Archive for agosto, 2009

Por que e como ensinar ética aos filhos


Por Ceres Araújo

Vivemos em uma época tão rica em tecnologia e tão pobre em ética. Estamos criando “super bebês” e “super crianças”, nascidas na era digital, precoces no seu desenvolvimento, ávidas de novidades, ligadas a muitos estímulos ao mesmo tempo e também capazes de muitas ações simultaneamente. Nossos filhos têm seus cérebros formatados pelas ricas experiências que estão vivendo, pois o cérebro é uso dependente. Ou seja, é uso dependente no sentido de que as redes neuronais se formam em função das experiências de vida. Assim é vivendo a vida, é processando estímulos repetidamente que as cadeias neuronais vão se fixando. Isso em todas as idades.

Nesse sentido, eles são muito diferentes de seus pais e de seus avós e bisavós. Cumpre incluir esses últimos, pois a idade média de vida tende a aumentar e o convívio, entre quatro gerações, passa a ser algo freqüente. As diferenças na forma de viver a vida são progressivamente cada vez mais marcantes.

Entretanto, princípios, normas e regras de conduta sempre foram e continuarão a ser o que distingue a humanidade no ser humano e continuarão imprescindíveis para sempre. Ética e moral são adquiridas e não inatas, são próprias do homem que cria uma natureza moral sobre a sua natureza instintiva. Uma pessoa só é ética quando se orienta por princípios e convicções.

É função inalienável dos pais transmitirem uma conduta ética a seus filhos. Ética é uma matéria que faz parte do aprendizado de vida, no qual os pais devem ser os melhores professores.

Então, como se ensina ética? Ensina-se aquilo que se tem e aquilo que se é. O que vai ser transmitido para os filhos não é o que se origina de um discurso verbal, mas sim o que se é e como se age. Sabe-se que a criança é um perfeito sensor para captar o que se passa na mente dos pais.

A colocação dos limites adequados às atuações da criança é uma das formas importantes para se ensinar conduta ética. O “não” é um organizador fundamental da vida psíquica e necessário para que a criança se desenvolva. Receber “não” significa ter que lidar com frustração, adiar satisfação de necessidade e entreter tensão interna. Além disso, esse mesmo “não”, serve também para que a criança aprenda, por insistir no seu intento, alternativas inteligentes e aceitáveis para obter o que ela deseja. Aprende, assim, a controlar impulso, a regular as emoções, a desenvolver inteligência e o respeito pelo outro.

Como a psicologia vem demonstrando, em inúmeros artigos publicados, limites fazem bem e são fundamentais para que o ser humano cresça forte e feliz. Uma criança, que vive sem os limites adequados, não se transforma em um homem íntegro e livre como se acreditou, ingenuamente, décadas atrás. Ao contrário, se transforma em alguém inconsistente, desorientado e dependente. Por quê?

Por que a criança que apenas recebe sim, não precisa fazer confrontos, não precisa exercitar sua inteligência para buscar alternativas para conseguir o que quer, não precisa lutar para convencer os pais de que ela está certa. Tudo é possível a priori e isso a faz fraca, muitas vezes uma tirana em casa e uma covarde fora de casa, pois não teve chance de verdadeiramente lutar pelo que queria e que foi impedido. O confronto com os pais prepara a criança para os confrontos da vida. A criança enfrenta os pais para conquistar autonomia. Essa batalha precisa ser gloriosa, logo os pais têm que ser fortes, senão não tem valor a luta. Primeiro com birras (onde tem que perder para os pais) depois com argumentações (onde pode ganhar muitas vezes). A criança e o adolescente vão lutando para se afirmarem, para ganharem autonomia. Quem não passa por isso, não sabe o que quer e fica dependente da posição, da colocação do outro ou para se submeter ou para fazer o contrário, por não ter desenvolvido referênciais próprios.

Nascida ligada ao mundo dos instintos e impulsos, a criança precisa aprender a transformar impulsos em afetos discriminados e essa é uma tarefa que perdura durante toda a infância e mesmo durante a adolescência. Gostar, amar, querer, ser gentil, generoso e tolerante co-existem ao lado de odiar, detestar, ter inveja, ciúmes, etc.. Porque não se trata de pregar a velha ética, na qual se exigia que o homem devesse ser bom, nobre e sempre ativo e disponível a servir, seguindo os valores éticos de piedade, fidelidade, coragem e racionalidade. O ideal da velha ética era a perfeição e todos os componentes negativos do ser humano deveriam ser reprimidos e suprimidos. A ética segue o processo histórico e a nova ética é a do homem contemporâneo, que se confronta com a pluralidade de sua natureza e reconhece seus atributos positivos e negativos, suas qualidades e suas limitações e que muitas vezes se vê inseguro quanto a seus valores.

É justamente pela integração do lado primitivo da sua natureza que o ser humano ganha tolerância e o sentimentos de pertencer à sua espécie, solidariedade e responsabilidade coletiva. Respeito pelo outro e respeito a si mesmo são condições determinantes para um comportamento ético.

Assim, não se trata de ensinar ao filho ser sempre o “bonzinho”, pois se corre o risco de ser o bobo, mas se trata de ensiná-lo a assumir a responsabilidade por suas ações, desde os primeiros tempos de vida. Trata-se de ensiná-lo que os limites de seu próprio espaço terminam ao começar o espaço do outro. Também, como mãe ou pai, dar um exemplo de autonomia e liberdade interna para fazer escolhas. Escolhas, não para ganhar amanhã, mas que dêem sentido ao hoje.

O mundo e o nosso país precisam de famílias, onde os pais ensinem às suas “super crianças” que os bens de consumo, a liberdade individual e a própria felicidade se conquistam com condutas éticas e não tentando levar vantagem em tudo, para que no futuro não aceitem, por exemplo, a corrupção como um meio justificado por um fim.

Atletas que se divertem ao competir têm melhor rendimento


“Não é o fato isolado de se divertir que faz Ulsain Bolt um grande campeão. No entanto é isso, o divertimento, que lhe proporciona satisfação em treinar cada vez mais e melhor, para expandir seu potencial físico e psicológico. Possivelmente é esse o diferencial de rendimento entre aqueles que são talentosos. Ou seja, quando muitos percebem tensões e aflições outros percebem alegria e divertimento” Tempos atrás, em 2007, escrevi aqui mesmo no Vya Estelar sobre a finalidade maior do esporte competitivo em qualquer nível (da iniciação ao alto rendimento – clique aqui). Naquela oportunidade dizia que o maior valor do esporte competitivo está no divertimento.

por Renato Miranda
A competição esportiva afinal existe para preencher uma lacuna de lazer em nossas vidas, para fazer bem às pessoas e tornar o mundo um pouco mais alegre, assim como as artes plásticas, a fotografia, o cinema, o teatro e a música.

Muitas pessoas me questionam como isso é possível, já que ao se tratar da competição de alto rendimento, portanto profissional, as tensões, preocupações, treinamentos e disputas árduas e tudo o mais que envolve esse ambiente tornam difícil à suposição de divertimento nas atividades desses atletas.

No entanto, a história esportiva nos mostra que grandes campeões em diversas modalidades, de tempos em tempos, mesmo sobre forte pressão e desgaste, falam sobre a alegria e o divertimento em competir. Especulo que a base de tudo isso está, desde a iniciação esportiva, em aceitar o esporte como uma possibilidade que repercute não apenas a vitória em si ou a expectativa de alguém se tornar um atleta profissional, mas no sucesso de utilizá-lo para a formação de um adulto saudável, otimista, ético, sociável e modelo de cidadão. Nota-se, porém, que por trás de tudo isso, exige-se orientação de qualidade a respeito de treinamento e de competição que podem e devem ser oferecidos aos desportistas iniciantes.

Não obstante, é fato que em toda atividade, profissional ou não, a característica física, psíquica e ambiental influencia o comportamento do indivíduo e também sua adaptação frente à experiência em questão. Em outras palavras, para usufruir do divertimento que o esporte competitivo (e aqui do alto rendimento especialmente) é necessário que haja uma compatibilidade psicofísica do atleta com a experiência vivenciada, no caso a competição de alto rendimento.

Isso quer dizer, capacidade emocional e cognitiva de se adaptar frente às demandas estressantes de treinos, competições, viagens extenuantes, convívio com a mídia (exposição e avaliação pública do atleta), resistência e força psicofísica geral (desde compleição músculoesquelética à capacidade de resistência psíquica frente aos diversos estressores) e adaptação do organismo às exigências do esporte e outros. Ao observarmos as outras atividades humanas de excelência, avaliaremos que o mesmo pensar é válido, em resumo é aquilo que se convencionou chamar de talento.

Recentemente no campeonato mundial de atletismo em Berlim, na Alemanha, o atleta jamaicano Ulsain Bolt, recordista mundial dos 100 e 200 metros (único até hoje a conseguir essa façanha em um campeonato mundial), deu várias declarações afirmando sua alegria em divertir-se nas pistas de atletismo pelo mundo. Ao mesmo tempo em que ele mesmo dizia sobre sua extenuante rotina de treinamentos e competições desde a infância.

Alguns especialistas falaram com muito propósito sobre como as características físicas e psicológicas de Ulsain Bolt combinam com as provas que ele disputa no atletismo. Ressalto, porém, a importância da avaliação de divertimento que o mesmo tem do esporte.

Não é o fato isolado de se divertir que faz Ulsain Bolt um grande campeão. No entanto é isso, o divertimento, que lhe proporciona satisfação em treinar cada vez mais e melhor, para expandir seu potencial físico e psicológico. Possivelmente é esse o diferencial de rendimento entre aqueles que são talentosos. Ou seja, quando muitos percebem tensões e aflições outros percebem alegria e divertimento.

Repito novamente que esporte competitivo pode proporcionar valores positivos ou negativos aos jovens, entre eles, honestidade, confiança, espiritualidade, desonestidade, desrespeito, e opressão. Todos esses valores estão lado a lado no esporte, cabe aos adultos mostrarem e exemplificarem aos jovens qual a melhor escolha. O divertimento é consequência dos valores positivos e isso Ulsain Bolt comprova em sua vida esportiva.

Espero que eu esteja certo e nenhuma atitude ilícita de Bolt faça que eu perca um bom exemplo de ludicidade no esporte!

Formando bons leitores


Por Michelle Maneira

A formação de bons leitores não é só papel da escola. Ao contrário do que muitos pensam o interesse pelos livros começa desde a barriga, através de bons hábitos familiares.

Diversas pesquisas apontam a importância das mães conversarem com seus bebês ainda na barriga, e por que não, ler a eles bons livros?

Tive o privilégio de experimentar essa doce loucura com meu primeiro filho, hoje com sete anos, comprovadamente, um leitor e tanto, adora livros, de todos os tipos e hoje me ajuda a incentivar o pequeno, com oito meses, que adora ouvir as histórias do irmão e manusear livros.

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Isso mesmo existe livros apropriados para todas as idades, inclusive para bebês: livros de plástico para o banho, de pano, de papelão bem grosso e resistente, sempre bem coloridos e chamativos.

Crie o hábito de ler com seus filhos, presenteá-lo com livros (vale também para os sobrinhos e amiguinhos), levá-los a livrarias, contadores de histórias, deixar manusear livros, e quando eles começarem a ler, faça leituras conjuntas de gibis, onde cada um é um dos personagens, as frases são curtas e as ilustrações atraentes.

Leia livros maiores por capítulos, até que eles adquiram autonomia e hábito de leitura individual. O benefício é para todos, e a cultura do país agradece aos pais conscientes!

Michelle Maneira é pedagoga, com pós-graduação em psicopedagogia e especialização em tecnologias educacionais, professora de educação infantil da rede pública.

Nosso Velho Dutrinha


Dutrinhapor Mauro Vallim

Estadio: Presidente Eurico Gaspar Dutra (Dutrinha)

 fundação: 1952

 História:

“Com a construção das instalações do Liceu Cuiabano em 1944, inviabilizou as disputas dos campeonatos ali realizados pelas dificuldades que os desportistas encontravam em utilizar o ‘Estádio do Colégio Estadual”, como então se denominava o Liceu Cuiabano. O impasse criado despertou nos desportistas o interesse da necessidade da construção de um novo estádio, que seria o Estádio Presidente Dutra.

A doação do terreno situado à Rua Joaquim Murtinho – Praça Benjamin Constant, com uma área de 25.650m2 para construção do novo estádio, foi feita pela Prefeitura Municipal de Cuiabá, através do Prefeito Leonel Hugneney à Federação Matogrossense de Desportos (FMD), ao Dr.José Monteiro de Figueiredo, presidente da entidade, no dia 02 de fevereiro de 1950.

Para o jornalista Daubian (Jornal Estado de Mato Grosso 31/01/1952), “a iniciativa da construção do Estádio Presidente Dutra, deve-se aos abnegados desportistas álvaro Miguéis, então presidente da FMD e Lenine de Campos Póvoas, que iniciaram a construção do muro do futuro maracanã cuiabano, denominação dada na época, face à recente construção do Estádio do Maracanã no Rio de Janeiro para a realização Copa do Mundo de 1950.”

Destaca ainda o jornalista que: “com a sucessão na FMD do presidente álvaro Miguéis, pelo Dr. José Monteiro de Figueiredo, este consegue por intermédio do deputado federal de Mato Grosso, Dr. João Ponce de Arruda, junto ao General Eurico Gaspar Dutra, então Presidente da República na época, um recurso de Um Milhão de Cruzeiros para a conclusão das obras do referido estádio.” Afirma ainda que: “em substituição ao Dr. José Monteiro de Figueiredo, na presidência da entidade, assume o Prof. Lenine de Campos Povoas, dando continuidade ao trabalho desenvolvido pelo seu antecessor, finalizando, portanto, as obras de construção do considerado na época o maior estádio de futebol do oeste brasileiro”.

Com relação a sua inauguração, existem relatos que o Presidente Dutra esteve em Cuiabá em 1952, para a inauguração do Estádio e constatando que o imóvel não fora construído conforme previsto no projeto, um Mini-Maracanã, recusou-se a inaugurá-lo, retornando imediatamente para o Rio de Janeiro, a capital brasileira.

Com a construção do Estádio presidente Dutra em 1952, os campeonatos passam a ser disputado no referido estádio.

O Estádio Presidente Dutra foi declarado “Tombado como Patrimônio Histórico de Cuiabá-Mt”, pela Lei Municipal 2.761 de 25/05/1990, de autoria de vereador Emanuel Pinheiro, como forma de preservá-lo.

Com a escolha de Cuiabá  umas das cidades sub-sedes da copa de 2014 o estadio Governador Jose Fragelli (Verdão) será interditado para as devidas reformas e consequentemente os jogos passarão a ser realizado no velho Dutrinha (Estadio Presidente Eurico Gaspar Dutra), virando a unica opção para os clubes da Baixada nos próximos cinco anos, porém para que ocorram os jogos no Dutrinha o estadio teria que passar por reformas, para isso precisaria que o tombamento fosse revertido, e foi. O Governo chegou a prometer reformas ao velho estadio, mas inexplicavelmente, o projeto enconmendado pelo senhor secretário estadual de esporte ao arquiteto Ademar Popi, não saiu do papel. E agora???  A novela do nosso futebol continuará??

Uirapuru tem treino mais forte nesta quinta na UFMT


Aproveitando a temperatura mais baixa e o clima mais agradavel desta quinta feira a equipe do Uirapuru trabalhou a parte fisica dos garotos de forma mais intensa. Logo após os treinos o coordenador Gil Gusmão conversou com os garotostreino.jpg

Cuidados na hora de escolher uma chuteira


por Mauro Vallim

Tempo atrás li uma meteria no jornal Terra Noticias em relação ao uso de chuteiras e o tipo de travas que elas possuem onde tem gerado algumas preocupações aos jogadores e médicos de clubes de futebol em relação às lesões ocasionado pelo do tipo de chuteira escolhida.

Apesar de não existir qualquer comprovação cientifica na ligação entre as lesões de joelhos e o tipo de trava utilizada, mas sem dúvida nenhuma, existe uma associação de fatores de risco que podem favorecer, dizem alguns médicos.

Coincidência ou não, mas atletas que tiveram lesão de ruptura cruzado anterior de uns dos joelhos usavam na ocasião chuteiras de travas longitudinais (dente de tubarão). Quem faz o alerta é o médico do Palmeiras, Vinicius Martins. Porém ele não afirma que foi culpa das chuteiras o motivo de lesão de alguns de seus jogadores, mas que foi uma grande coincidência os atletas lesionados estarem usando o mesmo tipo de chuteira, com trava longitudinal.

Vinicius Martins fez ressalvas quanto ao tipo de algumas chuteiras produzidas pelos fornecedores de materiais esportivos em geral.

– Aquelas com trava longitudinais são ruins. Elas fixam o pé do jogador no campo e o atleta não consegue girar facilmente. A força de tração está sendo maior do que o ligamento (do joelho) pode agüentar já dificilmente ocorrido nas chuteiras de trava redonda que por facilitar os giros, perdem na fixação do pé do jogador no campo com isso atletas perdem na velocidade final, pois este tipo de chuteira faz os pés da uns leves patinados no gramado.

Octacílio da Matta, médico do time mineiro Cruzeiro diz que o tipo de chuteira pode, sim, ajudar numa lesão. Mas não é só isso. O tipo de grama, as altas exigências dos atletas são fatores que também influenciam. Então na dúvida a melhor opção é escolher a chuteira que melhor lhe proporcionar conforto aos seus pés até porque o risco de lesão sempre existirá.

Seu filho te disse que usa drogas ou que deseja experimentar? Saiba o que fazer


por Danilo Baltieri
“Quanto mais próximo do seu filho, menos ele cederá às pressões do grupo”

Meu filho numa conversa aberta me disse que fuma maconha de vez em quando; diz que é normal e me falou: – Quer que eu minta pra você? Meus amigos fumam e omitem de seus pais, estou te contando a verdade.

Meu filho quer experimentar drogas e veio me falar; disse que tem maior curiosidade com cocaína e injetáveis. O que devo fazer?

Resposta: Falar sobre álcool e outras drogas com os filhos deve ser parte do processo educacional e também afetivo. Vivemos em um universo onde o consumo de substâncias ilícitas, como maconha e cocaína têm aumentado, considerando a faixa etária superior a 14 anos. Por exemplo, o consumo de cocaína (taxas de consumo ao longo da vida – pelo menos uma vez) aumentou de 0.5% em 2001 para 0.7% em 2005.

Em relação à maconha, o consumo mais do que duplicou neste período na mesma faixa etária. Dessa forma, não é possível aos pais evitar falar e conversar com os filhos a respeito de álcool e drogas.

Não tenha medo de conversar com o seu filho sobre o consumo de bebidas alcoólicas e de outras drogas, de forma clara e franca. Sua opinião deve sempre ter valor e ser firme, mesmo que ele mostre algum tipo de desdém.

Sempre durante a conversa, certifique-se de que tanto você quanto o seu filho estão sendo ouvidos e têm a chance de externar opiniões. Converse com ele sobre as conseqüências do consumo de bebidas e outras substâncias na escola, no trabalho, enquanto pratica esportes ou desempenha outras atividades.

Mantenha o vínculo com o seu filho, respeitando a liberdade dele para que ele não ache que você está tentando controlá-lo ou reprimi-lo. Quanto mais próximo do seu filho, menos ele cederá às pressões do grupo.

Você deverá ter alguns fatores ao seu favor, tais como: o bom e adequado relacionamento com o seu filho e confiáveis informações sobre o consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas nessa faixa etária. O conhecimento de boa qualidade associado com a adequada vinculação com o seu filho contribuirão para um melhor desenlace do fato.

É importante saber como está o desempenho do seu filho: na escola, trabalho e demais atividades. Além disso, quais estão sendo os modelos seguidos pelo jovem, quais estão sendo as suas principais dificuldades (relacionamentos, amigos, desempenhos), como estão sendo desenvolvidas as suas expectativas, como o seu pensamento/idéia está sendo organizado.

Fatores que protegem seu filho das drogas

Existem fatores protetores e de risco para o abuso de substâncias psicoativas.

Dentre os fatores protetores estão: o estreito e adequado vínculo com os pais, os próprios hábitos saudáveis dos genitores, o bom desempenho acadêmico do jovem bem como habilidades acadêmicas e sociais adequadas.

Fatores de risco para o consumo de drogas

Dentre os fatores de risco estão: falta de suporte familiar, pobre desempenho acadêmico e falta de expectativas realistas, precoce comportamento impulsivo/ agressivo, facilidade no acesso às drogas na própria comunidade ou entre os pares.

Em qualquer idade, tente dar todo o apoio possível ao seu filho. No entanto, é essencial estabelecer limites quando necessário. Promova atividades em família como, por exemplo, almoçar e jantar junto, sair, praticar esportes, etc. Qualquer forma de lazer pode aproximar seu filho de você e aprofundar o seu conhecimento quanto aos interesses do menor.

Também, muitas vezes, os pais são o “modelo” dos filhos. Logo, suas palavras e conselhos devem estar condizentes com a sua conduta e atitudes.

Infelizmente, mesmo sabendo dos possíveis efeitos nocivos do álcool e de outras drogas como a maconha, alguns pais acham melhor permitir o consumo ou mesmo “fazer vista grossa” sobre ele. Qualquer que seja a sua decisão, o abuso de álcool e de outras drogas não deve ser tolerado em qualquer circunstância. Isso se aplica a você e ao seu filho.

Nunca é cedo demais para conversar com seus filhos sobre as drogas em geral. Crianças de 6 anos já conhecem alguns comportamentos socialmente aceitos quando o assunto é o consumo de substâncias. Portanto, seja firme.

Dicas para estar mais próximo do seu filho

a) Saiba sempre onde está o seu filho, com quem está e como está se comportando;

b) Expresse interesse verdadeiro pelos assuntos que ele considera importante;

c) Dê apoio, mas sempre supervisionando. É possível supervisionar sem parecer ser controlador;

d) Mantenha a autoridade com sensatez;

e) Ouça os argumentos dos filhos e suas dúvidas. Procure entender como ele pensa e enxerga o mundo. Assim, você descobrirá os melhores argumentos para revelar seu ponto de vista.

O FUTEBOL BRASILEIRO NA ATUALIDADE


por Mauro Vallim

Ao passearmos um olhar pelo Brasil, certamente encontraremos muitas coisas em comum, tanto nas grandes cidades, quanto nos minúsculos povoados. Uma igreja, praças, arquitetura, vegetação, língua, o povo e um campo de futebol. Se não um campo, uma quadra, uma área de terra batida ou até uma “serragem” produzida por uma madeireira. O certo é que teremos um ou mais espaços destinados à prática do futebol.

Quem nunca presenciou uma bela prosa seja em um bolicho de esquina, embaixo de boa sombra de uma mangueira ou de um botequim no centro de uma grande cidade, cujo assunto era o futebol?

O futebol, um alienígena que em pouco mais de um século de estada neste país, passou a compor o imaginário do povo brasileiro de tal maneira que se torna insuportável para quem não o admira.

Certamente o futebol não é uma unanimidade nacional. Mas a sua importância enquanto aglutinador de massas foi percebido pelos governos, políticos, empresários, intelectuais e críticos desde a sua chegada ao Brasil.

Em sua trajetória o futebol produziu verdadeiros “mitos sagrados” a exemplo  como Domingos da Guia, Fausto, Leônidas da Silva, o Diamante Negro, Zizinho, o mestre Ziza, o maior craque antes da era Pelé, Nilton Santos,, e Pelé, considerado o Rei, o jogador mais completo que o futebol conheceu.

Ainda hoje este esporte continua fabricando e exportando craques para o resto do mundo

No entanto, o torcedor brasileiro tem notado mudanças substancias não só na forma de jogar o futebol, como, também, na sua forma de dirigir e administrar.

O futebol brasileiro definitivamente “não é mais aquele”. Dentro do campo ficou menos artístico, menos habilidoso, menos original, mais rápido, mais pesado e mais previsível. Os jogadores viraram atletas musculosos e enrijecidos e as comissões técnicas mais parecem executivos de uma  grande empresa  ou diretores de banco. Fora do campo, inserido na lógica capitalista do mercado, o futebol tornou-se um grande negócio e, por conseguinte,  passou a freqüentar as páginas e os cadernos de jornais e revistas, destinados a temas como economia, investimentos, finanças e bolsas de valores.  Transformaram-se, ainda, em objeto de estudos acadêmicos, seminários promovidos por jornais, universidades e fundações. Imagina ainda quando tem políticos envolvido neste meio, aí além de grande balcão de negócios o futebol se torna um grande palanque político restando a nós pobres torcedores só continuar acreditando que ainda temos o melhor futebol do mundo.

 

Até onde meu filho poderá consagrar-se no esporte?


por Renato Miranda

No artigo anterior (clique aqui), o primeiro de uma série de três sobre as metas reais e irreais no esporte, expliquei por que talento e potencial psicofísico não bastam para consagrar-se no esporte. Neste mostrarei como avaliar a dimensão de destaque (local, regional, nacional, internacional) que um garoto talentoso poderá atingir.

“É preciso então, além das condições de infra-estrutura básica para a prática do esporte, reconhecer a realidade, definir uma trilha coerente com o objetivo a seguir e focar esforços e objetivos preliminares (curto e médio prazos) para que deixemos que as coisas aconteçam em um curso natural” Certa vez, estava em um ginásio de uma cidade do interior ao lado de pais dos atletas locais de voleibol. Durante a entrada na quadra todos eles (os atletas) por volta dos 16 anos, chamavam a atenção pela alta estatura, eram considerados verdadeiros gigantes. No entanto, quando a equipe da capital entrou em quadra, aqueles gigantes voltaram a ser considerados pessoas “normais”.
Quando um (a) garoto (a) começa a ter bons resultados esportivos, não é aconselhável fazer previsões ou planos concretos em longo prazo e ter expectativas exageradas. Basta uma lesão grave em um treino, uma experiência marcante qualquer (frustrações em seqüência, uma namorada (o) que não gosta de esporte, um despertar para uma outra atividade e sem falar nos fenômenos negativos do estresse no treinamento, como o overtraining e o burnout, que podem ocorrer por um motivo ou outro), para mudar todo o curso daquilo que foi pretensamente planejado, ou simplesmente nada daquilo que foi esperado acontecer.

Não é só no esporte que os possíveis talentos podem se destacar desde cedo; na música, artes plásticas, literatura e outros. No entanto, é oportuno admitir a dimensão do destaque desse talento (se é local, regional, nacional ou internacional) e também levar em conta que este (a) jovem promissor (a) possivelmente não está só, há de existirem muitos outros jovens brilhantes espalhados por esse mundo afora.

Em uma ocasião, estava reunido com um pai de um tenista de 14 anos de idade e muito promissor. Era minha primeira conversa com o pai do garoto que naquele instante não estava presente por motivos óbvios. As características psicofísicas e os resultados regionais enchiam os olhos de muita gente, a ponto de, preverem que ele seria o novo fenômeno do tênis nacional em um futuro não muito distante. Dessa forma, o objetivo era alcançar o profissionalismo em nível internacional.

Foi aí então que, sinceramente, despertei o pai do garoto para a realidade. Perguntei a ele quantos garotos na idade do filho, disputavam com ele o ranking nacional. Ele afirmou que ele era o décimo do Brasil em sua faixa etária, mas era o mais novo de todos. A partir daí, pedi que fizesse, embora em uma previsão grosseira, quantos garotos poderiam existir em mesmas ou melhores condições na Argentina, Chile, Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, Europa Oriental, Rússia e Austrália, só para sintetizarmos o número de países de destaque no tênis mundial. Quando chegamos por volta de 700 atletas, paramos a contagem. Foi aí que o pai “caiu” na real e percebeu o quão distantes estávamos de tal meta.

É claro que podemos conhecer um (a) jovem com potencial atlético internacional e acreditar que o sonho de se tornar uma referência esportiva é possível, a questão é que quando acreditamos por nós mesmos, sem fazermos as devidas avaliações da realidade, comparar rendimentos esportivos com outros atletas e, portanto, não sabemos ao certo qual caminho a trilhar e só enxergamos o objetivo sonhado acabamos simplesmente sonhando acordados.

É preciso então, além das condições de infra-estrutura básica para a prática do esporte, reconhecer a realidade, definir uma trilha coerente com o objetivo a seguir e focar esforços e objetivos preliminares (curto e médio prazos) para que deixemos que as coisas aconteçam em um curso natural.

Chamo de curso natural as vivências da rotina de treinamentos, competições e a formação de uma mente disciplinada e motivada para as exigências do esporte conforme o passar dos anos. Assim, saberemos se talento e índole atléticos pertencem concretamente à vida do (a) adolescente.

Treinar com satisfação, intensamente, viver cada dia e superar cada desafio com alegria e persistência, esses são alguns dos fatores que levam os (as) atletas vislumbrarem alguma chance internacional.

Esporte de Mato Grosso perde João Batista Jaudy


 AA Faculdade de Educação Física da UFMT e a Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev|), por meio da Coordenação de Vivências, Esporte e Lazer, comunica o falecimento do professor João Batista Jaudy, na madrugada desta sexta-feira (14). O corpo será velado a partir das 09h, na Capela Jardins (Rua Manoel Ferreira de Mendonça, 364, Bairro Bandeirantes).

Professor Titular da UFMT, Jaudy foi um dos que lutou para a implantação do curso de Educação Física e da Supervisão de Desportos e Recreação, também da UFMT. Fundou a Associação Atlética Uirapuru, ajudou a criar diversas federações amadoras no Estado de Mato Grosso, dentre elas as de Futsal, Basquete, Vôlei, Handebol, Atletismo, Natação e a Federação Mato-Grossense de Esportes Universitários (FMEU). ´´Foi ele quem implantou em nosso Estado as Escolinhas de Iniciação Desportiva, fundou a Escola de Samba Mocidade Independente Universitária, abriu as portas da UFMT para uma socialização entre a comunidade interna e a comunidade externa, idealizando várias atividades esportivas“, ressalta o professor Hildebrando Daltro Junior coordenador de Vivências, Esporte e Lazer.

Batista era ex-atleta de futebol e foi técnico de várias equipes e das seleções do nosso estado tanto no futebol como na de futsal.

´´O esporte mato-grossense deve e agradece muito ao grande Mestre João Batista Jaudy, que nos deixa saudade“, completa Hildebrando Daltro. 
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