoras e do repertório de movimentos corporais que auxiliam no processo cognitivo, psicológico e afetivo e de competência para o exercício da cidadania). “A escola precisa valorizar a Educação Física e possibilitar que as aulas sejam integradas ao plano pedagógico”. “Os profissionais de Educação Física devem participar das reuniões de pais e ter o conhecimento teórico para orientá-los corretamente, deixando de lado a idéia de que as aulas são uma brincadeira sem importancia”, completa.

Com objetivos claros, podem-se definir os melhores procedimentos e estratégias a serem adotados. “É necessário trabalhar muitas atividades para que o aprendizado ocorra de forma gradativa, respeitando o limite de cada um e incluindo todos os alunos”. Isto só é possível com currículo pré-estabelecido e com foco no desenvolvimento da cultura do movimento corporal, e nunca nas atividades físicas praticadas em aula. “Ou seja, a simples prática de atividade física ou esportiva só traz beneficio se atrelada a valores e objetivos claros de desenvolvimento individual e social.

Fonte: CONFEF – http://www.confef.org.br/

Taça das Bolinhas virou Taça da Discórdia


por Fernando Sampaio – esporte UOL

Na semana passada, adorei uma reportagem da UOL, assinada pela jornalista Luiza Oliveira. “A Caixa Econômica Federal disse ao UOL Esporte que não vai entregar o troféu à Confederação Brasileira de Futebol. O banco alega que é o verdadeiro proprietário e que ele próprio fará a entrega ao clube indicado pela entidade máxima do futebol nacional.” O superintendente de comunicação da Caixa, Clauir Santos, declarou: “A taça é nossa, nós pagamos, mandamos fazer em ouro. A CBF tem que dizer para quem nós vamos entregá-la. Diga que a taça é do clube A ou B, que nós faremos a entrega. Não vamos enviar para a CBF.” Fantástco. A CBF não poderá utilizá-la como chantagem política. Ou entrega, ou deixa no cofre. A Taça das Bolinhas não vale título. Na realidade não vale nada. Não faz a menor diferença quem foi o primeiro pentacampeão brasileiro, até porque os campeonatos nacionais já existiam antes de 71. O Roberto Gomes Pedrosa, disputado entre 1967 a 1970, é a origem do Brasileiro. Era absolutamente igual ao Brasileiro. Deveria ser reconhecido pela CBF. Demorou. Antes do Robertão 67, existiam dois torneios nacionais: Taça Brasil e Rio-São Paulo. A Taça Brasil indicava o representante na Libertadores. Era disputada pelos campeões estaduais, formato parecido com a Copa do Brasil. O nível era fraco, os campeões paulista e carioca entravam já nas semifinais, mas o mérito do campeão é inquestionável. Era um título nacional. O Rio-São Paulo era o torneio de maior prestígio, mais forte tecnicamente e reunia os maiores clubes brasileiros. Ganhar o Rio-São Paulo eram como vencer o Brasileiro. Portanto, a Taça das Bolinhas só tem um único significado: Sacramentar o título de campeão brasileiro do Sport em 1987. É só para isso que serve a Taça das Bolinhas. Se entregar ao São Paulo, o clube não vai ganhar nada, nenhum título. Quem vai ganhar título é o Sport. Se entregar ao Flamengo, o São Paulo não perde nada. Quem vai perder título é o Sport. O Flamengo vai ganhar um título. Simples. Apesar de toda esta lógica tão simples, a CBF adora manter o imbróglio porque é uma forma de semear discórdia entre os clubes de oposição. São Paulo e Flamengo são clubes de grande importância não só no cenário nacional, mas mundial. Unidos, juntos com outros 10 grandes clubes, não precisam ser escravos e pedir benção do déspota Ricardo Teixeira. A União do Clube dos Treze é muito mais importante que qualquer Taça das Bolinhas.