Archive for novembro, 2009

UIRAPURU É CAMPEÃO DO CAMPEONATO PIXOTE 2009


A equipe comandada por Julio Martins derrotou a equipe do Brasil Central e se sagrou o grande campeão do campeonato pixote 2009
Bem montada e preparada o time do Uirapuru simplesmente atropelou o time italiano do Brasil Central, que nada pode fazer a não ser aceitar a superioridade adversária  mesmo possuindo uma grande estrutura  o time italiano não suportou a pressão da equipe comandado pelo professor Julio. A festa foi toda tricolor (preto/azul e branco) PARABENS GAROTOS

“Quem canta de galo acaba crucificado na panela”

Meu carrinho de rolimã


Um carrinho de rolimã dava, quando eu era criança, a mesma emoção de sair com seu primeiro carro “zero” da concessionária. Meninas não entendem disso. Ou ao menos não entendiam. Lá no meu bairro as meninas só brincavam de casinha mesmo. Coisa boba.

Para se ter um carrinho de rolimã é preciso, antes, ter uma pista. Carrinhos de rolimã correm ladeira abaixo no asfalto, quando o asfalto ainda era bom. Portanto se você não tem ladeiras (seguras) e nem asfalto, desista. Você não vai ter um carrinho de rolimã.

Rolimãs são rolamentos de automóveis que, para automóveis, já não têm serventia, mas para nossos carrinhos funcionavam perfeitamente. Rolimã usada é uma sucata. Como naquela época não havia essa avidez louca por reciclar tudo, as rolimãs velhas eram jogadas numa caixa e por lá ficavam. Então jamais um dono de oficina mecânica seria capaz de negar rolimãs usadas para as crianças.

São duas rolimãs iguais para o eixo traseiro e uma maior para o eixo dianteiro. Fazer um carrinho de rolimã consiste em ter uma tábua de madeira de uns 90 cm por 30 cm. A gente usava as tábuas velhas de construção ou, como na época era barato, ia na marcenaria e comprava uma já na medida. Dependia da mesada da semana que, naquela época variava de acordo com o humor das mães.

Aí se precisava de um sarrafo bom, onde depois, com paciência e faca amolada ia se arredondando as pontas até se encaixarem bem justas nos buracos da rolimã. Dava um trabalho do cão. Mas a gente fazia com tanto entusiasmo que nem sentia. Depois era só pregar o eixo traseiro com as rolimãs bem apertadas, com pregos de qualidade ou até mesmo parafusos, e a parte de trás estava pronta.

Escrevendo assim parece fácil. Lendo mais fácil ainda. Mas era uma coisa penosa. Os pais não se envolviam nessas coisas, mesmo porque eles permitiam mas não estimulavam. Era mesmo perigoso. Hoje é quase um suicídio. Mas naquela época criança brincava na rua. As crianças foram encarceradas muitos anos depois. Mas isso é outra história.

Continuemos. Um carrinho de rolimã se dirige com os pés. Então, para que o sistema funcione, há que se decidir se vai ser uma roda grande no meio ou duas nas pontas, como no eixo traseiro. Essas não tinham graça, escorregavam demais, mas eram mais fáceis de fazer. Já a que tinha uma roda no centro, exigia mais equilíbrio, tinha mais estabilidade por ser maior (mas também era mais difícil de conseguir), e precisava de uma certa engenharia para construir.

A gente fazia um furo no meio da tábua, na frente, onde ia um parafuso mais grosso que a gente conseguia nas oficinas mecânicas também. Era onde se juntava a tábua ao eixo dianteiro. Mas para fixar uma roda só eram precisos dois suportes e um eixo. O eixo, quando dava sorte, era um pedaço de cabo de vassoura. Coisa simples. Se encaixava a rolimã ali e pronto. Mas, se ficasse folgado, tinha que procurar outras oficinas até achar uma rolimã adequada.

Depois de montado, se juntava tudo com o parafuso e íamos para as ladeiras apostar corrida. A coisa nao era amadora, não. Antes a gente colocava graxa e óleo nas rolimãs para que escorregassem mais e desse mais velocidade. Rolimã era de aço puro, rodando no asfalto, já dá para imaginar o barulho que fazia. Quando era corrida então, parecia “fórmula 1”.

Então um amigo dava um empurrão inicial e lá íamos nós. Como não havia curvas a gente fazia um zig-zag para dar a emoção necessária e quando chegava na esquina do cruzamento “perigoso” a gente pulava e pegava o carrinho com as mãos. Mas se perdia o equilíbrio, o carrinho escorregava, e gente se ralava inteiro, era cheio de emoções. Daí era subir a ladeira com o carrinho nas costas para dar o empurrão na vez do outro.

Hoje os automóveis no Brasil se contam aos milhões e os motoristas doidos também. Na nossa condição de criança, eles nos roubaram a rua onde brincávamos. Não se brinca mais na rua. Então substituiram o carrinho de rolimã pelo skate. Mas não tem comparação.

É a mesma coisa que comparar as pipas (ou papagaios) que fazíamos à mão, comprando papel impermeável, fazendo as varetas com bambus que íamos buscar no mato, etc, com essas coisas de plástico prontas que se vende por 1 real em qualquer praça. As crianças de hoje têm um divertimento só. O final. Colocar a pipa no ar ou andar no skate. Nós, talvez por falta de vídeo-game, tínhamos muitos divertimentos, como construir nossos brinquedos antes de brincarmos.

Me lembro de crianças “covardes”, que contavam com as habilidades do pai e conseguiam fazer carrinhos de rolimã super incrementados. Eram até pintados com tinta óleo e tudo. E a gente ficava admirando como se admira hoje uma Ferrari numa vitrine da importadora. Babando onde o rico vai por a bunda.

A vida é dinâmica e ficar aqui reclamando da extinção dos carrinhos de rolimã não leva a nada. Hoje essas crianças são capazes de fazer com as mãos coisas inimagináveis com um controle remoto de vídeo-game. E quando a gente diz que não dá conta de entender, olham com desdém e nos imaginam uns imbecis. “Aperta aqui que ele pula, aperta esse que ele chuta”, e assim por diante. Só que eles se limitam a comprar ou piratear (baixar da Internet) os jogos, quando a gente fazia o nosso brinquedo.

Se eles não viveram as nossas diversões, não podem saber se éramos mais felizes ou não. Eles vivem a felicidade de hoje e nelas se “amarram”. Se eu convidar uma criança para fazer um carrinho de rolimã é capaz de achar que eu bebi além da conta.

Mas tem um mistério que agora me vem à mente. Embora a gente andasse no meio da rua, no asfalto dedicado aos automóveis, nunca soube de um único caso de uma criança que tenha sido atropelada ou morta com um carrinho de rolimã.

Essa vida é mesmo cheia de mistérios.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito


A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito é uma igreja católica localizada em Cuiabá, capital do estado brasileiro de Mato Grosso.

A igreja é um dos marcos de fundação da cidade de Cuiabá, tendo sido construída em arquitetura de terra em torno de 1730, próximo às águas do córrego da Prainha, em cujas águas Miguel Sutil descobriu as minas de ouro que impulsionariam a colonização da região. Sua fachada, de grande simplicidade, é típica da arquitetura colonial brasileira e esconde a decoração barroca-rococó nos altares do interior, com rica talha dourada e prateada, única com esses detalhes no país. Construída inicialmente com a técnica da taipa de pilão, passou por várias reformas, incluindo uma que transformou sua fachada em neogótica, entre as décadas de 1920 e 1980, quando foi reformada e a arquitetura colonial resgatada. Tombada em 1975 pelo IPHAN, em 1987 pela Fundação Cultural de Mato Grosso e incluída no perímetro tombado do Centro Histórico de Cuiabá em 1993, é palco da Festa de São Benedito, mais longa festa religiosa do estado.

No pé da colina onde hoje está a igreja de Nossa Senhora do Rosário, à margem esquerda do córrego da Prainha, estava localizada a maior mina de ouro da região. Foi esta mina a origem da povoação de Cuiabá, que se deu à margem direita do córrego, em torno das jazidas.

Este local é mencionado em 1722 por José Barbosa de Sá, ao relatar a descoberta do ouro por índios que, a mando de Miguel Sutil, buscavam mel, no lugar chamado “tanque do Arnesto”, onde foi construída a capela de Nossa Senhora do Rosário. Ainda em 1722, Barbosa de Sá comenta sobre ” huma capellinha a San Benedito junto ao lugar chamado despois rua do cebo, que dahy a poucos annos cahio e não se levantou mais, erguida pelos negros. Não se sabe qual seria a localização da “rua do cebo”. Depois, a capela teria sido reerguida anexada à igreja de Nossa Senhora do Rosário, como aconteceu em várias regiões da América portuguesa.

O que aconteceu com as brincadeiras tradicionais?


Atualmente a famosa frase “Sai da rua menino!” precisa ser modificada para “Vai para rua menino!”. E sem exageros em muitas e muitas famílias, os filhos ficam dentro de casa, na frente do vídeo game ou do computador, sem se lembrar das demais brincadeiras tradicionais de sempre, o que por um lado é muito ruim, afinal de contas, as brincadeirinhas tradicionais estimulam na imaginação, e também proporcionam um contato maior com as crianças de diversas faixas etárias.

Hoje em dia ouvir falar de pular corda, soltar pipa, andar de bicicleta, brincar de bolinha de gude, ciranda cirandinha, pega-pega, esconde-esconde, amarelinha, cabra-cega, queimada, gato mia, enfim, é uma relíquia sem igual. Obviamente que lugar de crianças não é na rua, ou fora de casa todos os dias, mas precisa haver um equilíbrio.

Desta forma, as crianças estão se tornando cada vez mais fechadas, sem falar que a grande maioria são tomadas pela timidez por nunca terem contato pessoal com diferentes pessoas. Faça com que seu filho também dê valor para as antigas brincadeiras, pois é necessário, até mesmo para a saúde dela.

 

Atletas pra valer – Crianças com necessidades especiais


Em competições adaptadas às suas habilidades, crianças deficientes ganham destreza e independência

Da redação Crescer – Revista Crescer

Vencer é apenas um detalhe, quando a criança com deficiência entra na quadra de basquete, de tênis ou de futsal, na pista de patinação no gelo, na piscina ou nos campos de futebol. O importante é participar e superar limites a cada cesta, gol ou ponto, sentindo o gosto da vitória no corpo que se mostrou capaz. Daí o sucesso de iniciativas como as Olimpíadas Especiais, que envolvem, todos os anos, perto de 1 milhão de portadores de deficiência mental no mundo, em 23 esportes de inverno e verão. O Brasil desenvolve o programa há 12 anos e atende anualmente cerca de 18 mil atletas, em 13 modalidades esportivas. “Não são apenas competições. Temos um programa de treinamento, com a participação de quase 5 mil voluntários, voltado para a integração do deficiente na sociedade. O esporte gera autoconfiança para que ele enfrente e vença as barreiras sociais”, explica Vanilton Senatore, diretor executivo das Olimpíadas Especiais Brasil.

Ninguém fica de fora
A criança portadora de deficiência mental pode ingressar nas Olimpíadas Especiais Brasil a partir dos 8 anos de idade. Na fase inicial, ela participa de atividades recreativas, para se adaptar ao esporte. Começa a competir por volta dos 10 anos em modalidades individuais e, aos 15, está pronta para integrar um time e disputar jogos coletivos. As competições são organizadas de acordo com as habilidades dos atletas. “É o grande diferencial das Olimpíadas Especiais. Os grupos não são selecionados pelo rendimento no esporte. Todos participam das competições, não apenas os mais talentosos”, esclarece Vanilton Senatore. As crianças mais novinhas e os portadores de deficiência mental severa participam de disputas adaptadas. No atletismo, em uma prova de arremesso de peso, a bola de ferro pode ser substituída por uma mais leve, de beisebol. Se o jogo é em grupo, como futebol, e o atleta não tem condições de trabalhar em equipe, cria-se para ele uma prova individual na mesma modalidade. A criança dribla, chuta no gol e mostra como conduz a bola para uma equipe de árbitros avaliar sua habilidade. Não deixa de praticar o esporte de que tanto gosta, só porque é coletivo.

Medalha de ouro
As competições nacionais e mundiais das Olimpíadas Especiais acontecem a cada dois anos, alternando esportes de verão e inverno. Em 1997, no Canadá, na primeira participação do Brasil em patinação de velocidade sobre gelo, Luciana dos Santos, portadora da síndrome de Down, fez bonito. Levou a medalha de ouro nos 25 metros e a de bronze na prova de 50 metros. “Passei a ser mãe de uma atleta especial e não mais de uma deficiente mental”, orgulha-se Jandira Mansão dos Santos, que se tornou treinadora de patinação sobre rodas, estimulada pela vitória da filha, na época com 14 anos. Na volta do campeonato no Canadá, ela resolveu fazer um curso de Educação Física e criou a Companhia Artística Esportiva Luz (Cael), em São Bernardo do Campo (SP). Luciana diversificou as atividades esportivas: além de patinar, faz tênis, natação e ginástica rítmica.

Em cadeira de rodas
As crianças com deficiência física também demonstram sua garra no esporte. Em São Paulo, participam de dois projetos de basquete em cadeira de rodas: o Cesta de Três, pioneiro na atividade, criado há um ano e meio pela Associação Desportiva para Deficientes (ADD), e o Projeto Kids, mais recente. Escolas e empresas patrocinam as iniciativas, oferecendo espaço, transporte e bolsas de estudo para crianças de 6 a 16 anos. “O esporte é um grande convite ao deficiente para se integrar. Ele se fortalece de todas as formas, na reabilitação física e na convivência social”, afirma a psicóloga Eliane Assumpção, coordenadora de projetos infantis na ADD. Larissa Blasco Leme, 13 anos, paraplégica, descobriu isso no Cesta de Três. “Para quem anda, fazer uma cesta não é tão gratificante quanto para alguém que a faz sentado. É maravilhosa a sensação de ter conseguido vencer tantos obstáculos”, explica ela.

Olhos vendados
Nem mesmo o fato de não enxergar impede as crianças de ingressar no mundo esportivo. No Instituto Benjamin Constant (IBC), no Rio de Janeiro, elas fazem natação, tae kwon do, judô, atletismo, futsal e ginástica olímpica. Bolas com guizo no futsal e guias ligados ao atleta por uma corda na corrida são algumas das adaptações para a prática dos esportes. Mas há modalidades criadas especialmente para cegos e portadores de baixa visão, como o goalball, um jogo praticado com bola, em duas equipes, com todos os jogadores vendados. Assim, os que têm pouca visão não levam vantagem sobre os que não enxergam nada. A manha do esporte é perseguir a bola, que possui guizos, pelo som. E depois localizar a trave de nove metros de largura, bem maior do que as convencionais, para fazer o gol com as mãos. “O jogo, além de divertido, favorece a independência da criança, ao desenvolver sua orientação espacial”, diz a coordenadora de Educação Física do IBC, Soraia Izabel Corrêa Cabral.
Não importa a modalidade esportiva, a deficiência, os resultados. O exemplo dos atletas especiais mostra que eles já são vencedores ao aceitar o desafio de superar suas barreiras físicas e emocionais para enfrentar a vida em sociedade. Para eles, ganhar uma disputa é adquirir destreza, amigos, um relacionamento familiar mais saudável e se sentir parte integrante de uma comunidade.
Para praticar
Olimpíadas Especiais Brasil – 0800112571 – www.olimpiadasespeciais.com.br
Companhia Artística Esportiva Luz (Cael), São Bernardo do Campo (SP) – (11) 4367-2117
Associação Desportiva para Deficientes (ADD), São Paulo (SP) – (11) 3862-7143 – www.add.com.br
Instituto Benjamin Constant (IBC), Rio de Janeiro (RJ) -(21) 2543-1180 – www.ibcnet.org.br
Associação Brasileira de Desportos para Cegos (ABDC), São Paulo (SP) – (11) 6966-0022, www.abdcnet.com.br

Usar óculos é uma questão de saúde


Quanto mais jovem você é, maior é o dano que o sol pode causar aos seus olhos e à sua pele. Até aos 12 anos, as defesas naturais do nosso organismo ainda não estão completamente formadas, o que torna os óculos de sol ainda mais recomendados para crianças. Por isso, é particularmente importante proteger os olhos dos pequenos, que são mais sensíveis e permeáveis à luz.
Ficar muitas horas em exposição ao sol sem a proteção adequada pode aumentar as chances da criança desenvolver alguma doença ocular. A maioria dos pais ainda não tem o hábito de proteger os olhos de suas crianças durante passeios em parques, praias e clubes. Passar filtro solar já é um hábito bastante difundido, mas tão importante quanto proteger a pele é estender esse cuidado aos olhos.
A grande exposição aos raios solares poderá causar catarata ou outra doença degenerativa da visão, além de queimaduras de retina e córnea. Modelos infantis de óculos de sol estão cada vez acessíveis. Não é uma questão só de moda.Os óculos de sol não são um acessório, são imprescindíveis para evitar os efeitos nocivos da luz solar. Mas, cuidado! Não caia em tentação, não compre óculos de sol de vendedores ambulantes. Aparentemente iguais aos modelos originais, geralmente são bem mais baratos, mas escondem o grande mal que podem causar.
Se esses óculos oferecerem 100% de proteção contra os raios ultravioleta (UV), a saúde dos olhos estará garantida, qualquer nível de proteção abaixo disso, de nada vai adiantar. Por isso, recomenda-se adquirir os óculos em lojas especializadas, que garantem a procedência e a qualidade das lentes. No Brasil, existem marcas de óculos de sol que trabalham com lentes aprovadas pelo Inmetro, com 100% de proteção UV também na linha para crianças.
As crianças devem ser estimuladas a usar óculos desde os três anos de idade. Entretanto, é difícil fazer com que se adaptem ao acessório. Por isso, antes de comprar um par de óculos de sol para a criança é preciso levar em consideração o seu perfil. A criança tem que gostar dos óculos para poder usá-los.

Dê preferência aos modelos que conjugam o bom gosto e a funcionalidade para que a criança fique com um visual legal e uma visão perfeita.E o mais importante: a saúde dos olhos estará garantida.

Fonte: Opticanet

Escoliose acontece mais na fase do estirão: puberdade e adolescência


por Juliana Prestes Mancuso

A nossa coluna vertebral é formada por 33 vértebras (ossos) dispostas umas sobre as outras, formando curvaturas (concavidade ou convexidade) próprias ao longo do corpo.

Ela pode ser dividida em quatro regiões distintas: lordose cervical (7 vértebras), cifose torácica (12), lordose lombar (5) e cifose sacrococcígea (5 vértebras fundidas, que formam o sacro; e mais 4 vértebras fundidas, que formam o cóccix.

Entre as vértebras (região cervical até lombar), temos os discos intervertebrais, responsáveis por parte do amortecimento do impacto que nosso corpo é submetido diariamente.

A coluna vertebral é a base estrutural do nosso corpo, ela nos sustenta mantendo o controle postural ereto. A coluna possui curvaturas fisiológicas delineadas na infância, a partir das necessidades básicas dos seres humanos. Ou seja, ao nascer a coluna é reta e possui uma curvatura cifótica, seria um “C” se olhada de perfil.

À medida que a criança começa a engatilhar necessita elevar a cabeça, criando a curvatura fisiológica chamada lordose cervical; quando começa a andar necessita de apoio dos quadris para centralizar seu centro gravitacional e equilíbrio, criando assim a curvatura fisiológica chamada lordose lombar.

 

Na adolescência, com a puberdade e fase do estirão, a curvatura cifótica torácica pode se acentuar seja por “vergonha” do corpo em formação ou por má postura. Essa curvatura pode se acentuar gerando uma patologia chamada de hipercifose ou corcunda. Se esses desvios posturais forem laterais teremos a escoliose.

 

Antigamente, acreditava-se que a escoliose era somente um desvio lateral da coluna, chamada pelos leigos de “coluna torta”. Atualmente a definição correta é a de que a escoliose (patologia), é um desvio tridimensional da coluna vertebral. Ou seja, a coluna desvia-se nos três planos do espaço. Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas também para frente/trás e em volta de seu próprio eixo.

Em cerca de 70% dos casos, nenhuma causa é encontrada. Esse tipo de escoliose é chamada de idiopática. As escolioses idiopáticas acometem cerca de oito vezes mais as meninas que os meninos, mas não há uma causa específica para isso.

Escoliose e estirão

A escoliose pode aparecer em qualquer idade, mas é durante os estirões que temos as maiores possibilidades de que ela apareça e por isso devemos redobrar nossa atenção em relação a ela nessa fase. É fundamental que ela seja diagnosticada o mais breve possível.

Podemos falar em boas chances de correção para as chamadas posturas escolióticas (causadoras de escoliose), como por exemplo sentar-se em uma cadeira apoiando-se no braço esquerdo formando um arco em “C” à direita que se corrige quando retorna-se ao centro.

Para as escolioses que evoluem pela idade ou por alguma patologia neurológica associada, tudo dependerá da “agressividade” da mesma. Ou seja, com qual angulação ela foi descoberta, quanto você ainda tem para crescer e uma série de outros fatores que só um especialista poderá dizer.

Atualmente, mesmo com toda a melhora dos tratamentos fisioterápicos e ortopédicos, o mais sensato que podemos dizer é que devemos tentar “bloquear” a evolução da escoliose. Na idade adulta, a escoliose pode tornar-se dolorosa, mesmo que as chances de piora da angulação sejam diminuídas.

A fisioterapia possui vários métodos específicos para tratar a escoliose: RPG, *cinesioterapia, **osteopatia, ***quiropraxia, ****reprogramação mioarticular, Pilates entre outros.

No caso de uma escoliose evolutiva, diagnosticada precocemente, são três os recursos existentes: fisioterapia, colete e cirurgia. Evidentemente, esses recursos estão dispostos em ordem de gravidade. Só se opera uma criança quando todos os outros tipos de tratamento falham e a escoliose continua a evoluir.

O Método Pilates ajuda a melhorar as posturas escolióticas, uma vez que seu princípio é justamente o alinhamento postural.

No adulto, devido a sua estruturação madura da coluna vertebral são necessários vários cuidados, não só a fisioterapia, mas também disciplina e a prática regular de exercícios e uma boa postura para se conseguir um sucesso no tratamento.

* Cinesioterapia: terapia pelo movimento

** Osteopatia: ciência terapêutica baseada na biomecânica de corpo

*** Reprogramação mioarticular: reprogramação terapêutica músculo-articular

**** Quiropraxia: tratamento de problemas do sistema músculo-esquelético

Juliana Prestes Mancuso
é fisioterapeuta

Consumo moderado de chocolate amargo reduz nível de estresse; indica estudo


Da redação Vya Estelar – Caminhos para o bem-estar integral (informações sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida)

 

A boa notícia é que muitos estudos revelaram efeitos positivos do chocolate amargo mesmo em baixas doses, como um a dois quadradinhos por dia” Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico científico Journal of Proteome Research demonstra que o chocolate amargo reduz os níveis dos hormônios do estresse (ex: corticoide, adrenalina) em indivíduos que se sentem muito estressados.

Os voluntários do estudo consumiram 40g diários de chocolate com teor de cacau de 74% por duas semanas.

E por que o chocolate tem esse poder de reduzir o estresse?

O chocolate, especialmente o amargo, tem propriedades que fazem nosso cérebro apaixonar-se facilmente por ele. É um alimento com alto teor de carboidrato e gordura, com grande poder de estimular nossos centros cerebrais relacionados ao prazer e à sensação de nos sentirmos recompensados. Contém ainda farta concentração de substâncias chamadas de aminas biogênicas (ex: teobromina, feniletilamina, cafeína e tiramina), que também têm alto poder de estimular nossos centros de recompensa, assim como a liberação de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e endorfina.

O chocolate possui outras substâncias que podem estar associadas ao prazer: triptofano que é precursor do neurotransmissor serotonina e a anandamida que se liga aos mesmos receptores em que a maconha exerce seus efeitos no cérebro. O chocolate ainda faz com que a anandamida produzida pelo nosso próprio cérebro tenha efeito mais duradouro.

Mas os efeitos vão muito além do prazer e da redução do estresse. Sabemos hoje que o consumo de chocolate amargo promove uma série de outros efeitos benéficos ao nosso corpo pelo seu alto teor de flavonoides, as mesmas substâncias que fazem a boa fama dos chás, frutas e verduras.

Entre os inúmeros bons efeitos já descritos temos:

1) aumento dos níveis de óxido nítrico, considerado um dos principais combustíveis para a saúde dos nossos vasos sanguíneos;

2) redução da agregação das plaquetas, ação que é igual à da aspirina;

3) aumento dos níveis do HDL – nosso colesterol bom – entre outras ações antioxidantes;

4) redução de marcadores de inflamação – lembrando que aterosclerose é igual a inflamação;

5) redução da resistência à insulina, facilitando sua ação nas células;

6) aumento do fluxo sanguíneo periférico (nos membros) e nas artérias do coração;

7) redução da pressão arterial;

8) aumento do fluxo sanguíneo cerebral e/ou atividade neuronal durante uma tarefa cognitiva. E os efeitos chegam até à pele, com aumento de sua microcirculação sanguínea e maior nível de fotoproteção.

Vale lembrar que não é fácil adaptar 50-100g de chocolate diários em nosso cardápio devido ao seu alto valor calórico. A boa notícia é que muitos estudos revelaram efeitos positivos do chocolate amargo mesmo em baixas doses, como um a dois quadradinhos por dia.

Qual a importância de fazer alongamentos?


Por Vila Equilibrio – atividade física/saúde

É de extrema importância, fazer alongamentos antes e depois das atividades físicas. Os alongamentos aumentam ou mantêm a flexibilidade dos músculos, preparando-os e “aquecendo-os” antes da atividade física e eliminam a tensão, depois dos exercícios.

São especialmente importantes no caso de pessoas que correm, andam de bicicleta, nadam, jogam tênis, jogam futebol ou fazem outros exercícios desgastantes, pois atividades como estas promovem tensões e inflexibilidade.

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Além disso, os alongamentos evitam muitas lesões, como distensões, inflamações etc

No começo, principalmente se você é sedentário, alongar não é fácil, pois há uma grande dificuldade e dor durante os exercícios. Depois de um tempo, quando você estiver fazendo alongamentos de forma regular, os movimentos se tornarão mais fáceis e gostosos.

Efeitos do alongamento

•Redução de tensões musculares;
•Relaxamento;
•Benefícios para a coordenação, pois os movimentos se tornam mais soltos e fáceis;
•Aumento do arco de maleabilidade;
•Prevenção de lesões;
•Facilita atividades de desgaste como, por exemplo, corrida, tênis, natação, ciclismo etc;
•Desenvolve a consciência corporal, à medida que a pessoa focaliza a parte do corpo que esta sendo alongada;
•Ativa a circulação;
•Ajuda no aquecimento, à medida que eleva a temperatura do corpo;
•Ajuda a liberar os movimentos bloqueados por tensões emocionais.

Os alongamentos podem ser realizados toda vez que você sentir vontade. No trabalho, no carro, assistindo TV. Podemos e devemos nos alongar de manhã, antes de começar o dia, no final do dia para aliviar as tensões acumuladas, depois de ficar sentado ou em pé muito tempo e principalmente antes e depois de atividades físicas.

Todas as pessoas podem aprender a fazer alongamentos independentes da idade e do condicionamento físico. É gostoso fazer alongamentos quando se procede de forma correta, respeitando a sua estrutura muscular, sua flexibilidade e seus limites pessoais.

A regularidade e o relaxamento são os fatores mais importantes para o alongamento, que deve ser feito lentamente e sem tensionamento. Nada de balanceios, pois estes enrijecem o músculo que você esta tentando alongar. Assuma uma posição confortável e sustente-a, relaxando o músculo. Permaneça nesta posição de 10 a 30 segundos. Não segure a respiração, mantenha-se respirando de forma lenta e controlada. O alongamento é tão importante em nossa vida tal como o proprio exercicio fisico, ambos se completam.

 

7 alimentos que prolongam a vida


Fórmula da juventude pode ser servida à mesa. Com benefícios comprovados, estes poderosos nutrientes vão ajudá-la a melhorar a saúde e redobrar a disposição e o bem-estar. Bom apetite!

Por Marcia Di Domenico, com fotos de Carlos Cubi
Revista Claudia

1. TOMATE FORTALECE A MEMÓRIA

tomate

Já se sabe que ele é rico em licopeno, antioxidante que previne o câncer e impede a formação do mau colesterol. Mas um estudo recente, da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, comprovou que o tomate também é fonte de ácido ferúlico, que preserva os neurônios da degeneração provocada pelo stress oxidativo, protegendo contra os males de Alzheimer, de Parkinson e a demência senil. “Duas unidades por dia são suficientes para retardar o aparecimento dessas doenças em quem apresenta predisposição genética a elas”, diz o endocrinologista Wilmar Accursio, presidente da Sociedade Brasileira de Antienvelhecimento. Como o fruto é um dos alimentos que mais retêm agrotóxicos em sua casca, prefira os orgânicos.

2. ALHO AUMENTA A IMUNIDADE

alho

Rico em componentes que ativam o sistema imunológico e combatem vírus, bactérias e fungos que causam infecções, o alho pode agir como coadjuvante no tratamento de resfriados, gripes e aftas, por exemplo. “Além disso, graças aos compostos fitoquímicos (alicina e ajoeno), o alimento ajuda a baixar os níveis de açúcar no sangue e tem ação antioxidante importante no controle do câncer”, afirma o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo. Seus compostos ainda inibem a produção do mau colesterol e impedem a arteriosclerose – o espessamento da parede das artérias causado pelo depósito de gorduras. Para colher os benefícios, o médico sugere a ingestão diária de 600 a 900 miligramas de alho cru amassado (um dente grande ou dois pequenos).

3. FRUTAS VERMELHAS PROTEGEM CONTRA O CANCÊR

morango

Amora, framboesa e morango contêm ácido elágico, que evita o envelhecimento precoce das células e a formação de tumores, segundo pesquisa da Universidade de Brasília publicada em 2006. Além disso, essas frutas têm flavonóides, com propriedades antiinflamatórias, antialérgicas e anticancerígenas. Nesse grupo, Jocelem Salgado, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais, destaca o mirtilo, que ajuda a reverter o declínio das funções cerebrais e previne cataratas e glaucoma. A nutricionista Vanderlí Marchiori, de São Paulo, sugere o consumo diário de duas taças com um mix de frutas vermelhas (de preferência, orgânicas), um copo de suco (vale usar frutas congeladas) ou duas xícaras de chá feito com as folhas.

4. CASTANHA-DO-PARÁ RETARDA O ENVELHECIMENTO

castanha

Ela é fonte de vitamina E e selênio, que colaboram para frear a produção de radicais livres, desacelerar o envelhecimento e reduzir o risco de doenças do coração. O mineral, ingerido em doses recomendadas (entre 55 e 70 gramas por dia), evita a propagação do câncer, atua no equilíbrio do hormônio da glândula tireóide e fortalece a imunidade. Um estudo conduzido por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e professores da Universidade Federal do Acre comprovou a eficácia da castanha e de alimentos enriquecidos com farinha de castanha-do-pará na recuperação de crianças desnutridas na Amazônia. “Uma unidade por dia é capaz de suprir as necessidades diárias de selênio”, diz Vanderlí Marchiori.

5. MAÇÃ ACALMA O ORGANISMO

maça

O que não faltam são razões para consumir a fruta, de preferência com casca e tudo. Uma unidade contém 85% de água em sua composição e 5 gramas de fibras solúveis e insolúveis, o que significa entre 15 e 20% da dose diária indicada para que o organismo funcione bem. Mas o poder maior da fruta está na quercitina, fitonutriente que reduz os riscos de desenvolver doenças cerebrovasculares e câncer no estômago, fígado e pulmão, principalmente. Cientistas do Núcleo de Pesquisa em Alimentos Funcionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul descobriram ainda que as pessoas que comem pelo menos cinco maçãs por semana respiram e dormem melhor e apresentam menos probabilidade de ter problemas na garganta.

6. LINHAÇA CONTROLA A OSCILAÇÃO HORMONAL

linhaça

O alimento é extremamente rico em ácidos graxos ômega 3, baixa o colesterol ruim e a taxa de triglicérides. Estudos recentes atribuem à linhaça propriedades que ajudam a controlar os hormônios. Ela amenizaria os efeitos da TPM e os fogachos da menopausa. “Além disso, a semente é um alimento biogênico, ou seja, é capaz de guardar informações genéticas para a formação de novos seres e, portanto, também funciona como um revitalizante poderoso das funções físicas e mentais”, diz a química Conceição Trucom, autora do livro A Importância da Linhaça na Saúde (editora Alaúde). Ela recomenda ingerir uma colher de sopa da semente por dia, polvilhada sobre saladas ou iogurtes ou misturada a pães e bolos.

7. IOGURTE PREVINE DOENÇAS

iorgute

O valor desse alimento está nos 6 milhões de bactérias probióticas por mililitro. “Além de equilibrar a flora intestinal, elas auxiliam no trabalho de absorção dos nutrientes”, diz a endocrinologista Alessandra Rascovski, de São Paulo. No livro A Dieta Perricone – Aprenda a Perder Peso e Cuidar da Pele e da Saúde ao Mesmo Tempo (editora Campus), o dermatologista americano destaca que o consumo regular de alimentos probióticos previne infecções causadas por fungos, melhora a imunidade, controla o colesterol e reduz o risco de câncer. Um copo de iogurte por dia já traz todos esses benefícios desde que não tenha corantes, conservantes, espessantes nem adição de açúcar – tudo isso pode atrapalhar a sobrevivência das bactérias no organismo.

 

 

 

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