Archive for janeiro, 2010

Hérnia de disco – A cura nem sempre depende de cirurgia


por Tiago Mesquita

Vivemos num mundo onde as pessoas quase não têm tempo pra nada. Entre as obrigações e afazeres, entre a casa e o trabalho, entre as responsabilidades e os projetos pessoais, grande parte das pessoas dorme e acorda sem se dar conta do que está acontecendo com o próprio corpo. Nesse ritmo maquínico e selvagem, vamos deixando o cuidado com a saúde sempre pra amanhã. E isso vai minando pouco a pouco o organismo, e quando menos esperamos surge uma enfermidade.

A verdade é que nada surge do nada. Analisando a causa de um problema, vamos perceber que ele começou muito antes. Às vezes por ignorância e falta de informação, às vezes por descuido e falta de atitude. Por isso é importante estarmos atentos e conscientes de como o corpo humano funciona e o que precisamos fazer, como também não fazer, para evitar os males que atrapalham nossa qualidade de vida.

O problema de coluna não é privilégio de nenhum país ou família, é um mal que ataca a todos, independente de idade, sobrenome ou nação. E entre as queixas mais freqüentes de enfermidades na coluna, está a perigosa hérnia de disco. Para se ter uma idéia da dimensão da dor apenas aqui no Brasil: são mais de 5 milhões de pessoas sofrendo dia após dia dos traumas resultantes dessa complicação.

A hérnia de disco nada mais é do que uma ruptura estrutural em um dos discos da coluna, ocorrendo com mais frequência na região lombar ou cervical. E além da dor, ela geralmente inabilita a vítima de exercer suas funções normalmente, impedindo o exercício das atividades diárias mais triviais. E o que o pior: após passar por um diagnóstico médico, muitos são logo encaminhados para a cirurgia, expondo seus organismos aos riscos inerentes a qualquer intervenção cirúrgica, como reações adversas à anestesia e, inclusive, desencadeamento de infecções.

Mas o que o grande público não sabe, e merece saber, é que a cirurgia não é a única solução para esse mal, e muitas vezes é saída a menos indicada. A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos afirma, com base em estudos, que cerca de 90% dos portadores de hérnia de disco podem melhorar através de práticas orientadas e regulares de técnicas como a acupuntura, a fisioterapia, o Rolfing e o RPG (Reeducação Postural Global).

Pil Sun Choi, membro da Sociedade Brasileira de Coluna, vai mais longe, e defende que apenas 5% dos que sofrem de hérnia necessitam realmente de operação. Geralmente são exceções, casos que se agravaram por falta de tratamento correto ou estágios evoluídos de inflamação.

Outros apontados como auxiliares no tratamento são os antiinflamatórios, recomendados para os casos mais críticos, quando o corpo está sentindo crises de dor. Além do uso de analgésicos em certas situações. O que eles querem dizer é que pouquíssimos pacientes necessitam realmente de algum tipo de intervenção cirúrgica. Ou seja, praticamente todos têm a chance de se curar desse mal, bastando disciplina, força de vontade e envolvimento com o processo de cura.

“A cirurgia só deve ser uma opção quando não há resposta terapêutica a um tratamento de no mínimo oito semanas envolvendo fisioterapia, outras técnicas e medicamentos”, alerta o reumatologista paulista José Goldenberg. É o reconhecimento de que qualquer intervenção cirúrgica oferece muitos riscos ao pacientes, e deve ser evitada a todo custo.

Realizar uma cirurgia pode não ser a cura de todo mal, além de provocar transtornos e desgaste físico-emocional em quem passa por ela. Helder Montenegro, fisioterapeuta do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, avisa que “pelo menos 50% dos pacientes que passam por uma cirurgia voltam a ter dor após dois anos”.

A conclusão é de que não basta procurar um médico, mas sim um especialista com profunda formação na área, para evitar diagnósticos desanimadores e encaminhamento cirúrgico desnecessário. Além de, é claro, manter ininterruptamente uma postura correta, evitar excesso de peso, pois sobrecarregam a coluna, e praticar exercícios físicos regularmente sob orientação de um profissional experiente.
Fisioterapia
Tratamento recomendado principalmente para o relaxamento e a reeducação postural, desenvolvendo atividades em cima das posturas ideais para desempenhar cada tarefa da rotina diária. Evita que problemas pequenos se tornem grandes.

Acupuntura
Indicado como complementar de outras terapias e apenas para problemas em estágio inicial. O tratamento à base das agulhas tem efeito analgésico nesses casos. Sua especialidade é aliviar dores e desbloquear terminais de energia espalhados pelo corpo. A energia estagnada sobrecarrega os nervos, assim como os nervos debilitados sobrecarregam a coluna. É nesse ponto que vai bem o auxílio da milenar terapia oriental.

Rolfing e RPG
O Rolfing trabalha o alinhamento do corpo humano em relação às forças de gravidade, através do autoconhecimento e percepção corporal. O RPG trabalha na identificação dos vícios posturais e descoberta de suas origens, vendo as reações que o corpo toma diante de dores e traumas. Ambos são muito úteis no fortalecimento das vértebras, gerando flexibilidade e maior capacidade de movimentos.

Antiinflamatórios
Quando há situação está realmente grave, os terminais nervosos, a musculatura, as articulações e os ligamentos ficam contraídos pela inflamação, causando mais dor que o suportável. Os antiinflamatórios são bem úteis nesse caso.

Exercícios físicos
Fortalecer os músculos, em especial o grupo abdominal, é primeiro passo pra quem quer ficar longe dos problemas de coluna. Mas também é excelente no tratamento de quadros iniciais de hérnia. Mantendo cuidado de realizar exercícios leves, consciente das áreas debilitadas, é possível reforçar músculos e tendões que circundam as vértebras e impedir o avanço da doença.

fonte: www.vivaviver.com.br

Entorse maltratada pode causar artrose prematura


por Juliana Prestes Mancuso

 

Entorse – “Uma lesão maltratada ou um paciente indisciplinado pode ter sequelas, a função articular deficiente leva à patologia degenerativa chamada *artrose prematura” A má conservação das calçadas e ruas cheia de buracos, aliada à moda feminina do salto alto e à prática de esporte com tênis inadequado contribuem para o surgimento de torções. Isso ocorre ao pisar num buraco, quebrar um salto, ou na prática esportiva ao se perder o equilíbrio e pisar mal.

A torção ou entorse do tornozelo é uma lesão muito frequente, na qual os ligamentos são alongados até se romperem parcial ou totalmente. Ela pode ocorrer quando pisamos em falso num buraco ou degrau, fazendo com que o pé gire para dentro ou para fora devido ao peso do corpo, comprometendo os ligamentos do lado de fora que, em geral são os mais comprometidos, ou de dentro do tornozelo, que é mais raro e quase sempre vem acompanhado por uma fratura. Isso porque os ligamentos da porção interna do tornozelo são mais resistentes do que os de fora para que permita ao tornozelo uma maior mobilidade.

O tratamento depende da gravidade da entorse. Geralmente, as entorses leves são tratadas com um enfaixamento do tornozelo e do pé com faixa elástica ou esparadrapo, aplicação de gelo na região, elevação do tornozelo e, à medida que os ligamentos se curam, um aumento gradual das caminhadas e dos exercícios.

Para as entorses moderadas, é utilizado um aparelho **gessado que permite a caminhada, o qual é mantido por três semanas. Esse aparelho imobiliza a perna, mas permite que a indivíduo ande com o tornozelo lesado. Para as entorses graves, pode ser necessária a realização de uma cirurgia. Por isso é imprescindível que o médico seja consultado para dizer se há indicação cirúrgica ou não.

A fisioterapia ajuda muito na recuperação dessas torções, seja leve, moderada ou grave, com a utilização de gelo, eletroterapia, acupuntura, fortalecimento muscular, treino de equilibro entre outras técnicas para amenizar a dor e restabelecer a função do tornozelo.

Um tratamento fisioterapêutico, sucesso desde os anos 60, é a criocinética que consiste na utilização de um protocolo de crioterapia (terapia pelo frio) combinado com exercícios (sempre realizados com cautela sob a supervisão do fisioterapeuta) a fim de promover um retorno mais rápido às atividades e à cura. A duração do tratamento varia de acordo com o grau de lesão e tipo de técnica escolhida. A mais rápida é a criocinética, numa entorse leve dura entre duas e quatro semanas.

Uma lesão maltratada ou um paciente indisciplinado pode ter sequelas, a função articular deficiente leva à patologia degenerativa chamada *artrose prematura e calcificações surgem por lesões recidivas (que reaparecem) em pacientes crônicos.

Por isso é importante quando se tem uma entorse de tornozelo, tratar direito com médico e fisioterapia.

* Processo degenerativo de uma articulação

** O tradicinal gesso ou pode ser também as botinhas que são mais usadas hoje do que o gesso. Por isso usa-se este nome de “aparelho gessado”, pois a bota faz o papel do gesso, com a facilidade de poder tirar para fazer fisioterapia.

Juliana Prestes Mancuso
é fisioterapeuta – fonte: Vya Estelar

Novo ano vida nova


Mauro Vallim

Acabaram as férias, ficou para trás 2009, agora é trabalhar 2010.

Para se recomeçar um novo ano é necessário estabelecer metas, criar sonhos, se inventar objetivos, fazer planos e trabalhar por eles. Sem isso, estacamos e a vida perde o senso.

Vamos sorrir, orar, compartilhar, solidarizar, aproveitar as oportunidades, praticar esportes, preocupar mais com nossa saúde, fazer tudo aquilo que queremos, enfim, vamos fazer do novo ano um ano diferente, de muitas conquistas e realizações.