Archive for dezembro, 2009

Feliz Natal e um Prospero Ano Novo


 

A todos amigos

“Que o Espirito de Natal do Cristo vivo que vai nascer permaneça pelo infinito em cada um de vocês, cheio de luz, de paz, de alegría, de saúde, mas sobretudo com muito amor, sabedoria e otimismo. Feliz Natal!”

FELIZ 2010 – até o próximo ano

Aproveite o Natal para sonhar


por Rosemeire Zago – site Vya Estelar

Sonhos! Sonhos de quando éramos crianças ou agora que somos adultos, sonhos grandes ou pequenos, não importa, o mais importante é saber por onde andam seus sonhos, você sabe? A época do Natal nos remete à magia de sonhar. Quantos de nós deixamos no passado tudo aquilo que sonhamos um dia realizar? Quantos não se permitem mais sonhar? Quantos sequer se lembram mais dos sonhos de olhos abertos, onde os pensamentos divagavam por lugares desconhecidos? Mas já na maturidade nos perguntamos em momentos raros de reflexão: “o que fiz da minha vida?” Quantos de nós abandonamos nossos sonhos para viver os sonhos de outra pessoa? Não quero me referir a um saudosismo que nada pode mudar seu presente, mas aos sonhos que nos faz sentir vivos, e que podem ser despertados e, porque não, realizados.

Qual a diferença entre aqueles que conseguem o que um dia desejaram e os que nada conseguiram? Sorte? Estar no lugar certo, na hora certa? Oportunidade? Dinheiro? Cada um pode ter sua própria resposta, mas creio que o diferencial é acreditar! Acreditar independente das circunstâncias, sem parar em cada obstáculo que surgir, mas acreditando que cada dificuldade tem a capacidade de nos tornar mais fortes e determinados. As pessoas, infelizmente, se acomodam nas situações por mais destrutivas e insatisfatórias que sejam, muitas vezes, sem nada fazer para mudar sua realidade. Ficam em sua zona de conforto, usufruindo de vantagens secundárias, as quais permitem que permaneçam nos mesmos lugares, sem assim terem que enfrentar o tão temido novo, desconhecido, que causa medo, desconforto e paralisação.

As pessoas se acomodam, se acovardam, diante de pequenos ou grandes obstáculos, quando na verdade, deveriam, e poderiam, se fortalecer. Isso ocorre muitas vezes porque no íntimo não acreditam em si mesmas, e muito menos na própria capacidade de mudar situações, quem dirá mudar a vida! Menos riscos, menos erros? Com certeza! Jung dizia: “A verdade sai do erro. Por isso nunca tive medo de errar, nem dele me arrependi seriamente”. Essa frase nos faz refletir muito! Sem erros nada aprendemos, nada crescemos. Quem se permite errar? Com certeza poucas pessoas. Tendemos a ser muito críticos e rígidos, perdendo assim a oportunidade de evoluirmos, caso fossemos um pouco mais flexíveis conosco e com as outras pessoas.

O Natal realmente nos deixa mais sensibilizados, tocando em nossos corações de maneira única. Por que não aproveitarmos esse momento para despertarmos os sonhos que estão adormecidos dentro de nós? Vá até seu passado, sua infância… Naquela época não havia medo, apenas a certeza daquilo que se desejava. Quais eram seus sonhos? Quais deles você realizou? E hoje, quais são seus sonhos? Pode ser apenas um, mas deve existir! Por que se acomodar, culpar os outros por não ter ido adiante? Não, você não vai dizer que abriu mão daquilo que mais queria porque seu pai, sua mãe, irmão, irmã, chefe, enfim, porque alguém não deixou.

Assuma para si mesmo a responsabilidade e, principalmente, o desejo de que agora será diferente. Abandone o papel de vítima, o comodismo, a zona de conforto e se permita voltar a sonhar! E o mais importante: se permita realizar! Sonhe com os olhos fechados, abertos, deitado, em pé, mas sonhe! E depois de ter despertado seus sonhos, reflita qual a maneira de torná-lo realidade. Você não precisa, e nem deve, contar para ninguém o que pretende fazer, simplesmente arregace as mangas e acredite! Diga a si mesmo: “Eu posso, eu consigo, pois acredito acima de tudo em mim mesmo e na minha capacidade em realizar meus próprios sonhos!”

Programe seu Natal da maneira que deseja, e ainda que esteja, ou fique só, não se lamente por isso, mas aprenda a gostar da sua própria companhia. Ao pensar no ano de 2010, visualize conquistando cada um de seus sonhos em cada dia do próximo ano da maneira que deseja para que seja feliz! Não, a idade não está ligada a suas conquistas, a limitação quem impõe é você mesmo através de seus pensamentos limitadores e negativos. Mude e jogue fora tudo que te deixa para baixo, triste, deprimido, te faz mal, machuca e destrói. Tenha consciência que a realização de cada sonho dependerá de sua perseverança, por isso, não tenha dúvida, medo, mas sim a determinação necessária para alcançar todos os seus sonhos!

Rosemeire Zago
é psicóloga clínica com
abordagem junguiana

Por que potencial olímpico no Brasil sai pelo ralo


por Renato Miranda – Vya Estelar

“O Brasil pode ampliar seu rendimento olímpico em termos mundiais e deixar de ser uma potência olímpica local para se tornar referencial mundial” Em um período que se fala muito em grandes eventos esportivos no Brasil, principalmente aqueles consagrados mundialmente: Copa do Mundo (2014) e Jogos Olímpicos (2016) é natural que os assuntos relacionados à experiência esportiva juvenil tenham destaque como: revelação de talentos, treinamento, competições, infraeestrutura e outros.

Em textos anteriores (clique aqui) abordamos várias possibilidades e pré-requisitos para que o Brasil venha a ser uma potência olímpica mundial. Hoje nos dedicaremos ao exemplo prático de como podemos projetar um futuro promissor, e ao mesmo tempo, o quanto é importante investir em recursos humanos e infraeestrutura geral.

Refiro-me a participação do Brasil nos Jogos Sul Americano Escolar (meninos e meninas de 12 a 14 anos), ocorrido na cidade Loja (Equador) no início de dezembro (2009). O Brasil é representado por escolas que venceram competições nacionais nas mais diversas modalidades como, natação, handebol, voleibol, atletismo e judô.

Mesmo o Brasil não organizando seleções das modalidades, nosso país venceu a grande maioria delas, mais do que isso, a qualidade técnica e física de nossos meninos (as) são incomparáveis com os demais países e talvez, a Argentina seja aquele que de fato tenha condições de rivalizar com o Brasil.

Não é eufemismo, é fato: O Brasil pode ampliar seu rendimento olímpico em termos mundiais e deixar de ser uma potência olímpica local para se tornar referencial mundial. No entanto, é necessário organizar ações de formação, treinamento, qualificação excelente e de promoção salarial de recursos humanos. Ademais, investir em equipamentos esportivos e criar um sistema de apoio efetivo aos jovens atletas. Essas são estratégias fundamentais. Isso se explica através da seguinte situação atual: nossos acadêmicos em educação física não se sentem motivados em prolongar estudos e se especializar em esportes, pois o atrativo laboral e salarial é mínimo em função das precárias condições de trabalho e baixos salários.

É preciso, portanto, fazer com que o trabalho esportivo seja atraente para “nossas mentes jovens e brilhantes”. Por outro lado, o jovem atleta que tem alto potencial esportivo, depois de quatro ou cinco anos se dedicando aos treinamentos e competições, intercalados com muitas viagens desgastantes, chega à conclusão que tem pouco apoio e incentivo e ao chegar à idade universitária prefere abandonar o esporte e se dedicar única e exclusivamente aos estudos. Visto que na universidade de uma maneira geral, o esporte de rendimento historicamente sempre foi menosprezado como atividade, por todos os atores sociais envolvidos (alunos, autoridades, governo e outros).

Temos agora uma boa oportunidade de modificação dessa realidade. O Ministério do Esporte sinaliza que podemos transformar nossa realidade esportiva, embora tenha que aumentar seus recursos para investimento. Por exemplo, em Loja a CBDE (Confederação Brasileira do Desporto Escolar) teve apoio e participação do Ministério que permitiram a brilhante participação brasileira.

Há muito que melhorar, mas ao menos é um sinal concreto de mudança. E se não investirmos nessa meninada?

Bom, peguemos o exemplo da equipe de handebol masculino do Brasil, representado pelo colégio São José de Itajaí (SC), nessa referida competição internacional: com garotos medindo em média 1,80m (aos 12/14 anos), grande potencial técnico, altamente disciplinados e bem orientados, quando chegarem aos 17/18 anos eles desanimarão e muito deles abandonarão o esporte.

Ao contrário, um país que quer vir a ser potência olímpica precisa investir nessa meninada e na formação de treinadores. É possível transformar esses jovens atletas em grandes atletas olímpicos. De outro modo, aqueles que por um motivo ou por outro não seguirem em suas trajetórias esportivas, poderão fazer dessa experiência esportiva qualificada, um processo de oportunidade para construírem uma personalidade exemplar que repercutirá em qualquer setor de atuação pessoal e profissional.

Renato Miranda
é graduado em Educação Física (UFJF) e possui mestrado e doutorado em Psicologia do Esporte com especializações: Escola Superior de Esporte Alemã e Instituto de Cultura Física de Moscou
, prof. de Ed. Física da UFJF, Secretário de Esporte e Lazer da Prefeitura de Juiz de Fora.

Papai Noel existe?


 

por Ceres Araujo

“Figuras imaginárias enriquecem a vida da fantasia da criança. O Papai Noel por sua bondade incondicional, pois traz sempre presentes, ainda que espere comportamentos bons, pode constituir um modelo importante para a identidade da criança. É um modelo de amor ao próximo e de generosidade. A figura do Papai Noel transferida, mais tarde no desenvolvimento, para os pais, agregam valores muito positivos às figuras parentais” No que se refere ao Natal, existem tradições, contos e lendas que são transmitidos de geração em geração. O personagem Papai Noel foi inspirado em São Nicolau, que se acredita ter vivido no século IV. A lenda diz que ele era um homem muito rico e generoso, que distribuía anonimamente dinheiro entre os pobres e presentes para alegrar as crianças. Ele colocava moedas de ouro em um saco que era distribuído nas chaminés das casas.

São Nicolau foi se tornando um símbolo do Natal. Acredita-se que a festa de São Nicolau, 6 de dezembro, com sua tradição de presentear as crianças, foi lentamente sendo transferida para o dia 25 de dezembro. Muitos países do mundo mantém essa tradição.

Conta-se às crianças que o Papai Noel é um velhinho muito bondoso, que mora perto do Círculo Polar e é dono da mais fantástica fábrica de brinquedos do mundo. Ele dará um presente para as crianças que tiverem sido boas durante todo o ano. Para tanto, elas devem escrever, com boa antecedência, uma cartinha ou, nos tempos atuais, um e-mail para ele.

As crianças sonham e fantasiam com o trenó e as renas que devem trazer o Papai Noel e seus presentes. Encontram os “ajudantes” do Papai Noel nas ruas e nas lojas. Quando as crianças acordam no dia 25 de dezembro, esperam encontrar o presente tão desejado.

Apesar de todo o consumismo que pode ser reforçado, não existem muitas dúvidas de que esta lenda, por sua antiguidade e abrangência é importante na vida dos nossos filhos. Ela está estreitamente relacionada ao significado do Natal, à medida que traz uma mensagem de amor e solidariedade. As inúmeras fantasias, tecidas pelas crianças, estimulam a capacidade da imaginação, alimentam esperanças e, mais tarde, suscitam as dúvidas.

Papai Noel existe?

Aos três e quatro anos, Papai Noel tem existência literal para os pequenininhos. Ele vem do céu, carregado de presentes, no seu trenó puxado por renas e entra nas casas das pessoas, escondido na noite de Natal. Ele sabe de tudo o que aconteceu durante o ano, o que as crianças fizeram de bom e não de tão bom assim.

A partir dos cinco anos, começam as dúvidas. Agora, dona de um pensamento cada vez mais lógico, a criança começa a duvidar da história. O trenó voador, as renas aladas passam a pertencer progressivamente mais ao faz-de-conta que à realidade. Entre acreditar e não acreditar, as crianças passam para os seis e, às vezes, para os sete anos. Muitas não ousam expressar sua dúvida, para não se confrontarem com uma realidade que não desejam. Quando existem irmãos mais velhos, a não existência do Papai Noel pode ser notificada mais precocemente.

Poder-se-ia supor que frustração, tristeza ou raiva seriam experimentadas quando a criança descobre que Papai Noel não existe. Entretanto, isso não ocorre, pois a figura do Papai Noel tende a ser imediata e diretamente transferida para os pais, que agora encarnam essa imagem amorosa. Além disso, o filho, sabendo que o Papai Noel, de verdade são seus pais, se sente crescido e importante no seu crescimento, principalmente se tem irmãos menores que ainda acreditam, pois se tornam cúmplices de seus pais para a manutenção da lenda.

Figuras imaginárias enriquecem a vida da fantasia da criança. O Papai Noel por sua bondade incondicional, pois traz sempre presentes, ainda que espere comportamentos bons, pode constituir um modelo importante para a identidade da criança. É um modelo de amor ao próximo e de generosidade. A figura do Papai Noel transferida, mais tarde no desenvolvimento, para os pais, agregam valores muito positivos às figuras parentais.

Portanto, a criança gosta e muito de acreditar em Papai Noel e não se sente mal quando descobre que o bom velhinho de barba branca não existe. Ela percebe que mesmo o Papai Noel não existindo, o Natal existe e a bondade do Papai Noel para com as crianças continua existindo, exercida pelos próprios pais e adultos mais próximos.

Ceres Araujo
é psicóloga especializada em psicoterapia de crianças e adolescentes – Vya Estelar

Quatro estratégias para se tornar um atleta campeão – Parte II


por Renato Miranda

Em nosso último texto, tratamos sobre a problemática da participação de jovens no esporte competitivo e como os profissionais poderiam agir para que a atividade esportiva seja uma experiência rica e construtiva na formação dos jovens. Como reflexão, propus diretrizes para o comportamento e ações e avaliação para pensarmos sobre possíveis fatos da atualidade. Nesta segunda parte, complemento outras diretrizes e avaliações para a competição infanto-juvenil.

i) Provocar diversidade de estímulos competitivos

Jovens iniciantes em alguma modalidade esportiva e que se submetem aos treinamentos quase sempre diários, podem ter seu potencial esportivo facilitado quando se oportuniza diversificar suas funções no treinamento e competições. Por exemplo, um iniciante em futebol poderia atuar em diferentes posições e/ou desempenhar outras funções. Ou ainda modificar os ritmos de competições, como torneios de futebol com vários jogos de curta direção em um mesmo dia.
Avaliação: É possível adaptar diferentes competições e atuações individuais para jovens atletas, ou é de fato necessário reproduzir aquilo que atletas adultos fazem?

j) Vivenciar a competição como divertimento

Educar jovens atletas para a vida esportiva é prepará-los pacientemente a compreenderem que o esporte existe para fazer bem a alma das pessoas e, portanto, é uma atividade para divertir. Ao encarar a competição como algo divertido, os jovens terão oportunidade de usufruir o que há de melhor no movimento: ritmo, tensão, entusiasmo, ordem e mudança.

Avaliação: No ambiente competitivo de jovens é vivenciado o divertimento ou a tensão natural da competição é exacerbada por meio dos adultos, gerando ansiedade?

k) Criar o hábito da competição

Quanto mais o jovem competir em um ambiente favorável ao divertimento a tensão natural das disputas será elemento fundamental para seu amadurecimento emocional e sua harmonização perante o esporte e seus desafios. Segundo o filósofo Joham Huizinga, a tensão vivida por meio da competição é a própria magia do jogo, plena das duas qualidades mais nobres que o homem é capaz de perceber: o ritmo e a harmonia.

Avaliação: Os problemas de ordem psicofísica (ex. angústias e lesões) na competição esportiva são de fato oriundos da competição ou daqueles (todos os adultos participantes) envolvidos na liderança da competição juvenil?

l) Promover a participação de todos os atletas

No esporte para jovens em formação, independentemente da importância que se dá a vitória, é fundamental oportunizar a participação de todos nas competições. Garantir boas condições de aprendizagens e treinamentos e consequentemente rendimentos compatíveis é fundamental para que em condições normais, todos participem do processo competitivo.

Avaliação: Embora alguns esportes tenham regras que dificultem a participação de todos (ex.: futebol) é possível adaptar e promover a participação competitiva plena?

m) Incentivar a autosuperação e a autorealização

O esporte competitivo cria um dos ambientes mais favoráveis para que jovens vivenciem a percepção de auto-superação e autorrealização. Para tanto, é fundamental o aprendizado para definir limites próprios a fim de buscar constantemente o aprimoramento e a avaliação de seu desempenho considerando as metas pessoais.

Avaliação: Os esforços empregados nos treinamentos e competições pelos jovens atletas são coerentes com suas capacidades psicofísicas e suas metas pessoais e, portanto, têm consequências positivas?

Essas diretrizes não são panaceias para as demandas do esporte competitivo e suas consequências. No entanto, podem ser um caminho inicial para que possamos auxiliar jovens a conviverem melhor com as competições e os demais desafios do esporte.

Renato Miranda
é graduado em Educação Física (UFJF) e possui mestrado e doutorado em Psicologia do Esporte com especializações: Escola Superior de Esporte Alemã e Instituto de Cultura Física de Moscou
, prof. de Ed. Física da UFJF, Secretário de Esporte e Lazer da Prefeitura de Juiz de Fora.

Se beber não dirija se dirigir não beba


 

NOTICIAS: Quem pagou imposto sobre férias vendidas pode ser ressarcido


Por Priscyla Costa – Consultor Jurídico

O Superior Tribunal de Justiça há anos tem decidido que os 10 dias de férias que o trabalhador vende não devem ter Imposto de Renda deduzido. A Procuradoria-Geral da União já desistiu de recorrer desde 2002 desse tipo de ação. Mas só agora a Receita Federa adotou a regra de não exigir o imposto.

A Receita publicou no Diário Oficial da União da terça-feira (6/1) a chamada “Solução de Divergência número 1” de 2009, comunicando às suas unidades que recursos originários da venda de 10 dias de férias não devem gerar retenção de Imposto de Renda de Pessoa Física. Quem pagou o imposto sobre as férias vendidas nos últimos cinco anos pode buscar ressarcimento na Justiça.

Apesar de a Receita entender que esse rendimento seria passível de tributação, as decisões judiciais sempre reiteram a isenção do tributo nesses casos. Após muitas ações perdidas, a Receita decidiu editar a norma, para esclarecer qual postura deverá ser adotada pelas empresas.

A medida servirá para unificar o procedimento na Receita, já que, por não haver determinação expressa sobre a cobrança do IR na venda de férias, algumas empresas retiam recursos na fonte. Com a resolução, o que a Receita pretende é instruir suas unidades para que, ao serem consultadas pelas empresas, informem que não é necessário o recolhimento do imposto.

Quem entrar na Justiça tem direito de ser ressarcido do IR cobrado ilegalmente nos últimos cinco anos. O advogado Roberto Junqueira Ribeiro, sócio do Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados, explica que, para cobrar o ressarcimento na Justiça, o empregado tem de ingressar com uma ação de repetição de indébito na Justiça Federal.

De acordo com o advogado, a cobrança pode ser feita na via administrativa também. “A própria Receita já manifestou que aceitará o pedido de restituição. Por isso, a via judicial é desnecessária nesse momento”, afirma Ribeiro.

Procurada pela reportagem da revista Consultor Jurídico, a Receita Federal não quis se manifestar.

Fonte: www.conjur.com.br

Cuidados com o carro para ter uma viagem tranqüila


Tema:Off-Road
Autor: Redação 360 Graus
Data: 19/10/2009

Se manter o veículo em boas condições de rodagem na cidade é essencial para a segurança, esse cuidado se torna ainda mais importante na hora de sair de férias. “Checar os itens básicos do carro antes de pegar a estrada evita que imprevistos atrapalhem a sua viagem. Além de envolver percursos mais longos e com o veículo geralmente carregado, é comum o motorista enfrentar caminhos que não conhece e situações que exigem tanto dele quanto da máquina”, lembra Reinaldo Nascimbeni, da área de Serviço ao Cliente da Ford.

Fazer as revisões recomendadas no manual do proprietário é o primeiro passo. Mas o motorista também precisa estar atento para alguns pontos que devem ser inspecionados rotineiramente no veículo, seja no posto ou em casa, para detectar qualquer anomalia ou desgaste irregular que possa comprometer a sua eficiência e segurança, principalmente antes de seguir viagem.

Eis alguns itens que não devem ser esquecidos:

  • Cheque o nível de óleo do motor e os filtros de ar e de óleo, fazendo a troca se necessário. Verifique a água do radiador, com o motor frio, e também se as correias não estão desgastadas ou com excesso de folga.
  • Verifique se as velas estão limpas e com os cabos em bom estado.
  • Complete a água do reservatório do limpador de pára-brisa e verifique se o sistema não está entupido. Algumas gotas de detergente neutro podem ser adicionadas na água para remover oleosidade. Confira também se as palhetas estão gastas e precisam ser substituídas.
  • Verifique se há lâmpadas queimadas nos faróis, lanternas e sinalizadores para garantir a visibilidade noturna e também o estado dos fusíveis.
  • Calibre os pneus – sem esquecer do estepe – com a pressão recomendada no manual. Mas faça essa checagem com os pneus frios. Quando os pneus estão aquecidos, o ar dentro deles se expande e altera a medição. Verifique também o desgaste da banda de rodagem. Se a profundidade dos sulcos estiver abaixo de 1,6 milímetro, está na hora de trocar. Pneus “carecas” tendem a derrapar, principalmente em pista molhada, e aumentam o espaço necessário para a frenagem. Em toda troca ou rodízio de pneus, estes devem ser balanceados para evitar trepidações e desgaste irregular. Pelo mesmo motivo, faça o alinhamento da direção, principalmente se sentir a direção pesada ou puxando para um lado.
  • Ruídos acima do normal ao brecar o veículo, ou pedal baixo, indicam desgaste das pastilhas e lonas de freio. Faça a revisão desses componentes e também dos discos e do sistema hidráulico. O fluido de freio deve ser trocado a cada dois anos para evitar a contaminação por água, que danifica os componentes metálicos.
  • Teste também a condição da suspensão. Um modo simples de verificar se está na hora de trocar molas e amortecedores é empurrar os cantos do carro para baixo e soltar em seguida. A carroceria deve voltar à posição original e parar. Se balançar mais de duas vezes, o componente está gasto. Molas e amortecedores devem sempre ser trocados aos pares: os dois da frente ou os dois de trás.Comportamento seguro

    Tão importante quanto manter o carro em bom estado é o motorista adotar um comportamento seguro ao volante. Pesquisam mostram que a maioria dos acidentes nas rodovias é causada por falhas humanas. Por isso, lembre-se:

  • Use sempre o cinto de segurança e peça para os passageiros do banco de trás fazerem o mesmo.
  • Não ultrapasse a capacidade de carga permitida do veículo, nem obstrua a visão traseira e dos espelhos retrovisores com bagagem.
  • Manter os faróis baixos acesos, mesmo durante o dia, aumenta a visibilidade e é um fator adicional de segurança que ajuda a prevenir acidentes.
  • Em caso de neblina, use somente farol baixo, ou farol de neblina.
  • Não viaje com sono. Nesse caso, retarde a viagem e faça um repouso. Prefira alimentos leves antes e durante a viagem e faça uma parada a cada duas horas para relaxar.
  • Se for dirigir, não beba. O álcool reduz os reflexos e aumenta o risco de acidentes, além de acarretar multas severas para quem infringe a lei.
  • Mantenha uma distância segura dos veículos à frente e só ultrapasse nos locais permitidos, com boa visibilidade.
  • Redução do consumo de sal pela metade pode evitar mais de 4 milhões de mortes no mundo, indica estudo


    “A atual recomendação da Organização Mundial da Saúde é que o consumo diário de sal não exceda 5g por dia, mais ou menos uma colher das de chá” Um estudo recém-publicado pelo periódico British Medical Journal revela que uma redução de 5g no consumo diário de sal é capaz de diminuir o risco de acidente vascular cerebral em 23% e o de doenças cardiovasculares em 17%.

    Esse menor consumo de sal evitaria anualmente mais de um milhão de mortes por acidente vascular cerebral e três milhões por doenças cardiovasculares ao redor do mundo.

    Cerca de 50% dos casos de doença das coronárias e 60% dos acidentes vasculares cerebrais são secundários a altos níveis da pressão arterial, e a quantidade de sal na dieta responde por boa parte desses números. A atual recomendação da Organização Mundial da Saúde é que o consumo diário de sal não exceda 5g por dia, mais ou menos uma colher das de chá. Entretanto, o consumo supera esse limite na maior parte do globo, com uma média de 10g por dia na maioria dos países ocidentais, chegando a mais de 12g diários no Brasil e em países asiáticos e da Europa oriental.

    O principal problema do excesso de sal na alimentação é o aumento dos níveis da pressão arterial. Por outro lado, uma série de estudos tem demonstrado que o alto consumo de potássio é capaz de reduzir a pressão arterial. Esses estudos apontam que a redução do conteúdo de sódio a longo prazo e sua substituição por potássio é capaz de reduzir o risco de doenças cardiovasculares e essa já é uma recomendação dietética consensual.

    Uma dieta com pouco sódio e muito potássio é melhor do que aquela com a simples restrição de sódio. Para inserir mais potássio na dieta deve-se consumir frutas e verduras com fartura. Para reduzir o consumo de sódio, o primeiro passo é retirar o saleiro da mesa e lembrar que algumas ervas podem temperar a comida tão bem como o sal. Além disso, é fundamental evitar os alimentos salgados por natureza, como as conservas, o “fast food”, enlatados, carnes processadas e embutidos.

    Fonte: Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp

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